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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Ex-alunos explicam praxes no Meco

Suspeitas de rituais de praxes cada vez mais evidentes no Meco 

Os pais das vítimas da tragédia do Meco já passaram 40 dias "sem respostas" e avançam com um novo pedido: querem que a Polícia Judiciária faça perícias aos telemóveis dos filhos e também ao do único sobrevivente, João Gouveia. Os familiares das vítimas consideram que os aparelhos podem ajudar a resolver o mistério do que realmente se passou naquela noite. Ontem a RTP avançou com um possível explicação para o sucedido, com base em testemunhos de ex-alunos que pediram anonimato. Um mistério que se adensa, dia após dia.

Morte no Meco pode ter a ver com praxes perigosas junto ao mar 
Na quarta-feira, a RTP avançou com um possível explicação para o sucedido, com base em testemunhos de ex-alunos que pediram anonimato. Os seis jovens que faleceram podem ter participado numa praxe em que se encontravam de costas para o mar. Respondiam a questões do Dux, a autoridade máxima no que toca a praxes académicas, e quando erravam uma resposta davam um passo atrás. Ter-se-ão aproximado demasiado do mar, que na altura tinha forte ondulação, o que lhes foi fatal.
Verdade ou não, poucos ainda sabem. Mas é certo que os seis alunos que perderam a vida embrulhados numa "onda cavaleira" estavam ali para um ritual de praxes académicas: iriam ser investidos de autoridade na comissão de praxe e teriam de cumprir um ritual hierático que, aparentemente, continha praxes perigosas.
O sobrevivente é João Gouveia, líder da Comissão de Praxes, que será acusado se houver indícios da prática de crime e se se comprovar que coagiu os colegas a uma praxe perigosa.
A investigação está a cargo da Polícia Marítima. A Judiciária só entrará em campo se houver indícios da prática de crime.
Veja AQUI a reportagem da RTP.

Pais querem perícia a telemóveis 
Termina esta quinta-feira o ultimato dado pelos pais das vítimas da tragédia do Meco ao conselho de praxe da Lusófona. Querem respostas ou avançam com medidas jurídicas. O caso está agora em segredo de justiça e entregue ao Ministério Público de Almada. Passaram 40 dias "sem respostas" e avançam com um novo pedido: querem que a Polícia Judiciária faça perícias aos telemóveis dos filhos e também ao do único sobrevivente, João Gouveia. Os familiares das vítimas consideram que os aparelhos podem ajudar a resolver o mistério do que realmente se passou naquela noite. 
Os pais de um dos rapazes que morreu, Pedro Tito Negrão, descobriram um vídeo no telemóvel do filho que pode mostrar os últimos momentos gravados do grupo com vida. De acordo com o Correio da Manhã, que teve acesso às imagens, o vídeo foi gravado cerca das 16 horas de sábado, numa zona isolada de Alfarim. Sob anonimato, um estudante da Lusófona citado pelo mesmo jornal adianta uma explicação para esta visita: estariam a fazer "o reconhecimento do espaço para eventuais atividades de praxe académica".
Na sequência da descoberta feita pelos pais de Pedro, os familiares das outras vítimas foram ver os telemóveis dos filhos. Foi assim que os pais de Joana encontraram uma mensagem intrigante em resposta a um amigo com quem falava sobre o fim de semana: "estou para ver se sobrevivo LOL".
Foi na sequência destas descobertas que os familiares das vítimas pediram a perícia dos telemóveis.

Sobrevivente pode ser ouvido esta sexta-feira 
Entretanto, é no sobrevivente que se depositam as maiores esperanças para esclarecer o incidente da madrugada de 15 de Dezembro. De acordo com o Jornal de Notícias só ontem, quarta-feira, o jovem terá sido chamado pelas autoridades a prestar declarações. Só há uma semana, quando as famílias das vítimas mortais começaram a pedir explicações mais consistentes é que o Ministério Público ordenou, pela primeira vez, uma audição a João Gouveia que pode acontecer já amanhã ou no inicio da próxima semana.

Agência de Notícias
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