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segunda-feira, 14 de maio de 2018

Arte-Xávega debatida na Costa de Caparica

Autarquia de Almada quer criar Museu vivo na Costa de Caparica

Almada promoveu o Encontro Arte-Xávega – Lançar Redes para a Economia. Investigadores, pescadores, autarcas, agentes económicos e entidades com jurisdição sobre o mar, reuniram-se na Costa da Caparica para repensar o futuro desta arte milenar. Mais de 150 pessoas participaram nesta iniciativa da Câmara Municipal de Almada, que decorreu no Hotel Tryp Lisboa Caparica Mar, na Costa da Caparica, na semana passada.  A manhã foi dedicada a agentes económicos e entidades com responsabilidades sobre a prática da Xávega e o território onde se desenvolve. De tarde realizou-se um debate que cruzou o conhecimento de pescadores, investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia e do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, autarcas e técnicos municipais, entre outros.
Almada quer mais destaque para a Arte-Xávega do concelho 


Em conjunto debateram-se as dificuldades sentidas, as medidas necessárias para promover esta arte de pesca milenar e soluções para a sua valorização económica.
Uma das apostas incide sobre a cavala, um dos peixes que mais à rede vem nas águas da Costa da Caparica e Fonte da Telha. Pretende-se promover este pescado, pelo seu elevado valor alimentar e económico, transformando-o num produto gourmet.
"Não basta declarar que se defende o património. É preciso que se concretize em qualquer coisa", defendeu a presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros.
A autarca explicou que os serviços municipais estão a desenvolver trabalho para criar um Museu Vivo da Arte-Xávega, um lugar onde a Xávega seja partilhável com todos.
Aqui, quem exerce esta a arte pode continuar a fazê-lo com mais condições, mas também pode transmitir os conhecimentos acumulados pela comunidade piscatória da Costa da Caparica, ao longo de três séculos.
"É algo essencial para a afirmação e salvaguarda da Xávega, um marco identitário e cultural da Costa e do concelho de Almada", realçou Inês de Medeiros.
A Arte-Xávega deu origem ao povoamento da Costa de Caparica, em 1770. Atualmente envolve 60 famílias, num total de 250 pessoas.

Arte Xávega  no Inventário Nacional do Património Cultural

A Arte Xávega, um tipo de pesca tradicional na Costa de Caparica, em Almada, já foi inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, em Fevereiro do ano passado.
A Arte Xávega trata-se de uma técnica de pesca tradicional que consiste na utilização de uma rede de cerco envolvente que é lançada no mar e depois puxada para terra.
Um dos motivos para a decisão foi “a importância de que se reveste esta manifestação do património cultural imaterial pela sua profundidade histórica e evidente relação com práticas homólogas de outras comunidades piscatórias em Portugal, designadamente no litoral Centro e Norte”, refere o Diário da República.
Segundo a publicação, as técnicas deste tipo de pesca são transmitidas entre gerações dos dois núcleos piscatórios da comunidade da Costa da Caparica, tendo sido efetuadas diligências pela autarquia de Almada com o objetivo da sua inventariação. “A inventariação da manifestação do património imaterial em apreço é objeto de revisão ordinária em períodos de 10 anos, sem prejuízo de revisão em período inferior sempre que sejam conhecidas alterações relevantes, sendo que qualquer interessado pode suscitar, a todo o tempo, a revisão extraordinária do registo de inventariação”, concluiu.
O processo iniciou-se em 2015 com o pedido de inscrição da Câmara Municipal de Almada à Direção-Geral do Património Cultural, que abriu a consulta pública entre 3 de Agosto e 11 de Setembro desse ano.
De acordo com uma deliberação da Assembleia Municipal de Almada, datada de 25 de Setembro de 2015, a inscrição da Arte Xávega local no Património Cultural Imaterial do país potenciaria “a promoção cultural, a salvaguarda do património, a defesa de uma atividade económica de significativa expressão, e a divulgação e promoção turística desta região, fatores que são fortemente suscetíveis de representar um impacto económico muito positivo em todo o tecido económico e social da Costa da Caparica e de Almada”.

Agência de Notícias com Câmara de Almada

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