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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Moita reuniu com Centro Hospitalar Barreiro-Montijo

Rui Garcia  propõe criação de plataforma em defesa da saúde para a região 

Na reunião realizada, esta semana, com o Conselho de Administração do Centro Hospitalar Barreiro-Montijo, o presidente da Câmara da Moita voltou a expressar as suas preocupações relativas à diminuição de meios ao dispor do Serviço Nacional de Saúde, tal como defendeu na Audição Pública “Como Estamos de Saúde?” que decorreu no dia 18 de Fevereiro, na Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça, na Moita.


Câmara da Moita reuniu com Centro Hospital Barreiro/Montijo 

Rui Garcia aproveitou a circunstância para reiterar, junto do presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Barreiro-Montijo, João Ribeiro, "a importância de não faltarem meios no atendimento e nos serviços hospitalares, para a população da sua área de influência, que se estima em cerca de 213 mil utentes".
Por outro lado, realçando que os problemas residem no facto de, "nas opções do atual governo, o setor da saúde não ser uma prioridade", diz Rui Garcia que voltou a confirmar "que há dificuldades na contratação de profissionais de saúde, nos tempos de espera em consultas de áreas clínicas muito sensíveis, como a urologia e oftalmologia, no acesso às urgências noturnas e também noutras áreas como a psiquiatria, além do agravamento dos problemas de financiamento do próprio sistema".
Estimando-se que existam cerca de 44 mil utentes sem médico de família em toda a área de influência deste hospital, o presidente da Câmara da Moita reforçou "a importância de, coletivamente, o setor da saúde ser defendido como serviço público universal e tendencialmente gratuito, o que significa uma mudança consequente de política nacional para esta área". Viviana Nunes, vereadora da Saúde, também esteve presente na reunião.

Plataforma em defesa da Saúde no horizonte 
Encontro contou com participação de várias autarquias da região 
No passado dia 18, numa audição pública, promovida pela Câmara da Moita, com o tema “Como Estamos de Saúde?”, o autarca lançou o desafio às entidades presentes [responsáveis da área da saúde dos concelhos da Moita, Alcochete e Barreiro] para a criação de uma plataforma em defesa da saúde: "As autarquias não servem apenas para tratar aquelas que são as suas competências específicas, mas também para representar os direitos gerais da população. Deixo um desafio para que constituamos, a curto prazo, uma plataforma em defesa da saúde, para que a nível local articulemos melhor as nossas ações e possamos fazer crescer esta luta", disse Rui Garcia.
A temática da Saúde, em geral, e o estado do Serviço Nacional de Saúde, em particular, são temas que o presidente da Câmara Municipal da Moita e os vereadores com pelouros têm vindo a aprofundar, através do Roteiro da Saúde, iniciado em Dezembro, e que englobou já reuniões com representantes dos sindicatos do setor da saúde afetos à União de Sindicatos de Setúbal da CGTP Inter Sindical, com o diretor executivo do Agrupamento de Centro de Saúde do Arco Ribeirinho, com as três comissões de utentes e também a visita aos quatro centros e unidades de saúde do concelho. A ideia por detrás do Roteiro da Saúde é, de acordo com o autarca Rui Garcia, “conhecer profundamente a realidade no concelho, para melhor reivindicar soluções, garantindo o acesso da população a um serviço público de saúde justo e de qualidade”.
“Constatámos, na generalidade, uma grande dedicação dos profissionais de saúde, em criar as melhores condições possíveis para os utentes. Não são eles a causa da situação, mas as opções estruturais e políticas", afirmou o presidente da Câmara  da Moita, na audição pública. 

Vida das pessoas "em causa"
Durante as visitas, o executivo encontrou equipamentos de excelência, como o Centro de Saúde de Alhos Vedros, degradados e a necessitar de uma intervenção profunda ou desadequados, como o Centro de Saúde da Baixa da Banheira, falta de médicos e enfermeiros, 20 mil utentes sem médico de família e um Serviço Nacional de Saúde que oferece cada vez menos horas de atendimento nos cuidados de saúde primários. "Uma situação inconcebível. O que está em causa é a saúde das pessoas, é mesmo a vida das pessoas. Está é uma situação que urge inverter”, defendeu Rui Garcia.

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