1ª Jornada da Taça de Portugal de Dança Desportiva

Danças de Salão aqueceram noite  em Pinhal Novo 

A delicadeza e a arte dos cerca de 250 pares levaram ao rubro um público que não deixou de aplaudir, com paixão, o espectáculo. O Estelas de Algeruz jogou forte no evento e ganhou mais uma vez a aposta... A avaliar pela enchente que chegou, um pouco, de todo o país ao Pinhal Novo para ver os melhores dançarinos do país em Samba, Cha Cha Cha, Paso Doble, Jive e Rumba na primeira jornada da Taça de Portugal de Dança Desportiva.

Não faltou cor e sensualidade à 1ª prova de dança do ano 


O Pavilhão Municipal de Pinhal Novo recebeu no último sábado, 25 de fevereiro, a primeira jornada da Taça de Portugal em Danças Desportivas. A “escola” de Dança de Algeruz é uma das melhores do país. Onde, desde sempre, os “pares” vão aperfeiçoando o seu pezinho de Dança, donde sairão, mais tarde, vedetas da modalidade. No último sábado, entre os vencedores, estavam Mário Ferreira e Vitória Paduraru que defenderam com esmero as honras da casa, não deixando por mãos alheias os seus dotes na arte de bem Dançar. Conquistaram para o Estrelas de Algeruz o primeiro lugar em Juniores Intermédios, nas Danças Standard. Logo seguido pelo par Vladut Catalina e Catarina Lixa.
Para Dulce Moreira, professora de dança que veio desde Lisboa, não é muito fácil sensibilizar, principalmente os homens, para esta arte: “muitos até gostam, mas têm muita vergonha dos rótulos que a sociedade, infelizmente, gosta de atribuir. Nas mulheres é tudo muito mais fácil”, disse. “As danças desportivas nasceram das danças de salão, só que as suas regras foram adaptadas para que fosse possível torná-la numa modalidade desportiva”, contou a professora de dança ao ADN enquanto ensaiava um passe de Rumba com uma das suas alunas.

Dançarina triste
Pela dança "fazem tudo" dizem os "pares" 

Rita Rocha, de Felgueiras, estava “desanimada” com tudo. Ainda viajou para Pinhal Novo mas não conseguiu competir. “Foi horrível. Tenho tido um início de ano muito complicado. As coisas não correm bem, apesar do nosso esforço. Sai de casa, de uma aldeia perto de Felgueiras, muito cedo e estava cansada”. Reconheço que “ainda falta muito trabalho para chegar ao topo”, mas com muita dança, muita sorte, “espero chegar lá”. Porque dança? “Pelo gosto, pela sensualidade, pelo movimento”. Mas na dança, diz, “o importante é termos o par certo”. E João, par de Lúcia, também disse que “esperava ser feliz” na competição de Pinhal Novo. “A Rita não conseguia conter as dores e não valia a pena esforçar-nos”. Mas, diz Rita – sentada no chão do pavilhão – que “o sonho vai continuar. Melhores danças virão”.
Sílvia e Marco saíram de Portimão às 8 horas da manhã só para assistirem a mais uma jornada da Taça de Portugal, em Pinhal Novo. A dança, para o par do Algarve, é “um modo de vida. A socialização, a saúde física e mental, uma excelente forma de fazer desporto” são argumentos usados pelos vários participantes para justificarem a sua rendição à dança desportiva.  
Mas se há muitos a participar em competições, há outros tantos que preferem apenas a vertente lúdica e social, chegando mesmo a recusar participar em competições. Curiosa é a forma que uma dançarina dos Alunos de Apolo – uma das maiores academias de dança do país – tem para cativar novas pessoas para a dança, “mesmo quem não anda, dança!”. Carla explica ao ADN que “todos começam na dança pela dança e depois cada um faz o caminho que melhor lhe convier”.
Mas não se pense que pelo mundo da Dança Desportiva está tudo bem. Diz Dulce Moreira que “existe muitas jogadas de bastidores e muitos jogos de interesse que em nada contribui para o bom ambiente da dança desportiva”. Há até quem defenda uma “revolução” na Dança. Mas considera a professa de que “isso não pode estragar a dança. Acredito que isto também se passe noutros países, mas não é por isso que nos devemos encostar e pensar que se os outros fazem também podemos. Alguém, a quem lhe caiba a responsabilidade, que faça alguma coisa. A não ser que tenham medo que o ‘tacho’ da associação dos profissionais se perca”.

As meninas não dançam em Pinhal Novo

Não faltou público atento 

Polémicas de parte, a festa da dança foi bonita. Adriana, Patrícia e Andreia são de Pinhal Novo e querem que a vila “crie condições para ter uma grande escola de dança de grande qualidade e competitiva”, confessou Andreia. “São espectáculos deslumbrantes só ao nível dos melhores. Nós, por cá, poucas escolas de dança temos para devolver um trabalho assim. Hoje, os clubes, as associações, as colectividades da terra, tem BTT com fartura, tem atletismo, pesca, judo e outros desportos e esquecem quem gosta de dançar-. Embora já hajam algumas associações a devolver a dança”.
De resto a noite foi de muita festa, muita cor e muita sensualidade. Venham mais noites assim...

Paulo Jorge Oliveira

Comentários

  1. Bom Dia a dançarina em questão e Rita Paiva meu par e graças a Deus não esta triste estávamos sim a aguardar pelos resultados competição esta que vencemos, nem somos do Algarve, agradecia a correcção da noticia e também da fotografia.

    atenciosamente


    Pedro Vieira

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  2. Caro Pedro;
    A Rita de que o texto fala não é a Rita que está na foto. A Rita a que eu me refiro no texto é de Felgueiras e nem sequer competiu como diz o texto. Não se trata de quem está na foto.
    Obrigado

    Paulo Jorge Oliveira

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