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terça-feira, 12 de julho de 2016

Festas do Novo Círio Marítimo voltou a Setúbal

Gentes do mar mostraram-se no Sado

Cerca de duas dezenas de embarcações, segundo a comissão organizadora, participaram nos dois cortejos marítimos que marcaram, nos dias 9 e 10 de Julho, as Festas do Novo Círio Marítimo em Honra de Nossa Senhora da Arrábida, em Setúbal. O cortejo de barcos engalanados pelo rio Sado, recuperado em 2015 após um interregno de cerca de quarenta anos, regressou este ano na sua plenitude, em dois dias, com embarque e desembarque, constituindo o ponto alto das festas da comunidade piscatória da Anunciada, com mais de quatrocentos anos de história.

Festas do Círio Novo Marítimo foram recuperadas em 2015

Os barcos partiram da Doca dos Pescadores no dia 9 de manhã, após a realização de uma procissão que saiu da Igreja de Nossa Senhora da Anunciada, e passaram pela Senhora do Cais e pelo Outão, para terminar na Praia do Creiro.
Duas embarcações dos Bombeiros Voluntários de Setúbal ajudaram a fazer o desembarque das pessoas e da imagem de Nossa Senhora da Arrábida, na Praia do Creiro, tendo depois a festa seguido para o Convento da Arrábida, para colocação da imagem.
No domingo foi dia de regresso à praia onde, de acordo com o presidente da Comissão de Festas, Valter Canas, “uma centena e meia de pescadores, familiares e amigos participaram num almoço comunitário”.
Após o almoço, o cortejo de barcos engalanados liderados pela “Maravilha do Sado”, embarcação tradicional recuperada pela Câmara Municipal, que transportou a imagem de Nossa Senhora da Arrábida, regressou a Setúbal.
“No Outão e na Praia da Saúde, à chegada a Setúbal, havia muita gente a ver o cortejo. Foi um momento bonito”, recorda Valter Canas.
O presidente da comissão de festas faz um balanço positivo da revitalização do novo círio marítimo que, este ano, realizou-se “com a configuração desejada para o futuro, embora ainda haja arestas por limar”.
As correções a fazer prendem-se, essencialmente, com as restrições ao desembarque na Praia do Creiro que, de acordo com Valter Canas, foram uma das condicionantes à participação de mais barcos no primeiro dia do cortejo.
Apesar de as Festas de Nossa Senhora da Arrábida nunca terem terminado, na década de 70 foi interrompido o círio marítimo realizado por pescadores entre a cidade e a serra.
A tradição popular associa as festividades à aparição da Virgem Maria na serra, durante um temporal, emitindo uma luz intensa na encosta que ajudou uma tripulação desnorteada e em aflição a chegar a bom porto.

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