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quinta-feira, 21 de abril de 2016

Sarilhos Grandes festejou 168 anos

"Tudo temos feito para tornar Sarilhos Grandes melhor" 

A Freguesia de Sarilhos Grandes celebrou o seu 168.º aniversário no dia 18 de Abril. No salão da Academia Musical União e Trabalho decorreu a sessão solene que contou com a presença dos autarcas da freguesia, do presidente e dos vereadores da Câmara do Montijo. Nuno Canta enalteceu a importância das juntas de freguesia na construção do poder local, afirmando que “nos nossos dias, a resposta a muitos dos problemas que afetam a vida dos cidadãos depende da ação dos eleitos locais. É fundamental a capacidade de desenvolver a proximidade, a participação e a integração das pessoas na vida coletiva”.
Localidade de Sarilhos Grandes nasceu há 168 anos 

Numa noite de festa, o presidente da Junta de Freguesia de Sarilhos Grandes, Joaquim Batalha, foi o primeiro a usar da palavra para felicitar a freguesia e os seus fregueses pela passagem de mais um aniversário.
O autarca relembrou o percurso que o executivo da junta está a implementar na freguesia: “tudo temos feito para tornar Sarilhos Grandes melhor, mais visível e uma terra onde dê gosto viver. Todos sabem as nossas dificuldades que passam por sermos a freguesia dos distritos de Setúbal e de Lisboa com menos recursos financeiros disponíveis”, afirmou o líder do executivo da Junta de Freguesia de Sarilhos Grandes.
“Pela nossa parte não esquecemos Sarilhos Grandes e os sarilhenses. Sabemos o que esta terra deve ter como seu direito, não esquecemos as suas necessidades e potencialidades”, acrescentou Joaquim Batalha.
Na sua intervenção, o presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, enalteceu a importância das juntas de freguesia na construção do poder local, afirmando que “nos nossos dias, a resposta a muitos dos problemas que afetam a vida dos cidadãos depende da ação dos eleitos locais. É fundamental a capacidade de desenvolver a proximidade, a participação e a integração das pessoas na vida coletiva”.
Nesta lógica de proximidade, Nuno Canta relembrou que a Câmara do Montijo estabeleceu acordos de execução de competência com todas as freguesias. “Enquanto presidente da câmara, temos criado parcerias e acordos com os autarcas da freguesia de Sarilhos Grandes num trabalho a favor da qualidade de vida e do desenvolvimento desta terra. É por isso que celebramos os 168 anos da freguesia com o sentimento do cumprimento das promessas feitas ao povo de Sarilhos Grandes”, concluiu o autarca.
Para além dos discursos oficiais, a sessão solene do 168.º aniversário da freguesia de Sarilhos Grandes serviu para a entrega dos prémios aos participantes do 2.º Concurso Escolar e do 2.º Concurso de Fotografia, atividades promovidas pela junta de freguesia.
A cerimónia terminou com um excelente espetáculo do grupo 5 Caminhos Quinteto, que proporcionou uma viagem musical por alguns dos melhores temas e compositores da música portuguesa.

A história de Sarilhos Grandes 
A 18 de Abril do ano de 1848, o Marquês de Fronteira e d´Alorna, D. José Trazimundo Mascarenhas Barreto, então Governador Civil de Lisboa, assinou o alvará que desanexou o lugar de São Jorge de Sarilhos Grandes, da freguesia do Espírito Santo, esta na sede concelhia de Aldeia Galega do Ribatejo, nome porque então, era conhecida a hoje cidade de Montijo. Ganhava, assim, autonomia este antigo lugar, continuação de minúscula póvoa ribeirinha do Tejo já referenciado em 1304, pelo historiador Rui Azevedo, quando ainda se arrumava no termo de Alhos Vedros e valia pelas suas marinhas de sal e moinhos de maré.
A documentação antiga comprova, de facto, que "o sal de Sarilhos…he da Comendadeyra de Santos" (1532) e o moinho da Lançada aparece mencionado já em carta régia de D.João I (1405): Como o local se situava em terras pertencentes aos cavaleiros da Ordem de Santiago, com sede em Palmela, o rendimento proporcionado pelo sal das marinhas sarilhenses, revertia em favor da casa conventual onde suas mães e irmãs residiam, primeiro no lugar de Santos, em Lisboa, fronteiro ao Tejo, depois, no reinado de D. João II, em novas instalações, entre Santa Apolónia e a Madre Deus, também em Lisboa, por esta razão chamados comendadeiras de Santiago ou comendadeiras de Santos.
Segundo a tradição, o nome desta localidade, provem do facto de estarem equidistantes de uma azenha ou moinho de maré. Tal moinho seria constituído por quatro mós de pedra, que ao funcionarem consoante as marés do Tejo, davam a impressão de um sarilho em movimento, porque rodavam, acasaladas, em sentido inverso.
O que parece dar certa veracidade a esta tradição é o facto de, até 1975, terem existido as ruínas de um moinho com estas características, entre as povoações de Sarilhos Grandes e Sarilhos Pequenos.
Em 1910, com o triunfo da República, a pedido da junta de Paróquia, o nome de diversas artérias foi mudado, pelo que a Avenida de São Jorge se passou a designar por Rua Almirante Cândido dos Reis, a Praça do Mercado por Avenida 5 de Outubro e as ruas da Piedade, Direita e Arieiro foram crismadas com os nomes de Dr. Miguel Bombarda, António José de Almeida e Machado Santos.
Mercê da abundância das linhas de água, as culturas de regadio assumem um papel importante na economia da população e abastecem de produtos hortícolas os principais aglomerados urbanos próximos.
A freguesia é composta pelos lugares da Sarilhos Grandes, Lançada (Hortinha e Malpique), Broega, Pinhal do Gancho, Quatro Marcos e Arce. Actualmente estas localidades pertencentes a Freguesia de Sarilhos Grandes ocupam uma área de cerca de 12.8 km2.  Esta freguesia faz fronteira com dois concelhos. A freguesia de Pinhal Novo, em Palmela, e a freguesia da Moita.

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