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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Almada exige intervenção do Governo na Caparica

Câmara de Almada quer Governo a investir nas praias da Caparica

Durante o fim-de-semana, as praias da Costa de Caparica estiveram inacessíveis. E logo a seguir abertas. E de novo interditas. Sempre que a maré subia e as ondas galgavam o paredão, inundavam cafés e arrastavam areia para os restaurantes, voltava a ser proibida a passagem para a zona das praias. Mal o estado do mar melhorava, a Polícia Marítima levantava a interdição. Os estragos causados pela agitação marítima e mau tempo já levaram a Câmara de Almada a exigir que, independentemente de ser ou não decretado o estado de calamidade, o governo terá de dar uma "resposta cabal e imediata" aos prejuízos.

Mau tempo na Costa de Caparica voltou a causar estragos 

Durante a manhã de domingo, a zona das praias esteve acessível ao público, já que a agitação do mar esteve mais calma, mas com o aproximar da praia-mar as ondas voltaram a galgar o paredão junto à praia do CDS, onde os cafés e restaurantes foram inundados na madrugada de sábado pelas ondas, referiu a fonte da Polícia Marítima.
O posto da Costa de Caparica está a acompanhar a evolução das marés e a controlar as condições climatéricas.
Na madrugada de sábado, as ondas galgaram o paredão inundando os estabelecimentos comercias da zona e arrastando areia e pedras para o paredão e parque de estacionamento.
A situação voltou a repetir-se, com menos intensidade, à hora do almoço de sábado, na madrugada e na tarde de domingo.
Perante os estragos que o mau tempo tem provocado desde o início do ano no paredão, bares e restaurantes de praia da Costa de Caparica, os concessionários reclamam que os danos são avultados e pedem uma intervenção urgente das autoridades mas ninguém consegue dar uma única resposta à pergunta: quem tem de se responsabilizar pelo prejuízo? A autarquia de Almada remete para o governo e o governo remete para a CostaPolis, sociedade para o desenvolvimento do programa Polis na Costa de Caparica que foi dissolvida a 31 de Dezembro, por iniciativa do governo, e com a oposição da autarquia.

É preciso debater “a Costa de Caparica com urgência” 
O presidente da câmara promoveu no sábado uma reunião com juntas de freguesia, bombeiros, forças de segurança, população e concessionários para debater e procurar respostas para os estragos que o mar tem vindo a provocar na Costa de Caparica. "É necessário encontrar soluções para que os concessionários tenham condições dignas para exercer a sua actividade", afirmou à Lusa Rui Jorge Martins, vereador da Câmara de Almada com o pelouro da Protecção Civil, recordando que os concessionários "pagam um arrendamento a uma sociedade, a CostaPolis, que está em extinção" e que "tem de haver alguém que assuma as responsabilidades".
A autarquia liderada por Joaquim Judas exige que seja o governo a pagar os danos, por ter sido o governo a deixar um "vazio" de responsabilidade com a extinção da sociedade CostaPolis. "Pelo menos [a Costapolis] era um local que tinha a responsabilidade da execução de um plano de intervenção para a Costa de Caparica", independentemente de ser o plano "mais correcto", destacou o vereador, adiantando que, a próxima reunião de câmara e assembleia municipal, agendada para amanhã, deverá sair o pedido de agendamento de um debate urgente na Assembleia da República sobre a situação actual na Costa de Caparica: "Se o governo não aceitar este repto da câmara municipal, então que os partidos com representação parlamentar o possam fazer," referiu Rui Jorge Martins.
Em troca, a autarquia compromete-se a ajudar na medida da "sua capacidade", destacando existirem "fundos comunitários a que se pode recorrer".

Investir na Costa de Caparica
Autarquia quer que Governo ajude na recuperação das praias da Costa 
Além dos apoios que a autarquia tem vindo a disponibilizar ao nível dos recursos humanos e maquinaria, Joaquim Judas pretende também antecipar a contratação de pessoal para a limpeza das praias.
"Se tudo correr bem, pensamos que em Abril já poderemos ter essas pessoas (88) a trabalhar na limpeza das praias", disse, lembrando que em circunstâncias normais esta contratação de pessoal, que representa um encargo adicional de 40 mil euros para o município, seria apenas para os meses de Junho, Julho, Agosto e Setembro.
Convicto de que a autarquia está a fazer o que lhe compete para ajudar os apoios de praia a recuperarem com a maior brevidade possível, Joaquim Judas defendeu que a administração central deveria também avançar rapidamente com a reposição de areias que o mar levou das praias da Caparica.
"É necessário que se proceda à reposição de areia nas praias da Caparica, até porque se não se tivesse interrompido esse processo em 2010, muito provavelmente os prejuízos provocados pela forte ondulação não teriam sido tão elevados", disse.
Joaquim Judas, anunciou ainda a realização de um festival de música na Costa de Caparica, com o objectivo de valorizar aquela zona balnear e minimizar os prejuízos provocados pelo mau tempo.
"No âmbito de uma campanha de promoção do turismo da Costa de Caparica, vamos organizar várias iniciativas que terão o momento alto com a realização de um festival de música, no mês de Agosto", disse Judas.
"Muito brevemente vai também realizar-se uma prova de surf. Já fomos contactados pela associação e vamos trabalhar para repor o acesso que, neste momento, não está funcional devido ao mau tempo", acrescentou o autarca da CDU.

Costapolis não parou, diz Governo
A CostaPolis era detida a 60 por cento pelo governo e em 40 por cento pela Câmara de Almada e foi criada para gerir o programa de reabilitação da Costa de Caparica. Apesar de ter sido dissolvida no fim do ano, por iniciativa do governo, o Ministério do Ambiente adiantou na semana passada ao "Jornal de Negócios" que apesar da entrada imediata em liquidação não existem "obstáculos ao cumprimento das obrigações de gestão corrente da sociedade". "A sociedade continua a dispor dos seus órgãos de administração e a executar as intervenções necessárias à continuação do seu objecto social" até ser extinta, explicou a tutela.


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