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terça-feira, 29 de maio de 2018

Enfermeiros do Hospital de Almada contra despedimentos

Sindicato quer mais camas e protesta pelo despedimento de 20 enfermeiros 

Uma dezena de enfermeiros concentraram-se, esta segunda-feira, em frente ao hospital Garcia de Orta, em Almada, em protesto contra o despedimento de 20 destes profissionais e o encerramento de camas naquela unidade de saúde. “A questão é que são absolutamente necessários no hospital. A própria administração, além destes que cá estão - e serão despedidos cerca de 20 - já solicitou a contratação de mais 48, portanto ficam a faltar perto de 70 enfermeiros neste hospital”, explicou à Lusa Zuraima Prado, dirigente nacional do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses. Os enfermeiros em causa fazem parte de contratos de substituição ou foram contratados no âmbito do plano de contingência da gripe e serão dispensados devido ao regresso de colegas que substituíam.
Enfermeiros protestaram no hospital Garcia de Orta  

“É uma gestão que não compreendemos, porque alguns dos enfermeiros não vão voltar, porque muitos deles estão a substituir enfermeiros que não estão naqueles serviços. Alguns deles vão embora agora, mas os enfermeiros que estão a substituir só voltarão em setembro, por exemplo”, acrescentou a sindicalista.
De acordo com a sindicalista, com o despedimento destes profissionais “há serviços que vão ter de encerrar camas”, como “o caso do Piso 6 [internamentos], de onde saem seis enfermeiros de uma assentada só”, sublinhou a responsável.
“Sabemos que o Serviço de Urgências está de tal forma com carência de enfermeiros que solicitou a todos os serviços do hospital enfermeiros para irem lá fazer trabalho extraordinário. É uma situação incomportável”, disse Zuraima Prado.
Nos últimos três dias foram recolhidas mais de 300 assinaturas de enfermeiros contra o despedimento de colegas e a exigirem a contratação de mais enfermeiros, que serão entregues à administração do hospital.
“Os enfermeiros estão exaustos, não conseguem manter a prestação de cuidados nestas condições. Vem aí a implementação das 35 horas, vêm aí as férias e prevê-se um verão absolutamente exaustivo para os enfermeiros. E, caso não haja uma solução e a solução é a vinculação imediata destes colegas e contratação de mais enfermeiros, vamos decretar formas de luta, sem a menor sombra de dúvida”, afirmou a sindicalista.
Segundo Zuraima Prado, o Garcia de Orta já teve perto de 800 enfermeiros, mas tem agora menos, sendo necessários mais cerca de 70 só para suprir a alteração de horário para as 35 horas.

Agência de Notícias com Lusa 


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