Dá um Gosto ao ADN

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Arrábida com projeto para atuar em caso de incêndio

Parque Natural tem projeto com agentes para limpeza, vigilância e intervenção

O Parque Natural da Arrábida tem um projeto piloto que integra uma equipa de agentes florestais para ajudar na limpeza da área e reforçar a vigilância e primeira intervenção em caso de incêndio, disse a sua responsável. “Temos um projeto piloto de renaturalização de espaços e de silvicultura preventiva que estamos a ultimar com os municípios e a Secretaria de Estado [da Conservação da Natureza] para ser lançado ainda durante este ano”, avançou à agência Lusa a diretora do Parque, Maria de Jesus Fernandes. Através daquele projeto, o Parque terá “novas ferramentas” que ajudarão na gestão de alguns espaços.
Arrábida com plano contra incêndios 

Trata-se de “uma equipa do Corpo Nacional de Agentes Florestais, de operacionais que possam intervir”, quer ajudando a limpar, e até na gestão de “alguns bosquetes de azinheiras e outras espécies relevantes, durante o inverno, mas também na limpeza dos aceiros e dos caminhos”, explicou a responsável.
Durante o verão, aquele grupo vai ser “mais uma equipa de reforço na vigilância e na primeira intervenção em fogos florestais”, apontou, recordando que, na Arrábida não há, por enquanto, uma equipa de sapadores florestais.
O Parque Natural da Arrábida, que integra a área marinha protegida Professor Luiz Saldanha, foi o local escolhido para assinalar o Dia Nacional da Conservação da Natureza, comemorado no sábado. A data da sua criação, através da publicação de um diploma, em 1976, coincide com aquela efeméride.
Este ano a opção para as ações de aniversário, foi ir para o Cabo Espichel, já que as praias, a zona central da serra da Arrábida, têm muita gente e atividade no fim de semana e aquela estrutura “tem um encanto muito particular também”, segundo Maria de Jesus Fernandes.
Será realizado um percurso interpretativo chamando a atenção para os valores naturais e a apresentação de um livro digital que, em mais de 100 páginas, junta depoimentos de diferentes pessoas que foram importantes na vida do parque natural, como antigos presidentes do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, sobre o passado, mas também acerca das perspetivas de futuro para a Arrábida.
Os visitantes deste parque, que se estende pelos municípios de Setúbal, Sesimbra e Palmela, procuram principalmente o contacto direto com a natureza e desfrutar da paisagem. Alguns grupos também procuram observar espécies de flora ou fauna, ou a floresta mediterrânica característica.
Devido ao enorme afluxo de automóveis àquelas praias, a Câmara de Setúbal, através de um protocolo com a Agência Portuguesa do Ambiente, instalou um método de controlo, não do acesso de pessoas, mas do estacionamento e do acesso de viaturas a determinadas zonas.
Ainda acerca da proteção do parque contra os fogos florestais, Maria de Jesus Fernandes realçou o diálogo permanente entre as três autarquias, sendo a prevenção uma preocupação constante, desde os projetos de abertura e arranjo de caminhos florestais, que possam facilitar o acesso e combate em situações de incêndio, aos projetos de vigilância.
A responsável apontou a importância da revisão da Estratégia Nacional de Conservação da Natureza, para vigorar até 2030, publicada no início de maio.
“A política de conservação da natureza não é apenas uma responsabilidade do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas e não deve ser apenas obtida através do nosso papel nas áreas protegidas, e mesmo nas áreas classificadas, tem de ser uma política transversal”, defendeu, acrescentando que Portugal ocupa um lugar muito importante a nível internacional e europeu em matéria de conservação da biodiversidade.

Agência de Notícias com Lusa

0 comentários:

Enviar um comentário

Cartão de Visita do Facebook

Anúncios

Se quiser anunciar neste site entra em contato com publicidadeadn@gmail.com
 
ADN-Agência de Notícias | por Templates e Acessórios ©2010