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quinta-feira, 17 de maio de 2018

Suspeitos de agressão ouvidos hoje no Tribunal do Barreiro

GNR fez 23 detenções, apreendeu cinco viaturas e recolheu 36 depoimentos

A GNR anunciou que efetuou 23 detenções, apreendeu cinco viaturas e recolheu depoimentos de 36 pessoas, entre jogadores, equipa técnica, funcionários e vigilantes ao serviço do Sporting, na sequência da invasão à academia do clube, em Alcochete. Durante a tarde de terça-feira, cerca de meia centena de elementos, de cara tapada, invadiram a Academia do Sporting e, depois de terem percorrido os relvados, chegaram ao balneário da equipa principal de futebol, agredindo vários jogadores, entre os quais Bas Dost, Acuña, Rui Patrício, William Carvalho, Battaglia e Misic e membros da equipa técnica. “No total, foram detidos 23 suspeitos, apreendidas 5 viaturas ligeiras, vários artigos relacionados com os crimes e recolhidos depoimentos de 36 pessoas, entre jogadores, equipa técnica, funcionários e vigilantes ao serviço do clube”, diz a GNR, em comunicado enviado às redações onde esclarece o que se passou no centro de estágios do clube. Os 23 detidos foram identificados e só esta quinta-feira vão começar a ser ouvidos, informou o tribunal do Barreiro.
Academia do Sporting foi invadida por cerca de 50 pessoas  


Na nota de esclarecimento, a Guarda Nacional Republicana informa que "foi informada pela Direção da Academia do Sporting Clube Portugal, que as instalações da Academia do clube, haviam sido invadidas por adeptos, que alegavam querer falar com os membros da equipa técnica e jogadores. Foi então solicitada a presença da GNR, em virtude dos elementos da empresa de segurança privada não conseguirem impedir a entrada dos referidos indivíduos naquelas instalações, que foi forçada sem qualquer tipo de consentimento ou autorização para tal. A GNR de imediato mobilizou patrulhas para o local".
Adianta ainda a força de segurança que por volta "das 17h15, a Direção do Clube voltou a contactar a GNR, a informar que os indivíduos que invadiram as instalações da Academia estavam encapuçados e que já teriam ameaçado, coagido e agredido fisicamente jogadores e elementos da equipa técnica da equipa principal".
As primeiras patrulhas "chegaram às instalações da Academia às 17h20, que reagindo de imediato montaram barreiras policiais nas estradas de acesso às imediações da Academia, no sentido de detetar e deter eventuais suspeitos".
"Momentos depois, foram detetadas três viaturas nas imediações, tendo uma delas quase abalroado a barragem montada e invertido a sua marcha, iniciando a fuga. Em ato contínuo, os militares iniciaram o seguimento das viaturas em fuga, tendo intercetado uma delas, abordado, revistado e detido cinco suspeitos. Poucos momentos depois, com a chegada de mais meios da GNR, foram intercetadas mais quatro viaturas nas imediações, tendo os militares detido mais 18 suspeitos.Simultaneamente, vários meios da GNR de Investigação Criminal iniciaram as necessárias diligências de preservação e recolha de prova, com recurso a especialistas forenses", continua a nota.
Por fim, a GNR esclarece que "os suspeitos foram levados para o Posto Territorial de Alcochete e as vítimas e testemunhas encaminhadas para o Destacamento Territorial do Montijo, onde foram identificados e recolhidos os depoimentos, respetivamente. No total, foram detidos 23 suspeitos, apreendidas 5 viaturas ligeiras, vários artigos relacionados com os crimes e recolhidos depoimentos de 36 pessoas, entre jogadores, equipa técnica, funcionários e vigilantes ao serviço do clube".
Para esta operação foi mobilizado "um efetivo de mais de 100 militares, do Comando Territorial de Setúbal, da Unidade de Intervenção e da Direção de Investigação Criminal, tendo ainda sido apoiada, em matéria de informação criminal, pela Polícia Judiciária de Setúbal e Polícia de Segurança Pública". 
“As investigações prosseguem no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público do DIAP da Comarca de Lisboa (secção do Montijo), o qual tem sido coadjuvado pela GNR”, conclui a nota.

Suspeitos  indiciados por sequestro, ameaça agravada e terrorismo
O Ministério Público disse, esta quarta-feira, que os detidos pelas agressões a futebolistas do Sporting são suspeitos de práticas que podem configurar crimes de sequestro, ameaça agravada, ofensa à integridade física qualificada, e terrorismo, entre outros.
“Em causa estão factos suscetíveis de integrarem os crimes de introdução em lugar vedado ao público, ameaça agravada, ofensa à integridade física qualificada, sequestro, dano com violência, detenção de arma proibida agravado, incêndio florestal, resistência e coação sobre funcionário e também de um crime de terrorismo”, refere a nota do Ministério Público.
Por entender que aos arguidos, num total de 23 detenções, devem ser aplicadas medidas de coação mais gravosas do que o termo de identidade e residência, o Ministério Público apresentou os detidos a primeiro interrogatório judicial no Juízo de Instrução Criminal do Barreiro, onde desde esta quarta-feira à tarde estão a ser ouvidos.
A nota acrescenta que se está “indiciado que os detidos entraram, sem autorização, naquelas instalações onde se encontrava a equipa principal do SCP, tendo ameaçado e agredido jogadores e técnicos e causado estragos nos equipamentos bem como em diversas viaturas”.
“As investigações prosseguem no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público do DIAP da Comarca de Lisboa (secção do Montijo), o qual tem sido coadjuvado pela GNR”, conclui a nota.

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