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sexta-feira, 11 de maio de 2018

Setúbal mantém solidariedade acesa até 9 de Junho

Por “uma sociedade mais justa e mais solidária”

A Chama da Solidariedade, símbolo de um dos mais nobres valores humanos, chegou na tarde de dia 9 ao município de Setúbal, depois de um périplo de um ano que levou o objeto a todos os cantos do distrito setubalense. A presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, recebeu o símbolo da solidariedade, vindo do concelho de Sesimbra, e saudou todos aqueles que trabalham “na defesa da solidariedade” e na construção de “uma sociedade mais justa e mais solidária”. Na cerimónia, realizada na escadaria dos Paços do Concelho, a autarca enalteceu a importância das instituições particulares de solidariedade social de Setúbal que, cada vez mais, assumem “maior relevância num contexto em que o Estado abandona deveres e funções inalienáveis”.
Sesimbra passou chama da solidariedade a Setúbal 

Neste sentido, Maria das Dores Meira defendeu “a presença forte do Estado neste setor, seja na manutenção das suas capacidades, seja com o apoio permanente às instituições particulares de solidariedade social para que todos, sem exceção, possam ter acesso a serviços essenciais à dignidade humana”.
A presidente da autarquia vincou ainda que são estas instituições que“acolhem quem necessita e, muitas vezes, com enorme imaginação para rentabilizar recursos escassos e satisfazer necessidades incomensuráveis” e que, por isso, há que “manter bem vivo e aceso” a Chama da Solidariedade.
Um trabalho que, destacou, é alargado à Câmara Municipal de Setúbal, instituição que se “esforça, diariamente, para que esta chama se mantenha acesa, quer apoiando no que é possível estas instituições, quer, também, das mais variadas formas, praticando estes valores”.
A cerimónia de dia 9 marcou o início do último mês da presença da Chama da Solidariedade no distrito de Setúbal, isto depois de um ano intenso de atividades. “Fez milhares de quilómetros”, sublinhou o presidente da União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social, Fernando Sousa.
A Chama da Solidariedade integra a Festa da Solidariedade, uma iniciativa da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade que se iniciou em Lisboa em 2007, lançada com o objetivo de acarinhar e propagar os valores que unem as diferentes instituições e dar a conhecer à sociedade o trabalho desenvolvido no sentido de promover a importância do espírito de partilha.
A Chama da Solidariedade, frisou Fernando Sousa, “esteve presente em todos os cantos do distrito, em inúmeras atividades e iniciativas, e procurou despertar e manter acesa a solidariedade que é necessária em todos, sem exceção, para a construção de um mundo melhor”.

Chama despede-se de Setúbal a 9 de Junho 
A acompanhar a Chama da Solidariedade veio um livro, com testemunhos e trabalhos de todas as instituições pela qual o objeto passou. “É a materialização da expressão da solidariedade”, vincou aquele responsável para depois acrescentar que a cerimónia desta tarde é “o culminar de um ano intenso”.
O vereador da Câmara de Sesimbra Sérgio Marcelino, que passou o testemunho desta iniciativa a Setúbal, destacou que a Chama da Solidariedade é o símbolo da “resposta a um trabalho de muitos que é feito em prol dos outros” e que, por isso, merece o apoio de todos.
A cerimónia contou ainda com um apontamento musical pelo do Coro da Universidade Sénior de Setúbal.
A União das Instituições Particulares de Solidariedade Social de Setúbal, incumbida pela Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade da organização da Festa da Solidariedade 2018 e da Chama da Solidariedade 2017-2018, recebeu o testemunho do Funchal a 27 de Julho do ano passado, numa cerimónia que decorreu na cidade de Setúbal, e ficou responsável por manter a chama acesa até Junho deste ano.
A chama ficou na Cáritas Diocesana de Setúbal de 27 de Julho a 9 de Setembro e realizou depois um périplo pelos 13 concelhos do distrito de Setúbal, que culmina agora no município sadino, onde, durante um mês, vai passar por várias instituições em momentos que incluem a realização de atividades de cariz cultural, desportivo e social.
A iniciativa termina com a Festa da Solidariedade 2018, a 9 de Junho, no Largo José Afonso, que inclui a realização de atividades como um peddy-paper e a passagem do testemunho à próxima Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade a ficar responsável por manter a chama acesa.
A Festa da Solidariedade assume-se como um momento de afirmação do trabalho diário das instituições particulares de solidariedade social, culminando um ano letivo repleto de iniciativas que desenvolveram em parceria com os municípios e com toda a sociedade.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 

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