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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Construção do hospital no Seixal discutido no Parlamento

Maioria de esquerda discute projeto pela primeira vez 

Esta quinta-feira, 17 de Dezembro, vai ser discutida na Assembleia da República a petição pública pela construção do hospital no Seixal e por melhores cuidados de saúde. Recorde-se que esta petição é uma iniciativa da Plataforma Juntos Pelo Hospital no Concelho do Seixal e que foi entregue na Assembleia da República em Dezembro do ano passado. A petição, que reuniu mais de oito mil assinaturas, foi debatida na Comissão Parlamentar de Saúde da Assembleia da República no dia 12 de Março de 2015. O Hospital no Seixal representa um investimento de 60 milhões de euros. Trata-se de um equipamento de proximidade, vocacionado para os cuidados em ambulatório, com serviço de urgência a funcionar 24 horas, 72 camas, 23 especialidades e unidades de apoio domiciliário e de medicina física e de reabilitação. A maioria de esquerda - que sempre reivindicou a obra - tem agora a palavra. 
Parlamento discute necessidade do Hospital do Seixal 

"Importa lembrar que as populações dos concelhos do Seixal, Almada e Sesimbra sentem cada vez mais dificuldades para aceder a cuidados de saúde diferenciados e que as condições da prestação de cuidados de saúde pelo Hospital Garcia de Orta, em Almada, se têm vindo a deteriorar, encontrando-se inúmeros serviços em situação de total rutura", disse a Câmara do Seixal em nota enviada ao ADN.
Os últimos dados oficiais conhecidos apontam para um défice de 1302 camas hospitalares na Península de Setúbal (49 por cento abaixo da média nacional), e para um défice de 714 médicos hospitalares (47 por cento abaixo da média nacional).
O Hospital Garcia de Orta, desde que entrou em funcionamento, está subdimensionado para a população que abrange, tendo sido concebido para responder a cerca de 150 mil habitantes, embora hoje seja o hospital de referência direta para cerca de 400 mil habitantes, dos concelhos de Almada e Seixal para além de ser o hospital de referência em muitas especialidades para todo o sul do País e ter ainda de dar resposta aos milhares de visitantes no período estival.
"Diversos estudos identificaram carências na prestação de cuidados de saúde hospitalares às populações dos concelhos do Seixal, Almada e Sesimbra. Recorde-se que em 2007 foram encerrados os Serviços de Atendimento Permanente no Seixal e em Corroios, estando apenas a funcionar o de Amora, cujo período de funcionamento foi reduzido em 2011. Esta situação obriga à deslocação da população para o Hospital Garcia de Orta", sublinha a autarquia liderada por Joaquim Santos.
A construção do Hospital no Concelho do Seixal e de novos Centros de Saúde são, diz a Câmara do Seixal, "cada vez mais necessários e tratam-se de investimentos ao nível da saúde e bem-estar das populações, que cabe ao Estado garantir de acordo com os princípios constitucionais consagrados".
A Câmara Municipal relembra que a 26 de Agosto de 2009 foi assinado o Acordo Estratégico entre a Autarquia do Seixal e o Ministério da Saúde e aberto o concurso público para a elaboração do projeto do Hospital no Seixal. Este equipamento deveria estar construído em 2012.

Ex-ministro da Saúde "rejeitou" construção de hospital no Seixal 
O Hospital no Seixal representa um investimento de 60 milhões de euros. Trata-se de um equipamento de proximidade, vocacionado para os cuidados em ambulatório, com serviço de urgência a funcionar 24 horas, 72 camas, 23 especialidades e unidades de apoio domiciliário e de medicina física e de reabilitação.
As Comissões de Utentes de Saúde do Concelho do Seixal estão a promover a ida à Assembleia da República em autocarros para assistir ao debate da petição nesta quinta-feira e para, no dia 18, poderem assistir à votação de um projeto de resolução sobre o Hospital no Concelho do Seixal.
Esta é, lembre-se, a primeira vez que o tema é discutido quando há uma clara maioria de esquerda - que tem sido pró-construção deste equipamento no Seixal - no Parlamento.
Em Março deste ano, o ex-ministro da Saúde, excluiu a possibilidade de se avançar a médio prazo com um novo hospital no Seixal, com o argumento de que "não temos recursos humanos para desmultiplicar em vários hospitais".
Paulo Macedo rejeitou a hipótese de criar um hospital novo e alertou que "o Hospital do Seixal nunca seria uma duplicação do de Almada", mas sim um local com mais oferta em ambulatório, apenas para complementar a oferta, à semelhança do que existe em Mem-Martins, como resposta à pressão sentida no Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) e que oferece serviços como urgência básica.
"No prazo de três anos, não há recursos humanos para ter dois hospitais", reforçou, depois de citar que mesmo sem aberturas já investiu nos últimos anos cerca de 200 milhões de euros no Garcia de Orta e 140 milhões em Setúbal.
O novo Governo tem agora a palavra...


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