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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Montijo defende construção do novo aeroporto

Construção de Aeroporto é  “parte fulcral” da estratégia nacional de infra-estruturas 

O presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, critica o facto de a construção do novo aeroporto internacional de Lisboa na região não figurar “na estratégia nacional de infra-estruturas de valor acrescentado”. O presidente aponta o dedo ao Governo e considera que o investimento aeroportuário deveria ser visto como “parte fulcral” da referida estratégia. O Governo acha que não e vai investir na construção de mais um terminal de carga no Aeroporto da Portela, em Lisboa. 

Nuno Canta defendeu em Canha a construção de aeroporto

Nas comemorações do Dia da Vila de Canha, no passado dia 16 de Fevereiro no Salão de Festas da Santa Casa da Misericórdia de Canha, o presidente da Câmara Municipal do Montijo, Nuno Canta, defendeu a construção do novo Aeroporto Internacional de Lisboa como parte fulcral da estratégia nacional de infraestruturas de valor acrescentado.
“Não podemos deixar que o Governo continue a adiar a construção de uma infraestrutura que coloca o território de Canha no centro das redes nacionais de comunicações. A construção do novo Aeroporto de Lisboa tem profundas implicações no nosso território. Deve representar uma oportunidade excecional de desenvolvimento e servir para aumentar de forma sustentada a qualidade de vida e ambiental do nosso concelho”, afirmou o autarca do Montijo.
Nuno Canta relembrou que, ao longo do século XX, Canha foi enfrentando diversos problemas como o afastamento das redes viárias, o envelhecimento da população e o desemprego, defendendo que “o futuro de Canha e do Montijo deve passar por um constante processo de correção de assimetrias e de harmonização dos espaços sociais para uma integração plena na Área Metropolitana de Lisboa”, ressalvou o chefe do executivo municipal.
Relembre-se, o documento estratégico, apresentado no final de Janeiro, define um total de 30 projectos prioritários até 2020, num investimento global de 5.103,8 milhões de euros. Dessas três dezenas de projectos, 18 dizem respeito ao sector marítimo, oito ao ferroviário, dois ao rodoviário e outros dois ao aeroportuário.E neste, o novo aeroporto previsto no Campo de Tiro de Alcochete não está na agenda das prioridades do Estado. O documento aponta para um novo terminal de carga no aeroporto de Lisboa, um dos dois investimentos prioritários nesta área, segundo o grupo de trabalho coordenado por José Eduardo Carvalho. O investimento previsto no sector aeroportuário é de apenas 10 milhões de euros.

É urgente corrigir lei que juntou freguesias
Canha festejou os 842 anos do Foral da vila
Num dia evocativo da história secular de Canha, o presidente relembrou que a autonomia local, “princípio fundamental da nação",  foi colocada em causa com "o Documento Verde da Reforma da Administração Local”. Embora a freguesia de Canha não fosse integrada em qualquer "ajuntamento de freguesias", o concelho sofreu grandes mudanças a este nível. Para o autarca “é urgente corrigir o absurdo da desproteção das pessoas e dos territórios, originado pela lei de reorganização das freguesias, dotando-as também de meios para que possam desempenhar plenamente as competências que exige uma gestão de proximidade”, concluiu Nuno Canta. 
As comemorações do Dia da Vila de Canha, que assinalaram os 842 anos do Foral de Canha, tiveram como destaque a homenagem pública a António Comenda Henriques, antigo presidente da junta de freguesia.
Durante toda a tarde, o público presente no Salão de Festas da Santa Casa da Misericórdia de Canha pôde assistir a diversas performances artísticas representativas do movimento associativo e cultural da freguesia de Canha.

Autarquia congela rendas municipais até finais de 2015
Ainda no Montijo, na última reunião de câmara foi aprovada, por unanimidade, a proposta de manutenção e não aumento das rendas (para os anos económicos e financeiros de 2014 e 2015) relativas às concessões municipais onde funcionam espaços comerciais e são exercidas atividades económicas comerciais. A decisão da autarquia tem a ver, "fundamentalmente, com o atual contexto de crise, as dificuldades e a situação complexa em que vivem algumas famílias arrendatárias de espaços comerciais da autarquia", diz fonte do executivo.
As rendas em questão são respeitantes a imóveis propriedades do município, onde funcionam estabelecimentos comerciais localizadas em diversos locais da cidade, como o Parque Municipal, a Montiagri, a Praça da República, a Quinta do Saldanha e o Centro Cívico do Esteval.
Para o executivo municipal, "é preferível a não atualização e o não aumento das rendas, à extinção das concessões por desistência e abandono dos concessionários devido à impossibilidade de pagarem as respetivas rendas".
Atendendo às difíceis condições que o país e algumas famílias arrendatárias do Montijo atravessam, "a Câmara Municipal considera esta medida um apoio e um incentivo às atividades económicas locais, designadamente, ao comércio tradicional de proximidade", conclui o documento que uniu a concordância dos três partidos representativos na autarquia: PS, PSD e CDU.
A proposta será agora remetida à Assembleia Municipal para aprovação final.

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