Centro histórico recebe, este sábado, uma viagem simbólica ao ano em que Setúbal se tornou capital de distrito
Há datas que não se assinalam apenas num calendário. Vivem-se nas ruas, nas pessoas e nas memórias que passam de geração em geração. Este sábado, 19 de Setembro, Setúbal vai recuar um século para recordar um momento que marcou profundamente a história administrativa e identitária da região: a elevação da cidade a capital de distrito, em 1926. Durante a tarde, o centro histórico de Setúbal vai transformar-se num grande palco de memória, com um desfile evocativo que reunirá os 13 municípios do distrito e levará para as ruas personagens, trajes, instituições e referências que procuram reconstruir, de forma simbólica, o ambiente de há 100 anos.![]() |
| Setúbal prepara uma viagem até 1926 neste sábado à tarde |
A iniciativa integra as Comemorações Bocagianas 2026 e começa às 16h30, no Cais 3, dando início a um cortejo que pretende celebrar não apenas Setúbal, mas também a diversidade de territórios, comunidades e percursos que compõem o distrito.
A grande particularidade deste desfile está precisamente na sua dimensão. Cada município será representado por uma delegação própria, composta por figurantes vestidos à época e por representantes de associações culturais, recreativas e desportivas.
Será uma espécie de retrato coletivo do distrito, construído através das pessoas e das instituições que continuam a dar vida aos seus territórios.
Ao longo do cortejo, cada delegação levará consigo um pouco da identidade do município que representa, numa viagem que pretende mostrar como as comunidades mudaram ao longo de um século, mas também como permanecem ligadas por uma história comum.
Entre trajes, personagens e representações evocativas, o desfile procurará transportar o público para o início do século XX, quando Setúbal assumiu um novo papel no mapa administrativo português.
E haverá espaço para diferentes dimensões dessa história: o património, a vida social, a cultura, o movimento associativo e também a atividade económica que ajudou a construir a identidade dos vários territórios.
Setúbal será a última a entrar em cena
A cidade anfitriã terá um papel especial no cortejo. Setúbal será a última delegação a desfilar, acompanhada pelas juntas de freguesia do concelho, bandas musicais, associações e outras instituições locais.
A representação setubalense contará ainda com figuras evocativas da época, numa componente cénica que terá um significado particular: transportar simbolicamente o Edital da Proclamação, documento que estará no centro da cerimónia evocativa que encerra o desfile.
É precisamente nessa ligação entre passado e presente que a iniciativa ganha uma dimensão diferente. Não se trata apenas de recordar o que aconteceu há 100 anos, mas de colocar essa memória novamente perante os olhos de quem hoje vive a cidade e o distrito.
As ruas tornam-se, assim, o lugar onde a história deixa de estar apenas nos livros e passa a ser representada por pessoas.
A cidade anfitriã terá um papel especial no cortejo. Setúbal será a última delegação a desfilar, acompanhada pelas juntas de freguesia do concelho, bandas musicais, associações e outras instituições locais.
A representação setubalense contará ainda com figuras evocativas da época, numa componente cénica que terá um significado particular: transportar simbolicamente o Edital da Proclamação, documento que estará no centro da cerimónia evocativa que encerra o desfile.
É precisamente nessa ligação entre passado e presente que a iniciativa ganha uma dimensão diferente. Não se trata apenas de recordar o que aconteceu há 100 anos, mas de colocar essa memória novamente perante os olhos de quem hoje vive a cidade e o distrito.
As ruas tornam-se, assim, o lugar onde a história deixa de estar apenas nos livros e passa a ser representada por pessoas.
Um século percorre o centro histórico
Depois da partida no Cais 3, o cortejo seguirá pela Avenida Jaime Rebelo, passando pelas ruas Teotónio Banha e da Velha Alfândega, antes de atravessar o Largo da Misericórdia.
O percurso continuará pelas ruas Dr. Paula Borba e Serpa Pinto, chegará à Praça de Bocage e prosseguirá pela Rua Augusto Cardoso, Avenida 22 de Dezembro e Rua de Bocage.
É um percurso que atravessa algumas das zonas mais emblemáticas do centro da cidade e que, durante cerca de uma hora e meia a duas horas, será ocupado por música, trajes, personagens e representações alusivas a outras épocas.
Para quem assistir nas ruas, a experiência será também uma oportunidade para reconhecer espaços familiares sob uma outra perspetiva: por algumas horas, a cidade contemporânea dará lugar a uma Setúbal evocada através das imagens e dos símbolos de 1926.
Depois da partida no Cais 3, o cortejo seguirá pela Avenida Jaime Rebelo, passando pelas ruas Teotónio Banha e da Velha Alfândega, antes de atravessar o Largo da Misericórdia.
O percurso continuará pelas ruas Dr. Paula Borba e Serpa Pinto, chegará à Praça de Bocage e prosseguirá pela Rua Augusto Cardoso, Avenida 22 de Dezembro e Rua de Bocage.
É um percurso que atravessa algumas das zonas mais emblemáticas do centro da cidade e que, durante cerca de uma hora e meia a duas horas, será ocupado por música, trajes, personagens e representações alusivas a outras épocas.
Para quem assistir nas ruas, a experiência será também uma oportunidade para reconhecer espaços familiares sob uma outra perspetiva: por algumas horas, a cidade contemporânea dará lugar a uma Setúbal evocada através das imagens e dos símbolos de 1926.
A chegada à Praça de Bocage
A chegada está prevista para as 18 horas, na Praça de Bocage, onde junto aos Paços do Concelho decorrerá a cerimónia evocativa dos 100 anos.
O momento terá como ponto central uma leitura encenada do Edital de 22 de Dezembro de 1926, recuperando simbolicamente o documento associado ao momento histórico que está na origem destas comemorações.
Depois, as bandas participantes interpretarão o Hino Nacional, num encerramento que juntará no mesmo espaço as diferentes delegações que atravessaram as ruas da cidade.
Será o momento em que os 13 municípios deixam de estar representados individualmente para formar uma única imagem: um distrito com um século de história partilhada, mas feito de muitas identidades locais.
A chegada está prevista para as 18 horas, na Praça de Bocage, onde junto aos Paços do Concelho decorrerá a cerimónia evocativa dos 100 anos.
O momento terá como ponto central uma leitura encenada do Edital de 22 de Dezembro de 1926, recuperando simbolicamente o documento associado ao momento histórico que está na origem destas comemorações.
Depois, as bandas participantes interpretarão o Hino Nacional, num encerramento que juntará no mesmo espaço as diferentes delegações que atravessaram as ruas da cidade.
Será o momento em que os 13 municípios deixam de estar representados individualmente para formar uma única imagem: um distrito com um século de história partilhada, mas feito de muitas identidades locais.
A história do distrito
Até 1926, os concelhos que hoje integram o Distrito de Setúbal pertenciam maioritariamente ao Distrito de Lisboa. A criação da nova unidade administrativa aconteceu durante a Ditadura Militar, instaurada após o movimento de 28 de Maio de 1926.
Um dos acontecimentos que ajudou a acelerar o processo foi a restauração do concelho de Palmela, em Novembro desse ano. Palmela tinha sido integrada no concelho de Setúbal em 1855 e recuperou a autonomia em 1926. A perda de território gerou contestação entre as elites setubalenses e reforçou a reivindicação de Setúbal assumir uma posição administrativa mais importante.
Poucas semanas depois, o Governo criou o Distrito de Setúbal, separando vários concelhos do Distrito de Lisboa. Foi o último distrito criado em Portugal Continental. Hoje integra os municípios de Almada, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Palmela, Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete. Alcácer do Sal, Santiago do Cacém, Grândola e Sines, no litoral alentejano, também fazem parte do distrito.
Mais do que um desfile, uma memória coletiva
Um século depois, Setúbal volta a olhar para 1926, mas fá-lo com os olhos do presente. A força desta celebração está precisamente na possibilidade de juntar gerações diferentes em torno de uma memória que pertence a todos. Quem conhece a história poderá reencontrar referências de outros tempos; quem é mais jovem terá a oportunidade de descobrir, através das ruas e das pessoas, um pedaço da história do território onde vive.
E há ainda outra dimensão que atravessa todo o desfile: a força do movimento associativo, que continua a ser uma das marcas mais profundas das comunidades do distrito.
Bandas, coletividades, associações culturais, recreativas e desportivas e instituições locais não surgem apenas como figurantes de uma comemoração. São também parte da história que se pretende celebrar, porque muitas das tradições, práticas culturais e relações comunitárias que chegaram até aos dias de hoje foram preservadas precisamente por estas estruturas.
Este sábado, essas mesmas comunidades vão sair à rua para contar uma história com 100 anos. E talvez seja essa a imagem mais bonita das comemorações: um século depois, a história volta a caminhar pelas ruas de Setúbal, agora acompanhada pelas pessoas que continuam a construir o distrito todos os dias.
No dia 19 de Setembro, a partir das 16h30, Setúbal não vai apenas recordar 1926. Vai fazer desfilar um século de memória, identidade e pertença.
Um século depois, Setúbal volta a olhar para 1926, mas fá-lo com os olhos do presente. A força desta celebração está precisamente na possibilidade de juntar gerações diferentes em torno de uma memória que pertence a todos. Quem conhece a história poderá reencontrar referências de outros tempos; quem é mais jovem terá a oportunidade de descobrir, através das ruas e das pessoas, um pedaço da história do território onde vive.
E há ainda outra dimensão que atravessa todo o desfile: a força do movimento associativo, que continua a ser uma das marcas mais profundas das comunidades do distrito.
Bandas, coletividades, associações culturais, recreativas e desportivas e instituições locais não surgem apenas como figurantes de uma comemoração. São também parte da história que se pretende celebrar, porque muitas das tradições, práticas culturais e relações comunitárias que chegaram até aos dias de hoje foram preservadas precisamente por estas estruturas.
Este sábado, essas mesmas comunidades vão sair à rua para contar uma história com 100 anos. E talvez seja essa a imagem mais bonita das comemorações: um século depois, a história volta a caminhar pelas ruas de Setúbal, agora acompanhada pelas pessoas que continuam a construir o distrito todos os dias.
No dia 19 de Setembro, a partir das 16h30, Setúbal não vai apenas recordar 1926. Vai fazer desfilar um século de memória, identidade e pertença.

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