Estrada vital entre Seixal e Sesimbra volta a respirar após caos das chuvas

Depois da inundação, EN 378 reabre e devolve mobilidade a milhares de condutores

Depois de vários dias marcados por fortes chuvadas e constrangimentos rodoviários, a EN 378, eixo fundamental entre Seixal e Sesimbra, voltou a abrir ao trânsito no domingo após terem sido criadas "condições mínimas de circulação". A reposição da circulação surge após intervenção com apoio direto da Câmara Municipal do Seixal, que disponibilizou maquinaria, meios humanos e materiais para acelerar os trabalhos.
Reabertura da EN 378 após intervenção de emergência

A reabertura da Estrada Nacional 378 acontece numa altura em que a população procurava soluções urgentes de mobilidade, sobretudo após o pedido feito pela autarquia ao Governo para isentar temporariamente as portagens na A33. A medida pretendia reduzir o impacto causado pelo corte da via principal, especialmente para os habitantes de Fernão Ferro e restantes utilizadores afetados.
Segundo a Câmara Municipal do Seixal, o encerramento da estrada aconteceu no sábado, depois de as fortes chuvadas provocarem uma inundação que causou danos no piso e o colapso das bermas, tornando impossível garantir condições de segurança para a circulação automóvel.

Autarquia avançou quando entidade responsável não conseguiu intervir
De acordo com comunicado municipal, a Infraestruturas de Portugal, entidade competente para a intervenção, não tinha capacidade para iniciar de imediato todas as obras necessárias. Perante este cenário, a autarquia decidiu avançar com apoio operacional para tornar a via transitável com a maior rapidez possível, objetivo que foi alcançado durante a tarde de domingo.
Para o presidente da Câmara Municipal do Seixal, Paulo Silva, esta intervenção "demonstra que a autarquia não se demite das suas obrigações naquele que é o seu território, estando sempre disponível para trabalhar em prol dos munícipes do concelho do Seixal".
O autarca sublinha ainda que a EN 378 assume um papel estratégico, garantindo ligação entre os concelhos do Seixal, Almada e Sesimbra. Trata-se também de uma via essencial para a população local, sobretudo em Fernão Ferro, sendo utilizada diariamente para deslocações profissionais, escolares, acesso a serviços de saúde e comércio.

Apelo ao Governo para obras estruturais na via
Face à importância desta estrada, Paulo Silva defende que "era urgente que a circulação reabrisse o quanto antes e com condições de segurança". O presidente da autarquia deixou ainda um apelo direto ao Governo para que avance rapidamente com obras de requalificação definitivas.
O autarca aproveitou ainda para agradecer aos trabalhadores municipais, salientando que "têm desenvolvido um esforço contínuo na resolução das ocorrências registadas, garantindo a segurança da população e a reposição gradual da normalidade nas áreas afetadas". O reconhecimento foi também estendido às forças de segurança e equipas de proteção civil.

A33 tornou-se alternativa principal durante o corte
Durante o período de encerramento da EN 378, a A33 passou a funcionar como principal alternativa viável de mobilidade entre as localidades afetadas. A autarquia explicou que, em muitos casos, não existiam percursos alternativos com níveis semelhantes de segurança e tempo de viagem.
Paulo Silva alertou ainda que "a manutenção da cobrança de portagens na A33 representa um encargo acrescido e inevitável para os munícipes, que se veem obrigados a utilizar esta via como consequência direta de uma situação alheia à sua vontade".

Agência de Notícias 
Fotografia: CM Seixal 

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