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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Fábrica da Secil, no Outão, gera 120 milhões de euros

Fábrica contribui para a criação de 1689 empregos em Portugal 

É uma das unidades fabris mais "odiadas" da região. Muito por culpa das imensas cicatrizes que tem aberto na Serra da Arrábida desde há 110 anos, quando abriu portas. Mas a Secil não quer ser conhecida só por isso e esta quinta-feira apresentou  um estudo que diz que a fábrica do Outão, em Setúbal, contribui muito para a região, concretamente para a geração de 672 empregos e 44 milhões de euros de riqueza anual na Península de Setúbal. Em Portugal, o seu impacto chega aos 1689 empregos. “Ao longo de 13 anos, a empresa doou mais de 2,5 milhões de euros ao movimento associativo e humanitário de Setúbal, dando assim forma a um dos mais robustos programas de responsabilidade social corporativa existentes em Portugal”, afirmam os autores do estudo. 
Cimenteira funciona na Arrábida há 110 anos 

Por cada euro gasto pela fábrica da Secil no Outão, em Setúbal, são gerados 2,4 euros a nível nacional, concluiu um estudo da consultora KPMG sobre o impacto socioeconómico daquela unidade na região de Setúbal e no país, que foi apresentado esta quinta-feira. De acordo com o documento, a actividade do complexo fabril do grupo cimenteiro com um total de 120 milhões de euros anuais para o PIB nacional, o que representa 0,1 por cento. Por outro lado, a fábrica, que emprega directamente 169 trabalhadores, tem um impacto a nível nacional de  mil 689 postos de trabalho. Desta forma, segundo a KPMG, por cada colaborador do complexo são gerados 10 empregos em Portugal.
O estudo revela que onde é induzida a criação de mais emprego é nos serviços de administração pública, defesa e segurança social, estimando-se um total de cerca de 305 postos de trabalho, sendo este efeito "resultado em grande parte dos impostos pagos", explica a consultora.
O impacto no emprego também se faz sentir nos serviços de reparação e instalação de máquinas e equipamentos, no sector das borrachas e matérias plásticas, nos combustíveis e no transporte terrestre.
Já para a península de Setúbal, a actividade da fábrica da Secil contribui com um total de 44 milhões de euros anuais para o PIB da região e gera, de forma directa e indirecta, 672 postos de trabalho, ou seja, por cada colaborador do complexo do Outão são gerados cerca de quatro empregos na região.
O estudo refere ainda que o contributo da Secil do Outão para as exportações é de 65 milhões de euros, representando esta unidade 31 por cento das exportações do porto de Setúbal. "Por cada euro importado, o complexo do Outão exporta cerca de três euros", aponta ainda o documento.
Por outro lado, 65 por cento das compras desta unidade industrial foram realizadas a fornecedores nacionais, sendo que 44 por cento das compras nacionais foram feitas a fornecedores da península de Setúbal.
O trabalho da KPMG analisou os diversos tipos de impactos da actividade da empresa na comunidade local e regional. Além do emprego que gera, e que atrai sobretudo trabalhadores de Setúbal (54 por cento), Barreiro (18 por cento) e Montijo (14 por cento), há também um impacto social, patente no apoio que é dado às colectividades. Assim, em 2015, o grupo atribuiu 191 mil euros de donativos a cerca de uma centena de associações, clubes e instituições humanitárias. Desde que foi criado, este programa já atingiu os sete dígitos e é descrito como um exemplo na área da responsabilidade social.
“Ao longo de 13 anos, a empresa doou mais de 2,5 milhões de euros ao movimento associativo e humanitário de Setúbal, dando assim forma a um dos mais robustos programas de responsabilidade social corporativa existentes em Portugal”, afirma o estudo da KPMG.
A consultora refere ainda o investimento de 9,7 milhões de euros de investimento em inovação e desenvolvimento pelo grupo cimenteiro e, no capítulo ambiental, a redução das emissões de CO2 em dois por cento.

40 por cento da área de pedreira foi recuperada
Gonçalo Salazar Leite, presidente da comissão executiva da empresa, disse ao jornal Público que os resultados do estudo confirmam o que já se sabia há muito tempo: Que “a fábrica da Secil-Outão, presente no mesmo local desde o início do século passado, tem um importante impacto económico directo e indirecto, cria riqueza e emprego na região e contribui para a dinamização da economia local e nacional”.
“Esta fábrica é muito mais que uma unidade produtiva e de criação de valor”, defende o responsável, para quem a Secil é já uma “pedra basilar da economia regional”.
Reagindo à ideia de que a Secil tem alterado a morfologia da serra, o administrador da empresa responde com números. “Mais de 40 por cento da área de pedreira foi recuperada” e que a zona da Arrábida gerida pela empresa é das melhor preservadas. “Não há nenhuma outra parte da Serra melhor cuidada do que a que se encontra sob gestão da Secil”, disse Gonçalo Salazar Leite.
O presidente da empresa conclui que a laboração da unidade é compativel com o interesse ambiental da Serra da Arrábida, porque é possível estabelecer uma “relação equilibrada. É possível operar uma unidade fabril num ecossistema protegido de forma produtiva e sustentável e beneficiar ainda a comunidade envolvente”, defende Gonçalo Salazar Leite.

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