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sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Produtores de Sesimbra recebem 100 macieiras

Árvores para promover e valorizar a maçã camoesa 

O Centro de Apoio à Incubação de Empresas de Sesimbra acolheu a entrega de 100 macieiras da variedade Camoesa ou Férrea Azoia a três produtores do concelho de Sesimbra, no âmbito do Prémio Maçãs Camoesas da Azoia.  O primeiro prémio foi entregue a Bruno Raimundo, que foi contemplado com 50 macieiras, prontas a plantar. Nos lugares imediatos classificaram-se Luís Marto, que recebeu 30 novas árvores, e Raul Gaspar, premiado com 20. Esta é uma variedade de maçã que só "cresce" no concelho de Sesimbra, na região da Azoia, próximo do Cabo Espichel, na freguesia do Castelo.

Lançado em Outubro de 2019, o Prémio Maçãs Camoesas da Azoia destinou-se a agricultores com atividade agrícola, e que manifestaram vontade de apostar na produção e transformação desta variedade de maçã tradicional da região de Sesimbra.
As macieiras foram agora entregues porque esta altura do ano é considerada ideal para a plantação da maioria das árvores de fruto, uma vez que estas se encontram em repouso vegetativo, as temperaturas são mais baixas, e a necessidade de água é muito menor.
De referir que este prémio foi promovido pela Associação de Desenvolvimento Regional da Península de Setúbal, no âmbito do Orçamento Participativo Portugal 2017, com o "objetivo de promover e incentivar a produção e transformação da variedade de Maçã Camoesa ou Férrea Azoia - Sesimbra, enquanto produto regional de qualidade, envolvendo os atuais e novos produtores, e contribuindo para a melhoria do rendimento da atividade agrícola", explicou a Câmara de Sesimbra. 

A história de uma maçã única
Produzida na região da Azoia, próximo do Cabo Espichel, na freguesia do Castelo, a Maçã Camoesa distingue-se pela mancha avermelhada na face de maior incidência do sol, sobre um fundo amarelo, e pela polpa ácida, de cor branca e consistência firme. Embora seja colhida em Setembro, é comum ficar a amadurecer durante algumas semanas, para ser consumida durante o inverno. Carateriza-se pela consistência da polpa, por ser rica em ferro, e pela acidez, que diminui o seu grau de maturação
Para além desta particularidade, tem níveis de antioxidantes e polifenóis muito superiores aos das restantes, segundo um estudo realizado pelo professor Agostinho Carvalho, da Universidade Egas Moniz, do Monte da Caparica.
É por isso é recomendada a doentes anémicos e diabéticos. Para divulgar esta variedade de Sesimbra junto do público em geral e despertar o interesse de novos agricultores, contribuindo assim para aumentar a sua produção de modo tradicional, a Câmara Municipal, em parceria com a Junta de Freguesia do Castelo e Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo, realiza desde 2013, no primeiro fim de semana de Outubro, uma mostra dedicada à Maçã Camoesa.

Agência de Notícias 
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