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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Autarquias e utentes contra mudanças na TST

"Profundos golpes no sistema de transporte público na região"

A empresa Transportes Sul do Tejo procedeu no inicio do mês a uma alteração de horários e carreiras na Península de Setúbal, que diz corresponder a uma "optimização do serviço", mas as autarquias de Almada e da Moita e as populações consideram tratar-se de um "ataque à mobilidade". O PCP já manifestou o seu desacordo com os cortes anunciados pela transportadora  e promete "confrontar o Governo" no Parlamento e garante às populações da região que "fará tudo o que está ao seu alcance para contrariar as intenções da TST".


Utentes e autarquias contestam mudanças na TST

"A empresa Transportes Sul do Tejo (TST), jogando com a inoperância, e até talvez com a cumplicidade, da Autoridade Metropolitana de Transportes, organismo onde os representantes do Governo estão em maioria, arroga-se no direito de implementar novos cortes e alterações de percursos, sem o parecer prévio dessa Autoridade, do Município de Almada e desta comissão", diz, em comunicado, a Comissão de Utentes dos TST.
A tomada de posição dos representantes dos utentes da empresa TST surge na sequência das alterações de percursos e supressão de algumas carreiras, que a empresa justifica com uma "redução de 23 milhões de passageiros nos últimos cinco anos".
"Só no ano de 2013, esta quebra cifrou-se em menos 5,3 milhões de passageiros", refere a empresa em comunicado enviado à Lusa, em que também defende a necessidade de adaptar a oferta à procura, de forma a não colocar em risco os postos de trabalho.
A empresa alega ainda que, "num total de 190 carreiras da TST, a otimização de rede teve as seguintes alterações: criação de duas novas careiras, alteração de percurso de uma carreira, supressão de quatro carreiras (duas destas asseguradas por outras carreiras), alteração de horário e percurso de 5 carreiras e ajustamento de algumas circulações de 72 carreiras".
"Acreditamos que esta otimização da rede de transportes TST vai melhorar o serviço prestado à população", acrescenta o comunicado a empresa.

Moita perde ligações importantes 
Tal como a Comissão de Utentes dos TST, também a Câmara da Moita se insurgiu contra as alterações de carreiras, argumentando que está em causa "o direito à mobilidade da população do concelho da Moita".
"A empresa TST, alegando uma "reorganização da rede e ajustamentos de horários, carreiras e percursos".
O concelho da Moita vê suprimidas duas carreiras e diminuída a frequência e o percurso numa outra, em localidades rurais.
"A eliminação da carreira 303 e a sua substituição pela carreira 336, que faz a ligação Alhos Vedros-Arroteias, o que representa a privação da população do Cabeço Verde do acesso a este meio público de transporte colectivo", revela a autarquia que critica ainda, " a eliminação da carreira 327, sem qualquer justificação, a qual pode ser compensada pela existência de uma outra carreira que faz a ligação Alcochete-Barreiro, sendo impreterível o reforço da frequência desta carreira para compensar a redução de ligações".
A diminuição da frequência da carreira 333 (na ligação Vale da Amoreira – Lisboa) e as reduções do  percurso, o qual nem sempre se inicia no Vale da Amoreia, é "mais um ataque ao direito de mobilidade das populações, uma vez que se trata da única ligação direta a Lisboa a partir do concelho da Moita, cuja tendência deveria ser o aumento dessa frequência, no sentido de cativar os utilizadores do automóvel", refere a moção aprovada por unanimidade pelo executivo camarário.
A Câmara da Moita não tem dúvidas: "com estas medidas que se fundam em dados meramente economicistas sem atender ao interesse e mobilidade das populações, a empresa TST faz aumentar o número de zonas e de cidadãos sem acesso ao transporte público rodoviário". Os autarcas prometem lutar contra aos novos horários em vigor desde o início do mês. 

PCP fala em "brutal corte na oferta de transporte público"

A Direcção Regional de Setúbal do PCP (DORS) também faz duras críticas às alterações introduzidas pela empresa TST, argumentando que "esta nova redução na oferta atinge mais de 90 carreiras da rede da TST" e que "terá como consequência uma ainda maior dificuldade de deslocação das populações da península de Setúbal".
O PCP salienta ainda que a empresa TST decidiu avançar para "mais um brutal corte na oferta de transporte público na região de Setúbal a coberto de uma reorganização da rede e ajustamentos de horários, carreiras e percursos", não obstante receber "milhões de euros de indemnizações compensatórias para a prestação do serviço público de transportes".
Os comunistas de Setúbal referem ainda que a empresa TST decidiu avançar com as alterações de carreiras antes de terminar o prazo dado pela Autoridade Metropolitana de Transportes para os pareceres, e posterior ponderação, por parte das câmaras municipais da região de Setúbal.
O PCP afirma que irá "confrontar" o Governo com as suas responsabilidades neste processo através dos deputados do PCP na Assembleia da República eleitos pelo distrito Setúbal, e garante "às populações da região que fará tudo o que está ao seu alcance para contrariar as intenções da TST".

Agência de Notícias
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