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segunda-feira, 11 de julho de 2016

Três mortos em desastre com C-130 na base do Montijo

Avião militar pega fogo depois de descolar da base aérea

Três militares mortos em incêndio num avião da Força Aérea no Montijo, nesta segunda-feira.Outros quatro militares, de um total de sete que constituíam a tripulação do C130, estão feridos, alguns deles com gravidade. Aparelho incendiou-se na pista da base aérea do Montijo quando se preparava para descolar para a Base Aérea de Beja. A Força Aérea Portuguesa confirma o acidente com uma aeronave na Base Aérea nº 6, remetendo para mais tarde a divulgação de mais dados sobre as circunstâncias em que ocorreu.
C-130 incendiou-se na Base Área do Montijo 

O ministro da Defesa esteve esta tarde reunido com o general Manuel Teixeira Rolo, chefe do Estado Maior da Força Aérea (CEMFA) na base aérea do Montijo, onde se deu o acidente com o Hércules C-130 que provocou três vítimas mortais. Segundo comunicado oficial, Azeredo Lopes esteve a avaliar a situação com os responsáveis do ramo e cancelou a agenda que tinha para hoje: uma sessão de esclarecimento na sede da Federação do PS de Braga às 21h30.
O ministro deslocou-se esta tarde à Base Aérea do Montijo para “manifestar o profundo pesar pelos acontecimentos que resultaram na morte trágica de três militares da Força Aérea”. O ministro reuniu-se ainda com o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, Senhor General Manuel Rolo, que recebeu as condolências e informou o ministro sobre as circunstâncias do acidente e o apoio prestado às vítimas e aos seus familiares, segundo indica ainda o comunicado enviado às redações.
Na sequência do acidente de hoje, a Comissão Central de Investigação da Força Aérea iniciou de imediato o processo de investigação respetivo.
Entretanto, numa breve nota publicada no site da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na sua qualidade de comandante supremo das Força Armadas apresentou as condolências aos familiares das vítimas.
“Tendo tomado conhecimento do trágico acidente ocorrido hoje com uma aeronave da Força Aérea Portuguesa, quero apresentar as minhas mais profundas condolências aos familiares dos militares que faleceram ao serviço de Portugal”, escreve o chefe de Estado, acrescentando: “Quero igualmente manifestar o meu pesar e solidariedade a todos aqueles que sentem com maior dor a perda abrupta dos seus camaradas e amigos, desejando também um célere restabelecimento dos militares feridos”. 

Acidente fatal 
Um acidente com um avião da Força Aérea Portuguesa (FAP), um C130, teve lugar nesta segunda-feira na base do Montijo, confirma o Ministério da Defesa. Fonte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que adiantou que o avião ter-se-á incendiado quando estava na pista e se preparava para descolar para a Base Aérea de Beja, revelou que pelo menos três militares morreram carbonizados dentro do aparelho. Outros quatro, que integravam a restante tripulação - que somava um total de sete elementos - estão feridos, alguns deles com gravidade.
O porta-voz da Força Aérea, coronel Rui Roque, confirmou que houve um acidente e remeteu para mais tarde a divulgação de dados sobre o desastre. Para já a Força Aérea não divulga o número de vítimas nem qual a aeronave envolvida no acidente, para não alarmar as famílias dos elementos que servem neste ramo militar.
Pelas 13h30 de hoje, o Ministério da Defesa estava ainda a recolher dados sobre o acidente, não tendo divulgado ainda detalhes sobre o que realmente aconteceu. A Protecção Civil foi alertada pelas 12h20, de acordo com o site oficial daquela entidade. Pelas 13h50, estavam no local, 49 operacionais envolvidos no socorro e 16 viaturas de apoio. Também vários elementos dos Bombeiros Voluntários do Montijo foram enviados para aquela base aérea cujo plano de emergência terá sido activado.
O INEM enviou equipas para o local, pelas 12h16, depois de ter visto as primeiras notícias sobre o acidente nas televisões, disse uma fonte daquele organismo ao jornal Público.
O ferido grave foi encaminhado para unidade de queimados do hospital de S. José, em Lisboa. De acordo com a página oficial da Autoridade Nacional da Proteção Civil, no local estiveram 35 operacionais e 11 viaturas dos Bombeiros do Montijo, Alcochete e Pinhal Novo.

A Força Aérea Portuguesa possui três C-130H-30
Entretanto, a Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) lamentou o sucedido na sua página no Facebook. "A AOFA expressa profunda consternação pelo sucedido e que terá tido como trágica consequência diversas vítimas entre os nossos camaradas”, escreveu aquela associação.
A “FAP dispõe de todos os mecanismos adequados à reacção e tratamento altamente profissional deste tipo de situações que, ao que sabemos, terão sido imediata e cabalmente activados”, acrescentou ainda a estrutura.
O Lockheed C-130 H / H-30 Hercules é um aparelho especialmente vocacionado para operações de busca e salvamento e transporte. Segundo a FAP “excepcionais características operacionais (robustez, versatilidade, capacidade, raio de acção e autonomia) ” do aparelho, “garantem à Força Aérea Portuguesa a capacidade para a realização de missões de transporte aéreo táctico e transporte aéreo geral, de patrulhamento marítimo e de busca e salvamento, apoio logístico às Forças Armadas Portuguesas" e à NATO, e também o apoio a operações de combate a incêndios florestais.
A Força Aérea Portuguesa possui três C-130H-30.

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