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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Palmela rejeita cortes de carreiras dos TST

“Um claro desrespeito pelos direitos e legítimos interesses das populações”

A Câmara de Palmela protestou junto da Autoridade Metropolitana de Transportes contra a anulação de seis carreiras entre a localidade e a estação ferroviária, e a redução das ligações Palmela/Setúbal/Azeitão, que também servem a Quinta do Anjo e Cabanas. A supressão de autocarros, já concretizada pela empresa Transportes Sul do Tejo, só agora foi objeto de um pedido de parecer da empresa à Autoridade Metropolitana de Transportes. A empresa justifica a medida com uma quebra de "5,3 milhões de passageiros só no ano de 2013" e que voltará a repor as carreiras “se houver procura” ou se as autarquias contribuírem “para a sustentabilidade dos percursos”. 


Supressão de carreiras da TST no concelho "revolta" autarquia 

Segundo a vereadora Fernanda Pésinho, responsável pelo pelouro da Mobilidade e Acessibilidades, a TST - Transportes Sul do Tejo (TST) - anulou seis ligações na carreira Palmela-Estação de Palmela, encurto percursos na carreira Palmela-Moita-Barreiro, reduziu cerca de 20 ligações, em cada um dos sentidos, na carreira Palmela-Setúbal-Azeitão, que serve as localidades de Quinta do Anjo e Cabanas, o mesmo número de reduções na carreira Palmela-Setúbal-Azeitão com passagem por Padre Nabeto e suprimiu a passagem pelo concelho da carreira que ligava a Estação de Palmela a Setúbal, com passagem por Aires e Padre Nabeto. A vereadora acrescenta que há ainda diversos encurtamentos de percursos noutras carreiras, como a da Loja Nova Faias-Palmela, e outras alterações de horário.

Desinvestimento dos transportes públicos
Todas estas alterações acontecem desde o primeiro dia deste mês e entraram em vigor “antes do termo do prazo para a autarquia se pronunciar”, junto da Autoridade Metropolitana de Transportes de Lisboa (AMTL), diz Fernanda Pésinho. O executivo municipal “rejeita totalmente estes novos cortes no serviço público e já deu conhecimento à AMTL”, por considerar que “tornar o transporte público numa verdadeira alternativa passa pelo investimento e não pelo desinvestimento, como propõe a TST”, destaca a responsável pela Mobilidade e Associabilidades do concelho.
"A escassa procura, em alguns períodos, não pode ser argumento para a supressão de um serviço público essencial, onde se verifica um profundo desinvestimento e falta de competitividade dos TST", argumenta a Câmara de Palmela.
Para o município, as alterações efetuadas pelos TST revelam "um claro desrespeito pelos direitos e legítimos interesses das populações, deixa os cidadãos mais isolados, em plena Área Metropolitana de Lisboa e obriga as pessoas que ainda podem à utilização do transporte individual, com as naturais consequências financeiras e ambientais", concluiu Fernanda Pésinho.

TST convida câmaras a “financiar percursos”
No início de Fevereiro, na sequência dos protestos da Comissão de Utentes dos TST, do PCP e das câmaras de Almada e Moita, a empresa justificou as alterações efetuadas com uma "redução de 23 milhões de passageiros nos últimos cinco anos".
De acordo com o comunicado datado de 1 de Fevereiro, a empresa TST salientava que tinha tido uma quebra de "5,3 milhões de passageiros só no ano de 2013".
Sobre a alegada consulta à AMTL diz fonte da empresa que “a TST não tem qualquer intervenção, até porque, tratando-se de carreiras interurbanas, a lei a tal não obriga”, ao contrário do que defendem as autarquias.
Diz ainda a TST disse que “as câmaras participaram em reuniões promovidas para esse efeito pela AMTL, as quais ocorreram antes da implementação das alterações” e garante que “as alterações verificadas incidiram apenas em troços onde, comprovadamente, não havia procura suficiente deste modo de transporte”. A empresa diz ainda que foram “apresentadas alternativas aos passageiros”.
No entanto, a transportadora não fecha a porta a uma eventual “retoma” dos antigos percursos “desde que exista procura que tal justifique” ou, em alternativa, diz ainda fonte da transportadora, “se as autarquias quiserem contribuir financeiramente para a sustentabilidade dos mesmos”.

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