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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Soares quer preservar património do Barreiro

“Queremos trabalhar alguns aspetos e o Ministério pode apoiar”

O ministro da Cultura, João Soares, afirmou na quarta-feira que o património industrial e ferroviário do Barreiro é "único" e deve ser preservado, defendendo ser necessário encontrar soluções "com imaginação e inteligência em tempos difíceis". De acordo com o ministro, "o Barreiro tem um património único a nível industrial, talvez o mais importante do país, e também a nível ferroviário tem um património importante, que é preciso preservar. Tem de contornar a falta de recursos financeiros com imaginação e inteligência", afirmou o responsável pela pasta da Cultura. “Queremos trabalhar alguns aspetos e o Ministério pode apoiar”, disse o presidente da Câmara do Barreiro, referindo-se ao património moageiro, industrial e ferroviário “que é rico e talvez único no País pela dimensão que tem”, salientou Carlos Humberto. 
João Soares referiu,  no Barreiro, querer preservar património 


João Soares esteve na quarta-feira no Barreiro, visitando vários locais do concelho, como o Espaço Memória, o património industrial, ferroviário e moageiro, as oficinas da EMEF e o Auditório Municipal Augusto Cabrita. 
"Não podemos fazer milagres, porque os recursos são reduzidos. É um contexto difícil, com algumas bombas que têm rebentado, como o caso do Banif, mas temos de dar a volta à situação", salientou o governante. O ministro da Cultura defendeu um trabalho em colaboração com as autarquias, mas também o recurso a entidades privadas. 
O presidente da Câmara do Barreiro, Carlos Humberto, referiu que a visita serviu para mostrar o património existente no concelho e, também, a muita cultura que se faz no Barreiro. "Queremos continuar a trabalhar e o Ministério da Cultura pode dar apoios. É preciso preservar o património ferroviário, industrial e moageiro. O Barreiro deve, também, ser uma referência nacional como terra de resistência e queríamos mostrar ao ministro que aqui se faz muita cultura e que envolve o trabalho de muitas pessoas", salientou Carlos Humberto. 
O autarca defendeu a importância de Lisboa ser uma "cidade-região", articulando-se com todos os outros concelhos a norte e a sul do Tejo, anunciando também algumas novidades. "Estamos em contactos avançados com as Infraestruturas de Portugal em relação à antiga estação fluvial, de modo a que se avance para uma iniciativa em que se encontrem parceiros que possam dar utilidade ao espaço", defendeu.
O presidente da CP, Manuel Queiró, defendeu que esta visita pode ser um marco na relação entre o estado e a CP na área cultural. "Já combinámos um encontro para inaugurar um novo tipo de relação entre a CP e o Estado na área cultural. A CP já tem uma carga cultural muito grande na sua atividade", defendeu. 
Manuel Queiró aproveitou a oportunidade para referir que a empresa faz o seu serviço com recurso apenas das verbas provenientes dos bilhetes. "Portugal é pioneiro no mau sentido, pois é o único país europeu em que se vive dos bilhetes. A CP faz serviço com o dinheiro dos passageiros. O pacote ferroviário europeu de 2018 defende contratos de concessão, que estão em vigor em todo o lado menos em Portugal, pois terminou em 2000 e nunca foi renovado", disse.

Agência de Notícias

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