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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

PJ de Setúbal desmantelou grupo suspeito de burlas

PJ acaba com rede de associação criminosa, burla qualificada e fraude fiscal qualificada

A Polícia Judiciária de Setúbal deteve dois suspeitos e constituiu seis arguidos por alegada obtenção fraudulenta de financiamentos que causaram sete milhões de euros de prejuízos a diversas instituições de crédito. Os dois arguidos, de 45 e 68 anos, foram detidos no âmbito da "Operação Pharma", que contou com 15 buscas levadas a cabo pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa.Os arguidos estão indiciados por crimes de associação criminosa, burla qualificada, fraude fiscal qualificada e branqueamento, que terão sido praticados de forma reiterada desde 2009.
Polícia Judiciária de Setúbal desmantela  grupo de burlões

Segundo um comunicado ontem divulgado pela Polícia Judiciária de Setúbal, a detenção dos dois arguidos, de 45 e 68 anos, no âmbito de uma operação com o nome de código `Operação Pharma´, foi efetuada na sequência de 15 buscas, no âmbito de um inquérito do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.
Os dois detidos e os outros seis arguidos estão indiciados por crimes de associação criminosa, burla qualificada, fraude fiscal qualificada e branqueamento, que terão sido praticados de forma reiterada desde 2009.
De acordo com a PJ, para além dos sete milhões de euros de prejuízos que provocaram a instituições de crédito, os suspeitos terão tentado a obtenção de outros financiamentos fraudulentos, no valor de 60 milhões de euros.
Os arguidos, acrescenta a PJ de Setúbal, atuavam sob a capa de uma aparente atividade farmacêutica empresarial, celebrando "contratos de mútuo e de 'factoring'", que eram garantidos ou suportados em documentação falsa de natureza contabilística e financeira, incluindo documentação forjada de outras instituições de crédito e sociedades financeiras.
Para dificultar a perseguição da atividade criminosa por parte das autoridades policiais, os suspeitos diversificavam os locais de atuação e os alvos, criando empresas de fachada e usurpando a identidade de outras, em Portugal e no estrangeiro.
A PJ refere ainda que os oito arguidos, que usavam "testas de ferro a troco de míseras contrapartidas económicas", foram presentes, segunda-feira, a primeiro interrogatório judicial, tendo-lhes sido aplicada a medida de coação de Termo de Identidade e Residência.

Agência de Notícias

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