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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Moviflor despede 30 no Barreiro, Corroios e Setúbal

PCP questiona Governo sobre despedimento coletivo na Moviflor

Cerca de 30 trabalhadores da Moviflor, no distrito de Setúbal, vão ser incluídos no despedimento colectivo que a empresa de mobiliário e decoração está a ultimar. A denúncia foi feita pelo Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português que refere que a Moviflor abriu um processo de despedimento coletivo que abrange 208 trabalhadores. A empresa, segundo os comunistas,  invoca a “efetividade de serviço nos últimos 12 meses” para justificar o despedimento de mais de duas centenas de trabalhadores. Entre as quais 30 trabalhadores das lojas do Barreiro, Corroios e Setúbal. A Moviflor previa, em Dezembro, a extinção de 325 postos de trabalho e o encerramento de várias lojas, de forma a garantir a sobrevivência da empresa.

PCP denuncia despedimento de 30 pessoas na Moviflor no distrito 

De entre os trabalhadores que a empresa pretende despedir estão, dizem os comunistas, "os que optaram pela suspensão do contrato de trabalho, de acordo com a lei, devido à falta de pagamento dos salários, para assegurar a subsistência da sua família, os que estiveram ausentes por doença (com baixa médica), os que auferem remunerações mais elevadas, os que são delegados e dirigentes sindicais e que integram a estrutura sindical na empresa. Está também abrangida uma trabalhadora grávida", denuncia o PCP em comunicado. 
Os deputados do Grupo Parlamentar do PCP "quiseram saber qual o acompanhamento do Governo relativamente ao processo de despedimento colectivo na Moviflor" e se "considera que esta é uma justificação aceitável".
Os deputados comunistas interrogaram o Governo "com o propósito de saber que medidas este já tomou, ou pretende tomar para assegurar o cumprimento dos direitos dos trabalhadores, incluindo os direitos sindicais, os direitos de maternidade e a justificação de ausência por motivo de doença".
Segundo os comunistas, "os trabalhadores que se encontram na listagem do despedimento colectivo foram previamente seleccionados", defende em nota de imprensa o partido. O PCP refere que a empresa "pretende praticar uma estratégia de baixos salários e de desrespeito pelos direitos dos trabalhadores previstos na lei, com vista ao aumento da precariedade e da exploração dos trabalhadores". Esta atitude da empresa é, de acordo com o Grupo Parlamentar comunista, "inaceitável e vai ao arrepio dos direitos dos trabalhadores". 

Sindicalista "bloqueada" na loja de Corroios 
A Moviflor abriu um processo de despedimento coletivo que abrange 208 trabalhadores. Só no Distrito de Setúbal serão despedidos 30 trabalhadores distribuídos pelas lojas de Corroios, Setúbal e Barreiro. Entre os "dispensados" a delegada sindical da loja de Corroios se encontra, desde o dia 21 de Janeiro, impedida de desempenhar as suas funções - de vendedora - no seu local de trabalho, por lhe ter sido bloqueado o acesso ao sistema informático, escreve o Esquerda.net, afecto ao Bloco de Esquerda.
Segundo a mesma publicação, foi dado, "nesse mesmo dia 21, conhecimento deste bloqueio por a trabalhadora em questão não aceitar a 'dispensa de prestação efectiva de serviço' que a empresa 'ofereceu' a todos os trabalhadores incluídos na lista de intenção de despedimento encontrando-se, desde então, a cumprir as oito horas diárias de trabalho sentada na secretária, sujeita a todo o tipo de pressão psicológica". 
A publicação diz ainda que "no mesmo local, se verifica uma situação semelhante - trabalhador que não aceitou a 'dispensa' e que continua a exercer as suas funções normalmente e sem qualquer limitação".

PER previa fecho de lojas e extinção de 325 postos de trabalho 
Em Dezembro, algumas dezenas de trabalhadores concentraram-se nas várias lojas para reivindicar a viabilidade da empresa, a manutenção dos postos de trabalho e o pagamento dos salários e subsídios em atraso.
Apesar do Plano Especial de Revitalização (PER) aprovado em Novembro, os cerca de 500 trabalhadores que se encontram em casa por suspensão temporária do contrato de trabalho "continuam sem saber quando vão trabalhar ou qual é o seu futuro", afirmava um dos funcionários presentes na manifestação.
O PER da Moviflor previa a extinção de 325 postos de trabalho e o encerramento de várias lojas, de forma a garantir a sobrevivência da empresa.

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