Dores Meira fala em "brincadeira que acabou mal" após denúncia de violência entre crianças
"Foi uma brincadeira entre crianças que acabou mal", afirmou a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, após a denúncia de um alegado caso de violência infantil na Escola Básica/Jardim de Infância da Azeda. O episódio, que envolve uma criança invisual de apenas 6 anos alegadamente agredida por vários colegas, está a provocar forte indignação e preocupação em torno do bullying, da segurança nas escolas primárias e da proteção de alunos com necessidades específicas. A autarca garantiu ainda que a criança não regressou à escola após os acontecimentos por se encontrar de férias com os pais, viagem que já estaria programada antes do incidente.![]() |
| Caso envolvendo criança invisual gera preocupação em Setúbal |
A presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, afirmou esta quarta-feira que o incidente ocorrido no passado dia 30 de Abril, no Jardim de Infância da Azeda, resultou de um desentendimento entre crianças de 6 e 7 anos.
"Brincam juntos, zangam-se por alguma razão e depois fazem as pazes. Houve violência entre as crianças e intervenção pronta das assistentes operacionais da escola", afirmou durante uma declaração lida no início da sessão pública de câmara.
O caso tornou-se público depois de, na terça-feira, a associação Ser Especial denunciar que uma criança invisual teria sido agredida por vários colegas na Escola Básica/Jardim de Infância da Azeda, em Setúbal. Segundo a associação, o aluno ficou "emocionalmente abalado" após o episódio.
Câmara rejeita discriminação
Maria das Dores Meira rejeitou qualquer motivação discriminatória relacionada com a deficiência visual da criança e considerou que o mediatismo em torno do caso acabou por criar "algum alarme na opinião pública".
Apesar de reconhecer que a associação Ser Especial expressa "legítimas preocupações", a autarca insistiu que não existiu qualquer ato de discriminação contra as crianças envolvidas.
A presidente da Câmara revelou ainda que a autarquia apenas teve conhecimento da situação no sábado, através da própria associação, acrescentando que a escola considerava o assunto resolvido junto dos encarregados de educação.
Maria das Dores Meira rejeitou qualquer motivação discriminatória relacionada com a deficiência visual da criança e considerou que o mediatismo em torno do caso acabou por criar "algum alarme na opinião pública".
Apesar de reconhecer que a associação Ser Especial expressa "legítimas preocupações", a autarca insistiu que não existiu qualquer ato de discriminação contra as crianças envolvidas.
A presidente da Câmara revelou ainda que a autarquia apenas teve conhecimento da situação no sábado, através da própria associação, acrescentando que a escola considerava o assunto resolvido junto dos encarregados de educação.
Associação denunciou impacto emocional
Na denúncia pública feita na terça-feira, a associação Ser Especial relatou que a criança teria sido alvo de agressões por parte de vários colegas, situação que provocou forte impacto emocional.
A associação divulgou ainda informações indicando que o aluno estaria com receio de regressar à escola. Contudo, Maria das Dores Meira negou essa versão, assegurando que a criança se encontra atualmente de férias com os pais, numa viagem já programada antes do incidente.
Falta de assistentes operacionais criticada
Durante a intervenção, a autarca aproveitou também para criticar o Ministério da Educação pela ausência de reforço de assistentes operacionais para apoio a alunos com necessidades específicas.
Segundo explicou, o Agrupamento de Escolas Sebastião da Gama, ao qual pertence a Escola Básica/Jardim de Infância da Azeda, é uma referência na área da baixa visão e cegueira no ensino pré-escolar, mas continua sem autorização para aumentar os recursos humanos de apoio.
Maria das Dores Meira sublinhou que essa reivindicação é feita há vários anos sem resposta favorável por parte do Ministério da Educação.
Durante a intervenção, a autarca aproveitou também para criticar o Ministério da Educação pela ausência de reforço de assistentes operacionais para apoio a alunos com necessidades específicas.
Segundo explicou, o Agrupamento de Escolas Sebastião da Gama, ao qual pertence a Escola Básica/Jardim de Infância da Azeda, é uma referência na área da baixa visão e cegueira no ensino pré-escolar, mas continua sem autorização para aumentar os recursos humanos de apoio.
Maria das Dores Meira sublinhou que essa reivindicação é feita há vários anos sem resposta favorável por parte do Ministério da Educação.

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