A 22.ª edição apresenta estreias, instalações, cinema e projetos inéditos que ocupam vários espaços da cidade
O som pode nascer de uma máquina de tricot, acompanhar os passos de uma caminhada pelas ruas ou ganhar forma numa instalação artística. No Out.Fest, a música raramente se limita a um palco. Espalha-se pela cidade, ocupa espaços improváveis e desafia quem a escuta a descobrir novas formas de ouvir. Entre 1 e 4 de Outubro, o Barreiro volta a receber essa viagem sensorial com a 22.ª edição do festival, que acaba de revelar o cartaz completo.![]() |
| Out.Fest transforma o Barreiro em palco sonoro em Outubro |
Durante quatro dias, o Barreiro deixa de ser apenas o cenário de um festival para se transformar num espaço de descoberta artística. A programação reúne concertos, instalações, cinema, caminhadas sonoras, salas de escuta e conversas, convidando o público a explorar diferentes formas de experimentar o som.
Segundo a organização, esta edição reúne "artistas consagrados, novas gerações, estreias nacionais e projetos desenvolvidos especificamente para o Barreiro", numa programação pensada para cruzar diferentes linguagens artísticas e aproximar novos públicos deste universo.
O festival procura precisamente abrir portas a quem nunca teve contacto com este tipo de propostas, através de vários momentos de entrada livre que permitem uma primeira aproximação à criação sonora contemporânea.
Muito para além dos concertos
A organização explica que concertos, instalações, cinema, caminhadas sonoras, salas de escuta e conversas "articulam-se como diferentes modos de descoberta sonora, com vários momentos de entrada livre para facilitar primeiros contactos com novas formas de ouvir".
É nesse espírito que chegam agora as últimas confirmações do cartaz.
Entre elas encontra-se a estreia da peça sonora "Requiém para uma máquina de tricot", criada por bujiwa - alter ego do artista e editor Wladimir Vaz Mourão - em conjunto com Sofia Nunes e Marta Nunes.
Juntam-se ainda um percurso sonoro concebido por Alëna Koleso, "Variações para Piões Nº 1", projeto de Xavier Paes e Inês Tartaruga Água apresentado ao longo dos quatro dias do festival, o DJ set de boas-vindas de Paixão, a instalação filmográfica e sonora "The Movement of People Working", de Phill Niblock, uma sala de escuta dedicada às músicas eletrónicas do século XX através da editora belga Sub Rosa e a conferência "These Abilities: Perspectives on Music & Disability", integrada no projeto europeu tekhné.
A organização explica que concertos, instalações, cinema, caminhadas sonoras, salas de escuta e conversas "articulam-se como diferentes modos de descoberta sonora, com vários momentos de entrada livre para facilitar primeiros contactos com novas formas de ouvir".
É nesse espírito que chegam agora as últimas confirmações do cartaz.
Entre elas encontra-se a estreia da peça sonora "Requiém para uma máquina de tricot", criada por bujiwa - alter ego do artista e editor Wladimir Vaz Mourão - em conjunto com Sofia Nunes e Marta Nunes.
Juntam-se ainda um percurso sonoro concebido por Alëna Koleso, "Variações para Piões Nº 1", projeto de Xavier Paes e Inês Tartaruga Água apresentado ao longo dos quatro dias do festival, o DJ set de boas-vindas de Paixão, a instalação filmográfica e sonora "The Movement of People Working", de Phill Niblock, uma sala de escuta dedicada às músicas eletrónicas do século XX através da editora belga Sub Rosa e a conferência "These Abilities: Perspectives on Music & Disability", integrada no projeto europeu tekhné.
Um encontro entre gerações e geografias
A programação reúne alguns dos nomes mais marcantes da criação sonora contemporânea.
Entre eles está a estreia nacional de ∈Y∋ + C.O.L.O., projeto de Yamantaka Eye, conhecido pelo trabalho desenvolvido com Boredoms, Hanatarash e Naked City.
O cartaz integra ainda atuações de Klein, Pink Siifu e do trio formado por Whitney Johnson, Lia Kohl e Macie Stewart, que estará em residência artística no Auditório Municipal Augusto Cabrita.
Ao longo do festival sobem igualmente aos vários palcos Shane Parish, Josey Rebelle, Deli Girls, TNL, Senyawa, Rita Silva & Mbye Ebrima e Deafkids.
Uma homenagem e uma ligação à cidade
A edição deste ano presta homenagem ao compositor norte-americano Phill Niblock (1933-2024), através da interpretação de duas das suas obras por Rafael Toral, Manuel Mota, Margarida Garcia e André Gonçalves.
O Out.Fest volta também a reforçar a ligação ao Barreiro com o regresso de Manja Ristić, que desenvolverá uma nova residência artística inspirada no Arquivo Sonoro da cidade, dando continuidade à aposta em projetos criados especificamente para este território.
A edição deste ano presta homenagem ao compositor norte-americano Phill Niblock (1933-2024), através da interpretação de duas das suas obras por Rafael Toral, Manuel Mota, Margarida Garcia e André Gonçalves.
O Out.Fest volta também a reforçar a ligação ao Barreiro com o regresso de Manja Ristić, que desenvolverá uma nova residência artística inspirada no Arquivo Sonoro da cidade, dando continuidade à aposta em projetos criados especificamente para este território.
Ouvir também é uma forma de resistência
Depois de celebrar o 20.º aniversário em 2024, o festival continua a aprofundar uma identidade própria, recusando encaixar-se em definições fechadas.
A organização explica que pretende continuar um percurso "mais além dos conceitos de música 'exploratória' ou 'experimental', reforçando a complexidade e a indefinição das experiências da escuta num mundo em que sempre se procura a simplificação e a categorização fácil".
É essa filosofia que sustenta toda a programação, defendendo que "ouvir, pensar e abraçar a dúvida são também formas de resistência".
Depois de celebrar o 20.º aniversário em 2024, o festival continua a aprofundar uma identidade própria, recusando encaixar-se em definições fechadas.
A organização explica que pretende continuar um percurso "mais além dos conceitos de música 'exploratória' ou 'experimental', reforçando a complexidade e a indefinição das experiências da escuta num mundo em que sempre se procura a simplificação e a categorização fácil".
É essa filosofia que sustenta toda a programação, defendendo que "ouvir, pensar e abraçar a dúvida são também formas de resistência".
Uma viagem por vários espaços do Barreiro
Durante quatro dias, o público poderá descobrir o festival em diferentes locais da cidade, entre eles a Cooperativa Mula, a Casa da Cidadania Cabós Gonçalves, a Sociedade de Instrução e Recreio Barreirense Penicheiros, a Associação Desenvolvimento Artes e Ofícios, a Sala 6, a Gasoline e os PADA Studios.
Cada espaço acolhe uma parte da programação, contribuindo para transformar o Barreiro num grande mapa de experiências sonoras.
Os passes gerais para os quatro dias custam 65 euros, enquanto os bilhetes diários variam entre os 12 e os 35 euros e já se encontram à venda.
Durante quatro dias, o público poderá descobrir o festival em diferentes locais da cidade, entre eles a Cooperativa Mula, a Casa da Cidadania Cabós Gonçalves, a Sociedade de Instrução e Recreio Barreirense Penicheiros, a Associação Desenvolvimento Artes e Ofícios, a Sala 6, a Gasoline e os PADA Studios.
Cada espaço acolhe uma parte da programação, contribuindo para transformar o Barreiro num grande mapa de experiências sonoras.
Os passes gerais para os quatro dias custam 65 euros, enquanto os bilhetes diários variam entre os 12 e os 35 euros e já se encontram à venda.

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