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segunda-feira, 7 de março de 2016

Santuário do Cristo Rei com pavilhão multiusos

Um novo espaço dedicado à cultura no concelho  

O Santuário do Cristo Rei, em Almada, conta desde este domingo com um espaço que visa dar resposta pastoral aos vários grupos de peregrinos, que escolhem o local como ponto de encontro, reflexão, formação e oração. Trata-se do Pavilhão Multiusos do Rosário que tem um altar móvel para a realização de várias actividades. O novo equipamento apresenta uma lotação de 750 lugares sentadas, sendo que até 2017 está prevista a criação de um novo rosto par o Santuário de Cristo Rei, através de vários melhoramentos e construções que estão em curso. Este novo pavilhão nasceu de uma ideia do Padre Sezinando Alberto, reitor do Santuário, que pediu ajuda ao arquitecto Luís Cunha, para dar um carácter mais acolhedor ao local.
Cristo Rei inaugurou pavilhão multiusos este fim de semana 

“O Santuário tem feito um grande esforço para que o local se torne cada vez mais um centro de peregrinações, um local de formação espiritual, onde os cristãos sintam uma atmosfera mais religiosa e menos turística. O espaço envolvente é aprazível ao turismo, porém o santuário leva o turista a tornar-se peregrino”, diz a administração do Santuário em comunicado.
Para se fazer uma pastoral de acolhimento, “são necessários espaços físicos, sem eles nenhum santuário se pode afirmar verdadeiramente como um centro de espiritualidade”, esclarece a mesma nota, lembrando que o Santuário “tem crescido significativamente em número de peregrinos, bem como em número de grupos”. Tem sido feito “o esforço em construir o novo espaço multiusos que não só servirá para celebrações Eucarísticas, mas também para encontros de formação e cultura”.
O Santuário também pretende, com este novo espaço, “ser promotor de cultura. É nosso propósito organizarmos aqui alguns festivais de música ou acolhermos projectos semelhantes vindos de outras organizações”.
De acordo com o comunicado, o Santuário neste momento “não tem meios económicos para fazer uma grande igreja ou um auditório”, por isso, e tendo em conta a necessidade de dar uma resposta rápida a várias solicitações, a opção passou por esta solução, que “apesar do seu carácter provisório tem muita dignidade”. E um dos maiores desafios é tentar receber a visita de Francisco em Maio de 2017, altura que o Papa visita Portugal para o centenário das aparições de Fátima.
A partir deste momento qualquer Paróquia ou Movimento, poderá celebrar ou formar a sua Fé, independentemente do estado do tempo, no novo espaço. “Esta obra era necessária para podermos afirmar-nos como um grande centro espiritual da região”, conclui o comunicado.

A inspiração “nasce” no Brasil
A ideia da construção do Monumento a Cristo Rei surge em 1934, aquando de uma visita ao Brasil do então Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira. Ao passar pelo Rio de Janeiro, viu a imponente imagem de Cristo Redentor do Corcovado e logo no seu coração nasceu o desejo de construir semelhante obra em frente a Lisboa. Em 1936, a ideia de construir o Monumento a Cristo Rei foi transmitida ao “Apostolado de Oração”, que a acolheu entusiasticamente.
Para ser Nacional, o Monumento precisava de aprovação e cooperação de todos os Bispos Portugueses. Tal sensibilização aos Bispos é conseguida, sendo proclamada oficialmente na Pastoral Colectiva da Quaresma de 1937.
O monumento a Cristo Rei foi também edificado em cumprimento de um voto formulado pelo episcopado português reunido em Fátima a 20 de Abril de 1940, pedindo a Deus que livrasse Portugal de participar na Segunda Guerra Mundial. O presidente do Conselho (primeiro-ministro) Salazar, não quis violar a velha amizade com o Reino Unido, que data do século XIV, e preferiu manter a neutralidade, não tendo Portugal participado na referida guerra.
A primeira pedra da construção do monumento foi lançada em 18 de Dezembro de 1949, após o fim da guerra. Foi inaugurado a 17 de Maio de1959, dia de Pentecostes, na presença dos cardeais do Rio de Janeiro, de Lourenço Marques e de cerca de 300 mil pessoas, entre autoridades oficiais e cidadãos anónimos. Nessa ocasião, esteve também presente a imagem original de Nossa Senhora de Fátima e foi feita a consagração de Portugal aos Sagrados Corações de Jesus e de Maria. O Papa João XXIII não esteve presente na cerimónia, mas enviou uma mensagem de rádio, que foi então transmitida. Na altura, o Cardeal Cerejeira afirmou que o monumento seria sempre um sinal de gratidão pelo dom da paz.



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