Mobilidade no Tejo: Moita pressiona Governo e projeto do cais dá passo decisivo
A mobilidade entre a margem sul e Lisboa pode estar prestes a mudar. A Transtejo lançou um estudo de navegabilidade para avaliar a criação de um terminal fluvial em Alhos Vedros, no concelho da Moita, uma infraestrutura considerada estratégica para ligar a população à capital através do terminal do Montijo e reforçar o transporte público no estuário do Tejo.![]() |
| Local previsto para o novo terminal fluvial em Alhos Vedros |
O projeto para instalar um terminal fluvial no Cais de Alhos Vedros deu um novo passo com o lançamento de estudos técnicos que irão avaliar as condições de navegabilidade e viabilidade da futura infraestrutura.
Segundo informação transmitida pela Câmara Municipal da Moita à ADN-Agência de Notícias, o objetivo central passa por criar uma ligação fluvial direta ao terminal do Montijo, de onde já partem carreiras regulares para Lisboa, reforçando assim a rede de transporte público entre as duas margens do Tejo.
A autarquia sublinha que a iniciativa poderá representar um salto significativo na mobilidade da região. Na mesma nota, o município refere que "o início dos estudos técnicos constitui um passo essencial para que Alhos Vedros passe a integrar de forma efetiva a rede de transporte fluvial do Tejo".
A infraestrutura está avaliada em mais de oito milhões de euros, valor estimado apenas para a construção do terminal.
Visita técnica marca novo avanço no projeto
O desenvolvimento do projeto ganhou novo impulso na terça-feira, 7 de Abril, quando o presidente e o vice-presidente do Conselho de Administração da Transtejo realizaram uma visita técnica ao local onde o novo cais poderá ser construído.
A deslocação aconteceu após o lançamento dos estudos necessários para avaliar as condições do estuário e garantir que o novo terminal poderá operar com segurança e regularidade.
Para a Câmara da Moita, este momento representa um avanço aguardado há vários anos. O município destaca que "este passo permite iniciar o processo que poderá desbloquear os investimentos previstos para o reforço da mobilidade fluvial na região".
O desenvolvimento do projeto ganhou novo impulso na terça-feira, 7 de Abril, quando o presidente e o vice-presidente do Conselho de Administração da Transtejo realizaram uma visita técnica ao local onde o novo cais poderá ser construído.
A deslocação aconteceu após o lançamento dos estudos necessários para avaliar as condições do estuário e garantir que o novo terminal poderá operar com segurança e regularidade.
Para a Câmara da Moita, este momento representa um avanço aguardado há vários anos. O município destaca que "este passo permite iniciar o processo que poderá desbloquear os investimentos previstos para o reforço da mobilidade fluvial na região".
Pressão política da Moita acelera o processo
O avanço agora registado surge também após pressão política exercida pela autarquia.
Em Julho de 2025, o executivo municipal aprovou uma moção exigindo garantias do Governo para investimentos em transportes públicos no concelho. A medida surgiu num contexto de crescimento demográfico e aumento da procura por habitação na região.
De acordo com a Câmara da Moita, "o concelho tem sido um dos mais procurados para viver na Área Metropolitana de Lisboa, graças à qualidade de vida e segurança que oferece".
Nesse sentido, o município considera que a criação do terminal fluvial é essencial para responder às necessidades de mobilidade dos residentes que diariamente se deslocam para trabalhar na capital.
Investimento anunciado mas com atrasos
O Governo tinha anunciado em 2023 um investimento global de três milhões de euros destinado ao novo terminal da Moita e à reabilitação de vários cais do chamado Arco Ribeirinho Sul, incluindo Cacilhas, Seixal, Barreiro e Montijo.
Contudo, a execução do plano tem registado atrasos face ao calendário inicialmente previsto, que apontava para investimentos graduais entre 2024 e 2026.
A Câmara Municipal da Moita garante que continuará a acompanhar o processo de perto. Em nota enviada à ADN-Agência de Notícias, a autarquia afirma que "continuará a exigir ao Ministério das Infraestruturas o cumprimento integral dos prazos definidos".
O município defende ainda que o crescimento habitacional da região deve ser acompanhado por investimentos robustos em mobilidade e transportes públicos, garantindo ligações eficientes entre a margem sul e Lisboa.
O avanço agora registado surge também após pressão política exercida pela autarquia.
Em Julho de 2025, o executivo municipal aprovou uma moção exigindo garantias do Governo para investimentos em transportes públicos no concelho. A medida surgiu num contexto de crescimento demográfico e aumento da procura por habitação na região.
De acordo com a Câmara da Moita, "o concelho tem sido um dos mais procurados para viver na Área Metropolitana de Lisboa, graças à qualidade de vida e segurança que oferece".
Nesse sentido, o município considera que a criação do terminal fluvial é essencial para responder às necessidades de mobilidade dos residentes que diariamente se deslocam para trabalhar na capital.
Investimento anunciado mas com atrasos
O Governo tinha anunciado em 2023 um investimento global de três milhões de euros destinado ao novo terminal da Moita e à reabilitação de vários cais do chamado Arco Ribeirinho Sul, incluindo Cacilhas, Seixal, Barreiro e Montijo.
Contudo, a execução do plano tem registado atrasos face ao calendário inicialmente previsto, que apontava para investimentos graduais entre 2024 e 2026.
A Câmara Municipal da Moita garante que continuará a acompanhar o processo de perto. Em nota enviada à ADN-Agência de Notícias, a autarquia afirma que "continuará a exigir ao Ministério das Infraestruturas o cumprimento integral dos prazos definidos".
O município defende ainda que o crescimento habitacional da região deve ser acompanhado por investimentos robustos em mobilidade e transportes públicos, garantindo ligações eficientes entre a margem sul e Lisboa.

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