Autarquia levanta voz contra sistema de saneamento e exige fim das descargas no Tejo
A Câmara Municipal da Moita votou contra o Relatório de Gestão e Contas de 2025 da Simarsul e voltou a exigir uma solução definitiva para as descargas de águas residuais no rio Tejo. Durante a Assembleia Geral da empresa, o presidente Carlos Albino fez um apelo direto à Águas de Portugal para que o sistema de saneamento deixe de representar um problema ambiental no concelho e passe a ser um exemplo de eficiência.![]() |
| Câmara da Moita exige solução para Alhos Vedros |
A persistência de descargas de águas residuais sem tratamento no rio Tejo voltou a marcar o debate sobre o funcionamento do sistema de saneamento da Península de Setúbal. Na Assembleia Geral Ordinária da Simarsul, que contou com a presença do presidente da Águas de Portugal, a Câmara Municipal da Moita assumiu uma posição firme e votou contra o Relatório de Gestão e Contas relativo a 2025.
Segundo a Câmara da Moita, esta decisão reflete a preocupação crescente com problemas ambientais que continuam por resolver no concelho. A autarquia sublinha que, apesar de sucessivos alertas ao longo dos anos, continuam a verificar-se falhas graves no sistema de saneamento.
"O sistema de saneamento da Península de Setúbal não pode continuar a representar um passivo ambiental para o território", defendeu a Câmara da Moita, acrescentando que é essencial garantir uma resposta eficaz que proteja o ecossistema do rio Tejo.
Durante a reunião, Carlos Albino dirigiu-se diretamente ao presidente da Águas de Portugal, apelando a um compromisso claro para resolver definitivamente estas situações. "É fundamental assegurar que o sistema funcione com eficiência e respeito pelo ambiente", destacou o autarca.
Problema ambiental com mais de uma década
Um dos pontos mais críticos apontados pela autarquia foi a situação da Estação Elevatória de Alhos Vedros, onde o problema das descargas de águas residuais no Tejo se mantém há mais de 10 anos.
De acordo com a Câmara da Moita, esta infraestrutura tem registado sucessivas ocorrências de descargas sem tratamento, afetando o ambiente e levantando preocupações relacionadas com a saúde pública.
"A situação da Estação Elevatória de Alhos Vedros é particularmente grave e exige uma solução definitiva", referiu a Câmara da Moita, lembrando que os alertas da população e dos municípios têm sido repetidos ao longo dos anos sem que o problema tenha sido resolvido.
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Um dos pontos mais críticos apontados pela autarquia foi a situação da Estação Elevatória de Alhos Vedros, onde o problema das descargas de águas residuais no Tejo se mantém há mais de 10 anos.
De acordo com a Câmara da Moita, esta infraestrutura tem registado sucessivas ocorrências de descargas sem tratamento, afetando o ambiente e levantando preocupações relacionadas com a saúde pública.
"A situação da Estação Elevatória de Alhos Vedros é particularmente grave e exige uma solução definitiva", referiu a Câmara da Moita, lembrando que os alertas da população e dos municípios têm sido repetidos ao longo dos anos sem que o problema tenha sido resolvido.
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Câmara exige menos estudos e mais obras
Além da crítica às falhas do sistema, o município defendeu também uma mudança clara nas prioridades de investimento da Simarsul.
Para a autarquia, os recursos disponíveis devem ser direcionados sobretudo para intervenções no terreno que resolvam os problemas identificados. "É necessário passar da fase de diagnóstico para a ação", sublinha a Câmara da Moita.
Segundo o município, o recurso constante a estudos não pode substituir as obras estruturais necessárias para garantir o funcionamento eficaz do sistema de saneamento e proteger as linhas de água do concelho.
Além da crítica às falhas do sistema, o município defendeu também uma mudança clara nas prioridades de investimento da Simarsul.
Para a autarquia, os recursos disponíveis devem ser direcionados sobretudo para intervenções no terreno que resolvam os problemas identificados. "É necessário passar da fase de diagnóstico para a ação", sublinha a Câmara da Moita.
Segundo o município, o recurso constante a estudos não pode substituir as obras estruturais necessárias para garantir o funcionamento eficaz do sistema de saneamento e proteger as linhas de água do concelho.
Votação revela descontentamento dos municípios
Durante a assembleia, o município tomou posições distintas nas diferentes deliberações em discussão.
A Câmara da Moita votou favoravelmente a aplicação dos saldos positivos de 2025, defendendo que os lucros da empresa sejam totalmente direcionados para intervenções no terreno.
Em sentido contrário, votou contra a apreciação geral da administração e fiscalização, expressando o descontentamento com a falta de respostas concretas aos problemas ambientais identificados.
A posição crítica não se limitou à Moita. O Plano de Atividades e Orçamento da Simarsul para 2026 acabou por ser reprovado por unanimidade pelos municípios presentes na votação.
Para a autarquia, esta tomada de posição representa um sinal claro de exigência política e ambiental. "A Câmara Municipal da Moita mantém o seu compromisso com a defesa do património natural e com uma gestão pública transparente", reforça o município.
A autarquia sublinha ainda que não pode aprovar documentos que ignorem o impacto real que o funcionamento do sistema de saneamento tem na qualidade de vida das populações e na proteção do rio Tejo.
Durante a assembleia, o município tomou posições distintas nas diferentes deliberações em discussão.
A Câmara da Moita votou favoravelmente a aplicação dos saldos positivos de 2025, defendendo que os lucros da empresa sejam totalmente direcionados para intervenções no terreno.
Em sentido contrário, votou contra a apreciação geral da administração e fiscalização, expressando o descontentamento com a falta de respostas concretas aos problemas ambientais identificados.
A posição crítica não se limitou à Moita. O Plano de Atividades e Orçamento da Simarsul para 2026 acabou por ser reprovado por unanimidade pelos municípios presentes na votação.
Para a autarquia, esta tomada de posição representa um sinal claro de exigência política e ambiental. "A Câmara Municipal da Moita mantém o seu compromisso com a defesa do património natural e com uma gestão pública transparente", reforça o município.
A autarquia sublinha ainda que não pode aprovar documentos que ignorem o impacto real que o funcionamento do sistema de saneamento tem na qualidade de vida das populações e na proteção do rio Tejo.
Paulo Jorge Oliveira
Fotografia: Paulo Jorge Oliveira

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