Antiga Rainha das Vindimas de Palmela destacou-se com uma prova gastronómica dedicada aos sabores da região
Há noites em que uma faixa representa muito mais do que uma distinção individual. Na Praça Vasco da Gama, na Vidigueira, Carolina Sousa levou ao palco o nome de Palmela, o orgulho de Fernando Pó e a identidade vinhateira da Península de Setúbal. No dia 12 de Setembro, a Rainha da Festa das Vindimas de Palmela 2025 conquistou o título de Segunda Embaixadora dos Territórios Vinhateiros de Portugal 2026, numa gala promovida pela Associação de Municípios Portugueses do Vinho.![]() |
| Carolina Sousa conquistou o segundo lugar nacional na Vidigueira |
Palmela voltou a subir ao pódio nacional pela voz de uma das suas jovens representantes. Carolina Sousa, de 20 anos, conquistou o título de Segunda Embaixadora dos Territórios Vinhateiros de Portugal 2026, numa gala realizada na Vidigueira.
A antiga Rainha da Festa das Vindimas de Palmela 2025 ficou atrás de Maria Bertrand, representante da Azambuja, mas levou consigo uma distinção que ultrapassa a dimensão individual. Naquela noite, estavam também em jogo o nome de Palmela, a força dos seus produtos e a riqueza de uma região onde o vinho se cruza com a gastronomia, a paisagem, a cultura e a vida das comunidades.
Carolina não se limitou a marcar presença num concurso nacional. Apresentou-se como uma jovem preparada para falar da terra de onde vem e para mostrar que a identidade vinhateira também se afirma através da criatividade, do conhecimento e da capacidade de transformar sabores numa história.
Palmela chegou à mesa da gala nacional
Um dos momentos decisivos da competição foi a prova gastronómica Partilha de Sabores, na qual Carolina apresentou duas propostas desenvolvidas pelo chef Pedro Ascenção, no âmbito do programa municipal Palmela Experiências com Sabor.
A primeira criação foi um rissol de Queijo de Azeitão, que levou um dos produtos mais emblemáticos da Península de Setúbal para uma apresentação reinventada. O queijo, reconhecido pela sua intensidade e textura cremosa, ganhou uma nova expressão através de um recheio envolvido numa massa estaladiça.
Para terminar, Carolina apresentou um Bolo de Moscatel Roxo, sobremesa inspirada numa das referências mais distintas da viticultura de Palmela. A proposta procurou transportar para a doçaria a riqueza aromática e a personalidade desta casta tão ligada ao território.
A escolha do vinho recaiu sobre o Alicante Bouschet 2023, da Adega Camolas, uma referência de produção familiar da Península de Setúbal. A harmonização foi pensada para acompanhar os dois momentos da prova, equilibrando a intensidade do queijo e a doçura do bolo sem retirar protagonismo a nenhum dos elementos.
Mais do que uma simples apresentação de produtos regionais, a prova permitiu mostrar uma Palmela capaz de respeitar a tradição sem ficar presa ao passado. O território esteve presente nos ingredientes, mas também na forma de os apresentar, de os combinar e de os levar a um palco onde estavam representadas várias regiões vinhateiras portuguesas.
Um dos momentos decisivos da competição foi a prova gastronómica Partilha de Sabores, na qual Carolina apresentou duas propostas desenvolvidas pelo chef Pedro Ascenção, no âmbito do programa municipal Palmela Experiências com Sabor.
A primeira criação foi um rissol de Queijo de Azeitão, que levou um dos produtos mais emblemáticos da Península de Setúbal para uma apresentação reinventada. O queijo, reconhecido pela sua intensidade e textura cremosa, ganhou uma nova expressão através de um recheio envolvido numa massa estaladiça.
Para terminar, Carolina apresentou um Bolo de Moscatel Roxo, sobremesa inspirada numa das referências mais distintas da viticultura de Palmela. A proposta procurou transportar para a doçaria a riqueza aromática e a personalidade desta casta tão ligada ao território.
A escolha do vinho recaiu sobre o Alicante Bouschet 2023, da Adega Camolas, uma referência de produção familiar da Península de Setúbal. A harmonização foi pensada para acompanhar os dois momentos da prova, equilibrando a intensidade do queijo e a doçura do bolo sem retirar protagonismo a nenhum dos elementos.
Mais do que uma simples apresentação de produtos regionais, a prova permitiu mostrar uma Palmela capaz de respeitar a tradição sem ficar presa ao passado. O território esteve presente nos ingredientes, mas também na forma de os apresentar, de os combinar e de os levar a um palco onde estavam representadas várias regiões vinhateiras portuguesas.
Uma jovem que aprendeu a representar as suas raízes
A conquista na Vidigueira é o resultado de um percurso iniciado muito antes da gala nacional. Carolina Sousa foi eleita Rainha da Festa das Vindimas de Palmela em Setembro de 2025 e, desde então, assumiu a responsabilidade de representar o concelho em diferentes momentos e iniciativas.
Em entrevista exclusiva à ADN– Agência de Notícias, realizada durante o final do seu reinado, Carolina explicou que a candidatura nasceu de um sonho antigo, mas também de uma vontade concreta de dar voz ao território.
"É também a possibilidade de poder representar aquilo que torna o nosso território tão único, tão bonito, as nossas pessoas, os nossos produtos, o nosso vinho, tudo aquilo que nos torna únicos".
A frase ajuda a compreender o significado desta distinção. Para Carolina, representar Palmela nunca foi apenas usar uma faixa ou subir a um palco. Foi conhecer melhor a região, ouvir histórias, aprofundar conhecimentos e perceber como cada produto, cada tradição e cada pessoa contribuem para a identidade coletiva.
Ao longo do ano, esse trabalho exigiu preparação e dedicação. A própria Carolina reconheceu, à ADN, que o processo foi exigente, mas também profundamente ligado ao prazer de aprender.
"É um preparo que requer muito tempo, muito foco, mas também muita paixão por aquilo que nós estamos a fazer". E acrescentou: "É muito fácil aprender, é muito fácil absorver quando nós gostamos daquilo que estamos a fazer".
A conquista na Vidigueira é o resultado de um percurso iniciado muito antes da gala nacional. Carolina Sousa foi eleita Rainha da Festa das Vindimas de Palmela em Setembro de 2025 e, desde então, assumiu a responsabilidade de representar o concelho em diferentes momentos e iniciativas.
Em entrevista exclusiva à ADN– Agência de Notícias, realizada durante o final do seu reinado, Carolina explicou que a candidatura nasceu de um sonho antigo, mas também de uma vontade concreta de dar voz ao território.
"É também a possibilidade de poder representar aquilo que torna o nosso território tão único, tão bonito, as nossas pessoas, os nossos produtos, o nosso vinho, tudo aquilo que nos torna únicos".
A frase ajuda a compreender o significado desta distinção. Para Carolina, representar Palmela nunca foi apenas usar uma faixa ou subir a um palco. Foi conhecer melhor a região, ouvir histórias, aprofundar conhecimentos e perceber como cada produto, cada tradição e cada pessoa contribuem para a identidade coletiva.
Ao longo do ano, esse trabalho exigiu preparação e dedicação. A própria Carolina reconheceu, à ADN, que o processo foi exigente, mas também profundamente ligado ao prazer de aprender.
"É um preparo que requer muito tempo, muito foco, mas também muita paixão por aquilo que nós estamos a fazer". E acrescentou: "É muito fácil aprender, é muito fácil absorver quando nós gostamos daquilo que estamos a fazer".
O orgulho de Fernando Pó no palco nacional
Carolina nasceu em Fernando Pó, uma terra onde a relação com a vinha e com o vinho faz parte da paisagem e da memória de muitas famílias. Foi desse lugar que partiu para representar Palmela e foi também essa origem que levou consigo até à Vidigueira.
A sua prestação na gala nacional colocou em evidência uma ideia simples, mas poderosa: os territórios vinhateiros não vivem apenas das suas adegas ou das suas garrafas. Vivem das pessoas que os conhecem, que os defendem e que conseguem explicar ao país o que existe para lá dos nomes mais conhecidos.
A candidata de Palmela disputou o título com mais 10 representantes dos municípios de Alenquer, Arcos de Valdevez, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Cadaval, Cartaxo, Ponte da Barca, Rio Maior, Torres Vedras e Vidigueira.
O segundo lugar alcançado por Carolina representa, por isso, uma afirmação de Palmela num palco nacional onde estavam reunidas diferentes formas de viver e promover o vinho, a cultura e as tradições portuguesas.
Uma noite de distinções e passagem de testemunho
![]() |
| Carolina foi Rainha das Vindimas em 2025 em Palmela |
O Município de Palmela esteve representado na cerimónia pela vice-presidente Fernanda Pésinho, pelo presidente da Associação das Festas de Palmela - Festa das Vindimas, André Ribeiro, e por Inês Carvalho, Embaixadora dos Territórios Vinhateiros 2025.
A gala marcou também a passagem de testemunho entre representantes. Depois de um ano dedicado à promoção do património vinhateiro e da identidade cultural de Palmela e de Portugal, Inês Carvalho entregou essa responsabilidade a Maria Bertrand, da Azambuja, eleita Embaixadora dos Territórios Vinhateiros de Portugal 2026.
Para a Câmara Municipal de Palmela, a distinção de Carolina "muito nos orgulha", reconhecendo a sua "excelente prestação" e a forma "elegante e dedicada" como representou o concelho.
A autarquia deixou igualmente uma palavra de reconhecimento a Inês Carvalho, pelo trabalho desenvolvido ao longo do último ano na divulgação da cultura, dos vinhos e do território.
Uma coroa que se transforma em representação
O concurso, anteriormente designado Concurso da Rainha das Vindimas de Portugal, adotou em 2024 o nome de Embaixadora dos Territórios Vinhateiros de Portugal. Promovido pela Associação de Municípios Portugueses do Vinho, realiza-se desde 2009 em colaboração com o município detentor do título de "Cidade do Vinho".
A mudança de designação traduz uma missão mais abrangente. As candidatas deixam de ser vistas apenas como representantes de uma festa e assumem um papel de divulgação dos territórios, dos seus produtos, da sua cultura e das suas características únicas.
É nesse contexto que o segundo lugar de Carolina ganha especial importância. A jovem de Fernando Pó não levou apenas o nome de Palmela à competição. Levou uma forma de olhar para a região, assente no orgulho pelas origens e na vontade de mostrar que a tradição pode continuar a conquistar novos públicos.
Durante a entrevista exclusiva à ADN, Carolina explicou que, apesar de ter mudado ao longo do seu percurso, continuava ligada às mesmas raízes.
"Estou muito diferente, mas ao mesmo tempo muito igual. Tudo aquilo que eu amo e tudo aquilo que eu me orgulho é o mesmo, mantém-se igual", dizia.
Essa ligação acabou por ser uma das forças da sua representação. Carolina cresceu em conhecimento e confiança, mas manteve intacta a relação com o lugar de onde partiu.
"É trabalhoso, mas traz-nos tanto que, no fim, estou só a fazer mais uma coisa que eu gosto, que é aprender sobre onde eu venho e poder levar o nosso nome mais uma vez tão longe", sublinha.
Na Vidigueira, Palmela foi ouvida, reconhecida e premiada. E Carolina Sousa mostrou que o orgulho numa terra pode transformar-se numa voz capaz de chegar muito mais longe do que a sua própria fronteira.
De Fernando Pó para Palmela, da Festa das Vindimas para o pódio nacional: Carolina Sousa é agora Segunda Embaixadora dos Territórios Vinhateiros de Portugal 2026.
O concurso, anteriormente designado Concurso da Rainha das Vindimas de Portugal, adotou em 2024 o nome de Embaixadora dos Territórios Vinhateiros de Portugal. Promovido pela Associação de Municípios Portugueses do Vinho, realiza-se desde 2009 em colaboração com o município detentor do título de "Cidade do Vinho".
A mudança de designação traduz uma missão mais abrangente. As candidatas deixam de ser vistas apenas como representantes de uma festa e assumem um papel de divulgação dos territórios, dos seus produtos, da sua cultura e das suas características únicas.
É nesse contexto que o segundo lugar de Carolina ganha especial importância. A jovem de Fernando Pó não levou apenas o nome de Palmela à competição. Levou uma forma de olhar para a região, assente no orgulho pelas origens e na vontade de mostrar que a tradição pode continuar a conquistar novos públicos.
Durante a entrevista exclusiva à ADN, Carolina explicou que, apesar de ter mudado ao longo do seu percurso, continuava ligada às mesmas raízes.
"Estou muito diferente, mas ao mesmo tempo muito igual. Tudo aquilo que eu amo e tudo aquilo que eu me orgulho é o mesmo, mantém-se igual", dizia.
Essa ligação acabou por ser uma das forças da sua representação. Carolina cresceu em conhecimento e confiança, mas manteve intacta a relação com o lugar de onde partiu.
"É trabalhoso, mas traz-nos tanto que, no fim, estou só a fazer mais uma coisa que eu gosto, que é aprender sobre onde eu venho e poder levar o nosso nome mais uma vez tão longe", sublinha.
Na Vidigueira, Palmela foi ouvida, reconhecida e premiada. E Carolina Sousa mostrou que o orgulho numa terra pode transformar-se numa voz capaz de chegar muito mais longe do que a sua própria fronteira.
De Fernando Pó para Palmela, da Festa das Vindimas para o pódio nacional: Carolina Sousa é agora Segunda Embaixadora dos Territórios Vinhateiros de Portugal 2026.


Comentários
Enviar um comentário