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terça-feira, 12 de maio de 2015

Alcochete faz protocolo com Sociedade Agrícola de Rio Frio

Alcochete aproxima-se de Rio Frio 

No âmbito das comemorações dos 500 anos da atribuição do Foral de Alcochete a Câmara de Alcochete vai celebrar um protocolo de cooperação com a Sociedade Agrícola de Rio Frio, entidade com a qual já existe, desde há alguns anos, um processo de cooperação. Foi das maiores herdades de Portugal e símbolo na segunda metade do século XIX e princípios do século XX, da introdução das mais modernas técnicas de organização e produção agrícola. Em território do concelho de Palmela e Alcochete, a Sociedade Agrícola de Rio Frio, dona da herdade,  tem em curso vários projetos que visam a reabilitação e refuncionalização das suas instalações num quadro de sustentabilidade. A Academia de Equitação e o lançamento de vinhos com marca de Rio Frio já prova que a "terra mãe do Pinhal Novo" continua bem viva.  
Rio Frio assina protocolo com autarquia de Alcochete 

A Sociedade Agrícola de Rio Frio associa-se às comemorações dos 500 anos da atribuição de Foral a Alcochete através da promoção de diferentes iniciativas, nomeadamente, "a realização de um conjunto de provas equestres nacionais e internacionais, o lançamento de um vinho de rio Frio, com a marca “Foral de Alcochete”, tinto e branco, da colheita de 2014, além de outras formas de cooperação que venham a ser consideradas pertinentes", conta o texto do protocolo assinado pela autarquia e os donos da Herdade de Rio Frio.
Entre as duas entidades existe uma cooperação no contexto de promoção e valorização territorial, em particular, no que respeita à elaboração dos instrumentos de planeamento estratégico e de gestão, nomeadamente, o Programa de Ação Territorial que assenta "numa estratégia de desenvolvimento sustentado em territórios da Barroca d’Alva e Rio Frio e do Parque Agroturístico de Rio Frio", explica a autarquia de Alcochete.
Os termos e condições deste protocolo de cooperação entre as duas entidades foi aprovado, por unanimidade, na reunião de Câmara que decorreu a 6 de Maio, na sede do Vulcanense Futebol Clube.

Potencializar Rio Frio para o turismo  
Foi das maiores herdades de Portugal e símbolo na segunda metade do século XIX e princípios do século XX, da introdução das mais modernas técnicas de organização e produção agrícola.
A "maior vinha contínua do mundo com quatro mil hectares" e a "maior mancha de montado artificial do mundo", são referências desses tempos. A Herdade perdeu importância e, aos poucos, foram embora deixando para trás as casas, as fabricas e as infraestruturas ao abandono.
Neste momento, a Sociedade Agrícola de Rio Frio, dona da herdade,  tem em curso vários projetos que visam a reabilitação e refuncionalização das suas instalações num quadro de sustentabilidade.
A abertura da Academia de Equitação de Rio Frio, no mês passado, constituiu mais um momento de afirmação da Herdade de Rio Frio, que assenta na reabilitação das antigas instalações do antigo picadeiro e cavalariças do princípio de século XX, num picadeiro e cavalariças de prestígio para realização de espectáculos equestres, mostras de cavalos Rio Frio, cursos de formação e alojamento de cavaleiros.
Projeta-se, desta forma, como função base da Herdade de Rio Frio para o futuro: tornar-se num espaço turístico de referência, aliando fatores distintivos como a agricultura e a floresta, o agroturismo, o turismo equestre e a atividade vitivinícola, marcado, ainda, pela existência de valores ambientais e paisagísticos de excelência, em plena relação e continuidade com a Reserva Natural do Estuário do Tejo.
Na base deste modelo multifuncional encontram-se dois vetores fundamentais: "a visitação e o turismo", refere a administração da herdade. Com efeito, o conceito de desenvolvimento turístico associado à Herdade de Rio Frio "procura atrair e captar visitantes na ótica de pequena, média e longa estada, em complemento com um quadro alargado de serviços intimamente ligados entre si", a administração.  
Assim, desde a unidade turística principal, aos lofts turísticos, às unidades de agroturismo, passando pelo turismo residencial (alojamento sazonal e/ou secundário), a Herdade permite o cruzamento desta oferta com um conjunto de atividades ao ar livre como são os percursos, a pesca, o remo, o BTT e a orientação, ao qual se relaciona o potencial de desenvolvimento da estação arqueológica do Porto dos Cacos e, ainda, à própria história e identidade associada ao desenvolvimento da Herdade de Rio Frio ao longo do século passado, do qual deriva o centro museológico. 
Para além da exploração da cortiça e da produção de vinhos, a Herdade mantém uma importante produção de arroz, de gado bovino autóctone e de cavalos de Puro-sangue Lusitanos e Anglo/Luso/Árabes de grande aptidão para as atividades equestres.
A Herdade estende-se por dois concelhos: Alcochete e Palmela.

Agência de Notícias

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