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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Moradores de Paio Pires dizem-se "contaminados"

Moradores querem solução para a poluição produzida pela Siderurgia Nacional 

Os moradores na Aldeia de Paio Pires, no Seixal, queixam-se de fumos, ruídos e poeiras produzidos pela Siderurgia Nacional que afetam o seu bem-estar e exigem saber se a sua saúde também está em risco. Ao jornal Correio da Manhã, os moradores contaram que "ninguém quer que a Siderurgia Nacional  se vá embora, mas sim que cumpram a lei", explicou João Carlos Pereira, um dos moradores mais ativos nas redes sociais. A Megasa, proprietária da Siderurgia Nacional , disse ao mesmo jornal que vai substituir a Central de Oxigénio em 2017 por "uma nova instalação" que reduzirá o ruído. 
Poeiras e ruído da fábrica preocupam moradores de Paio Pires 

No Facebook, o grupo Os Contaminados denuncia o problema. "As coisas pioraram desde o fim de 2013. O ruído contínuo da central de oxigénio, o corte a céu aberto de sucatas de grande porte, provocando nuvens de fumo laranja, e os fumos. Aqui só há um posto de medição da qualidade do ar, exigimos saber se os limites são respeitados", conta João Carlos Pereira. 
O Correio da Manhã escreve que o Ministério do Ambiente garantiu que "a Siderurgia Nacional cumpriu os valores-limite de emissão de poluentes para o ar", de acordo com a monitorização feita "em 2013, 2014 e até Setembro de 2015". 
O Governo garante que a estação de medição de Paio Pires "mede em contínuo os vários poluentes" e que quando são ultrapassados os limiares "é feita uma divulgação à população". O Ministério do Ambiente sublinha ainda que o corte de sucatas gera "partículas de dimensão grosseira que não penetram no sistema respiratório", pelo que não terão impacte significativo" na saúde. 
Mesmo assim, o Governo espera que a Siderurgia Nacional  apresente uma alternativa. Já quanto ao ruído, o Ministério do Ambiente diz que a última medição foi feita em 2012. 
A Megasa, proprietária da Siderurgia Nacional , disse ao mesmo jornal que vai substituir a Central de Oxigénio em 2017 por "uma nova instalação" que reduzirá o ruído. 

Autarquia quer nova vistoria técnica na Siderurgia Nacional
A Câmara do Seixal, muito criticada pelos moradores, lembra a vistoria feita em Fevereiro de 2015 e a criação de um grupo de trabalho. E garante que vai pedir nova vistoria à Inspeção do Ambiente.
Há um ano, a autarquia, liderada por Joaquim Santos, salientava que, após "queixas com frequência" por parte da população,  foi criado um grupo de trabalho interdisciplinar para a qualidade do ar no município do Seixal. O grupo inclui as autarquias locais, a Agência Portuguesa do Ambiente, a Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo e da Direção Regional de Economia de Lisboa e Vale do Tejo. 
De acordo com a autarquia um dos passos desse grupo foi a identificação e procura de soluções para a resolução do problema. "A Câmara do Seixal vai continuar a exigir a resolução desta questão, junto das entidades competentes, que integram o grupo de trabalho interdisciplinar para a qualidade do ar quer do Seixal, bem como da Siderurgia Nacional", sublinha a autarquia.


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