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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Em Reportagem: Violência Doméstica em discussão no Barreiro

Até Outubro, PSP do Barreiro já teve 151 casos de violência doméstica
Reflectir, informar e sensibilizar para a problemática da violência doméstica, tipificada como crime público desde o ano de 2000, foi o objectivo do Encontro sobre "Violência Doméstica - Respostas Integradas".  A iniciativa, promovida pela RUMO, no âmbito do Gabinete de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica (GAV.RUMO), a Polícia de Segurança Pública (PSP) do Barreiro e a Câmara do Barreiro, teve lugar ontem, 27 de Dezembro, na Cooperativa Cultural Popular Barreirense.
Barreiro discutiu violência doméstica 

Armando Gomes, técnico da Divisão de Acção Social da autarquia do Barreiro e moderador do Encontro, realçou que este é um problema que afecta diferentes estratos sociais e que é cada vez mais visível na sociedade, “sendo um dever de cidadania combater a sua existência”.
O Chefe da PSP do Barreiro, Carlos Cameira, referiu que, em Portugal, 85% das vítimas de violência doméstica são mulheres, sendo que 59% das agressões ocorrem no interior das residências. Lembrou o chefe da polícia que, em 2010, foram mortas 43 mulheres vítimas deste crime, sendo que Setúbal é o segundo maior distrito com vítimas mortais.
Em 2010, no Barreiro (nas Freguesias do Barreiro, Verderena, Alto do Seixalinho, Santo André e Lavradio), a PSP registou 128 casos de violência entre cônjuges, 33 casos entre namorados ou idosos e ainda dois casos de violência doméstica com menores. No total de 163 casos de violência.
Até Outubro de 2011, nas mesmas freguesias, o registo da polícia já conta com 128 casos de violência entre marido e mulher, 21 casos entre namorados ou idosos e, mais uma vez, dois casos de violência doméstica com menores. No total, 151 casos até Outubro deste ano.
Perante estes números, diz o Chefe Carlos Cameira, que nunca é “demais falar, debater, sensibilizar e actuar para combater este crime que afecta a vida de famílias da sociedade portuguesa”.
Salientou ainda Carlos Cameira que este é “um crime público que não necessita de queixa por parte da vítima, sendo um dos crimes mais graves da moldura penal portuguesa”. O responsável da PSP do Barreiro falou ainda sobre o Modelo Integrado de Policiamento de Proximidade que, entre outras funções, “presta apoio às vítimas de violência doméstica”.


Rumo lembra ciclos da violência

Telmo Torrinha, responsável pelo GAV.RUMO, explicou que o Gabinete “funciona à terça-feira, na Divisão de Intervenção Social, na Rua Stinville (Bairro de Santa Bárbara), ao abrigo do protocolo assinado em Fevereiro, entre a Câmara do Barreiro e a RUMO”.
Para este responsável, a estrutura de atendimento especializado às vítimas funciona igualmente nas instalações das RUMO tem como “funções o atendimento genérico, apoio e aconselhamento psicológico/emocional, apoio social, aconselhamento jurídico e apoio em situações de emergência/crise”.
Telmo Torrinha explicou o ciclo da violência doméstica, ou seja, “um momento de tensão, o conflito e o apaziguamento ou lua-de-mel, sendo que há vários tipos de agressão, tais como maus-tratos físicos, psicológicos, sexuais, privação financeira, entre outros”.



Os contactos do Policiamento de Proximidade  do Barreiro são os seguintes:

Barreiro: 91 105 70 82
Santo André: 91 105 69 56
Lavradio: 91 105 69 52
Verderena: 91 105 70 87
Alto do Seixalinho: 91 105 68 88
Esquadra da PSP Barreiro: 21 207 65 88 / 21 206 95 50 / 21 215 52 65
As vítimas podem recorrer também aos seguintes números:

144 – Linha Nacional de Emergência Social
112 - Número Nacional de Emergência


Agência de Notícias 

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