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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Turismo quer apressar aeroporto no Montijo

Aeroporto da capital é “pedra no sapato do país”

O presidente da Confederação do Turismo de Portugal pede urgência na solução do Montijo. Caso contrário, o país arrisca-se a perder turistas e a passar uma imagem negativa para o exterior. Portugal estará a perder um milhão de turistas todos os anos devido à lotação do aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. A perspectiva foi traçada pelo presidente da Confederação do Turismo Português em entrevista ao Jornal de Negócios e Antena 1. "Muito provavelmente, à volta de um milhão de turistas por ano. Sabendo o que cada turista gasta e a transversalidade do turismo, imagine-se o impacto que isto tem", afirmou Francisco Calheiros. Por isso, não hesita em classificar o aeroporto de Lisboa como "uma pedra no sapato do país". A solução prevista para o Montijo só deverá chegar no primeiro trimestre de 2022, uma data que deixa o sector do turismo preocupado.
Aeroporto de Lisboa está "entupido" 

Francisco Calheiros lembra que o aeroporto "entupido" está a gerar danos negativos na imagem do país e dá o exemplo das filas criadas no controlo de passaportes. A responsabilidade, diz, é do Governo, a quem pede para não "privilegiar determinados interesses corporativos".
A solução prevista para o Montijo só deverá chegar no primeiro trimestre de 2022, uma data que deixa o sector do turismo preocupado. Francisco Calheiros considera que é urgente tomar uma decisão e fazer avançar o projecto.
Recorde-se que os números do setor têm impressionado. Portugal nunca foi tão procurado por turistas. Por outro lado, também tem aumentado muito o número de pessoas, em todo o mundo, que escolhe o avião como meio de transporte. De acordo com a FlightRadar24, que monitoriza o tráfego aéreo, só no dia 29 de Junho, 202 mil 157 aviões cruzaram os céus. Nunca se tinham registado tantos voos e pode mesmo falar-se de “hora de ponta acima das nuvens”. No pico do dia mais movimentado estiveram no ar mais de 19 mil aviões. Recorde-se que, por norma, Agosto é o mês em que se regista mais tráfego aéreo. Mas nunca tinham sido detetados mais de 20 mil voos em apenas um dia.
Portugal tem atraído cada vez mais turistas. Seja pelo sossego, pela paisagem ou pela segurança, a verdade é que o país está cada vez mais na rota das preferências de quem escolhe o melhor local para passar uns dias de férias. Prova disso tem sido o aumento de voos internacionais que têm cidades portuguesas como destino. Basta uma pesquisa rápida na Internet para constatar o aumento do número de lugares em viagens com destino a cidades portuguesas.
A moda começou a intensificar-se em 2015. O aumento da procura de Portugal como destino já levou o aeroporto de Lisboa ao limite. No início deste mês, por exemplo, chegou a trabalhar com 38 movimentos por hora, entre descolagens e aterragens, o que significa o máximo da atual estrutura. Recorde-se que, no ano passado, o aeroporto da capital recebeu 27 milhões de passageiros e, em Maio deste ano, já tinha passado a barreira dos 11 milhões.

Aeroporto pode vir tarde demais 
De acordo com António Costa, “um novo consenso nacional” de arrependimento por não se ter avançado antes com um novo aeroporto internacional. “Hoje, creio, há um novo consenso nacional, arrependidos de não ter feito a tempo e horas aquilo que hoje já estamos numa luta para tentar recuperar, que é o país ter um novo aeroporto internacional com capacidade de dar resposta àquilo que é a oferta do turismo no nosso país”.
Esta reação surgiu, durante o mês de Maio, numa altura, em que foi revelado que o estudo de impacte ambiental, pedido pela ANA Aeroportos, para o futuro aeroporto do Montijo, estipula que os impactes encontrados são pouco significativos, não colocando em causa a localização do novo aeroporto.
Francisco Calheiros lembra agora que o aeroporto "entupido" está a gerar danos negativos na imagem do país e dá o exemplo das filas criadas no controlo de passaportes. A responsabilidade, diz, é do Governo, a quem pede para não "privilegiar determinados interesses corporativos".
A solução prevista para o Montijo só deverá chegar no primeiro trimestre de 2022, uma data que deixa o sector do turismo preocupado. Francisco Calheiros considera que é urgente tomar uma decisão e fazer avançar o projecto.

Agência de Notícias 

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