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quarta-feira, 6 de julho de 2016

Bloco de Esquerda visitou Hospital de Setúbal

BE defende mais investimento no hospital de Setúbal 

O Bloco de Esquerda visitou o Hospital S. Bernardo, em Setúbal. Na visita estiveram presentes, para além de vários membros da concelhia e da distrital do BE, a deputada Joana Mortágua (eleita pelo distrito) e o deputado Moisés Ferreira (membro da Comissão Parlamentar de Saúde). Depois de uma reunião com o Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Setúbal, a delegação do BE teve a oportunidade de visitar o serviço de urgência, a oftalmologia, o serviço de hemodinâmica, os cuidados intensivos, a obstetrícia e a valência de infeciologia do Hospital.
Deputados do BE visitaram hospital de Setúbal 

Nos últimos anos o hospital aumentou o número de consultas, de urgências, de cirurgias e de internamentos. No entanto, durante o Governo anterior "o Orçamento foi drasticamente diminuído, reduzindo a verba para investimento a pouco mais de um milhão de euros. A consequência prática destas opções políticas do último governo foi a deterioração das condições de trabalho e a deterioração das condições em que os utentes são recebidos e tratados", refere o Bloco. Para os deputados bloquistas  é "preciso agora inverter o caminho do desinvestimento".
O serviço de urgência deste hospital tem uma ocupação de cerca de 250 por cento, o "que mostra bem da necessidade urgente e obras de requalificação de forma a aumentar as urgências e as camas no serviço de observação", diz o BE. O mesmo se pode dizer para os cuidados intensivos onde "serão necessárias mais três camas ou para a oftalmologia onde é clara a necessidade de um novo espaço com mais salas de consultas e um novo bloco operatório. O serviço de infeciologia funciona há vários anos num pré-fabricado, o que levanta enormes questões, desde logo sobre a privacidade (por causa do débil isolamento acústico) e conforto dos utentes (climatização)", sublinha o bloco.
Como positivo, o Bloco de Esquerda registou, a abertura de 14 vagas para médicos de família no ACeS da Arrábida, o que irá garantir médico a muito mais pessoas, aliviando assim a pressão sobre as urgências do Hospital de Setúbal, mas fizeram notar que continuarão a "existir mais de 40 mil utentes sem médico de família nesta zona".
A abertura de mais de 20 vagas para médicos especialistas para trabalhar no S. Bernardo, também um registo positivo e deve ser acompanhada, dizem os deputados, "por uma renovação urgente de equipas (como é o caso da obstetrícia) e um reforço em áreas muito carenciadas (por exemplo, anestesia, oftalmologia e otorrinolaringologia)".
Sobre o Centro Hospitalar de Setúbal pendia uma enorme ameaça: a portaria 82/2014 que desclassificava este centro hospitalar, colocando-o no grupo de hospitais do modelo 1, o que levaria ao encerramento e deslocalização de várias valências. "Foi depois de o Bloco de Esquerda ter suscitado esta discussão no Parlamento e depois de ter aprovado um projeto para revogar esta portaria que esta ameaça deixou de estar no horizonte", conclui a nota do Bloco de Esquerda.


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