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quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Igreja de Santa Margarida da Serra é monumento nacional

Estado classifica igreja como Monumento de Interesse Público

A Igreja de Santa Margarida da Serra, no Concelho de Grândola, está classificada como Monumento de Interesse Público, de acordo com a portaria emitida pelo Gabinete da Secretária de Estado da Cultura que foi publicada em Diário da República. Para o município de Grândola esta classificação, que eleva a monumento de interesse público a Igreja de Santa Margarida da Serra, incluindo o património móvel integrado,  reveste-se de enorme importância e vem "consolidar a política municipal de valorização e preservação do património religioso e edificado, refletindo o intenso trabalho que tem sido desenvolvido nos últimos anos em prol da salvaguarda do património e da memória coletiva", sublinha a autarquia.
Igreja é agora de interesse público 

De acordo com a portaria, a primitiva Igreja de Santa Margarida terá sido fundada ainda no século XV, embora o templo atual date da segunda metade do século XVII, com sucessivas remodelações estruturais e decorativas nos séculos seguintes. A sua localização numa pequena e periférica povoação rural, junto à estrada que liga Grândola a Santiago do Cacém, contrasta com as influências eruditas de parte das campanhas ornamentais e do acervo pictórico e escultórico.
O conjunto edificado, cercado por muro fechado, é composto pelo corpo da igreja, antecedida por galilé coberta por abóbada de ogivas e aberta por arcos de volta perfeita, pela torre sineira, pelo batistério, pela sacristia, e por um anexo de arrumações.
O templo, de linhas vernaculares características do maneirismo nacional, alberga uma nave unificada, coberta por teto de madeira e rasgada por capelas laterais e arcos rasos com altares. Destacam-se, entre outros elementos de particular interesse artístico, o púlpito em madeira policromada, a talha, nomeadamente o retábulo-mor em policromia branca e azul, e a pintura mural do arco triunfal.
No que respeita ao património móvel integrado, refira-se o acervo maneirista de escultura policromada, a pintura em tela, ferragens e algum mobiliário.
A classificação da Igreja de Santa Margarida da Serra, incluindo o património móvel integrado, reflete os critérios relativos ao carácter matricial do bem, ao seu interesse como testemunho simbólico e religioso, ao seu valor estético, técnico e material intrínseco, à sua conceção arquitetónica, urbanística e paisagística, e à sua extensão e ao que nela se reflete do ponto de vista da memória coletiva.

Agência de Notícias 
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