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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Autarcas de Santiago do Cacém querem Ferrovia

Ferrovia entre Sines e Madrid favorece Santiago do Cacém 

O presidente da Câmara  de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha, esteve reunido com a Administração do Porto de Sines, no dia 27 de Janeiro, com as questões da ferrovia a nível regional no topo da agenda. O autarca defende que “tudo aquilo que está relacionado com o crescimento do Porto de Sines reflete-se positivamente na região, do ponto de vista do desenvolvimento económico”. No entanto, apesar da obra ser estratégica para a região e para o país, o Secretário de Estado dos Transportes reafirma que a obra - a ser feita - só arranca no terreno a partir de 2015 e dependerá da opinião dos empresários e do quadro de apoio comunitário. 



Câmara de Santiago reuniu-se com Administração do Porto de Sines 
Num encontro que incidiu também nos impactos económicos para o município de Santiago do Cacém e para a região, motivados pelo crescimento registado pelo Porto de Sines em 2013, Álvaro Beijinha sublinha o caráter “absolutamente fundamental da ferrovia para o Porto de Sines”, naquele que foi um dos temas centrais da reunião com os responsáveis da Administração do Porto de Sines (APS). A Câmara de Santiago do Cacém quer recuperar um assunto vital para o desenvolvimento socioeconómico da Região e o objetivo primordial é “que as mercadorias possam chegar a Espanha o mais rapidamente possível, mas salvaguardando questões que a autarquia de Santiago do Cacém já teve ocasião de colocar há alguns anos atrás”, assentes numa “estratégia regional, com um traçado que não ponha em causa um conjunto de valores, em particular ambientais” – com a questão do montado à cabeça – “mas também ao nível do planeamento urbanístico”.
Álvaro Beijinha recorda que “na altura a Câmara contestou o facto de haver uma divisão entre as duas cidades. Houve reuniões com a REFER e tivemos oportunidade de apresentar alternativas e expor as nossas críticas em relação ao traçado que foi apresentado”.

Crescimento acima da média 
O presidente da Câmara de Santiago entende que “tudo aquilo que está relacionado com o crescimento do Porto de Sines reflete-se positivamente na região, do ponto de vista do desenvolvimento económico” e assegura estar atento à situação: “em Santiago do Cacém, temos de saber tirar partido da melhor forma”, sendo para isso condição fundamental “acompanhar de muito perto a realidade do Porto de Sines”. Álvaro Beijinha teve oportunidade de visitar o Terminal XXI, que prepara para breve o início de uma obra de alargamento das suas infraestruturas, intervenção que se afigura como decisiva “do ponto de vista daquilo que é o crescimento do Porto de Sines e da criação de postos de trabalho”.
O Porto de Sines tem registado uma evolução significativa nos últimos tempos e os números de 2013 não deixam margem para dúvidas: “há efetivamente um grande crescimento e isso tem um impacto muito positivo na Região e em particular no Concelho de Santiago do Cacém, pois grande parte da mão de obra que lá trabalha reside no nosso Concelho”.

Obra só para lá de 2015 
Sérgio Monteiro defende obra em 2015
A ligação ferroviária de alta prestação entre Sines e a fronteira espanhola só estará pronta depois de 2015, e dependerá da opinião dos empresários e do quadro de apoio comunitário, disse recentemente o secretário de Estado dos Transportes.
"Mais do que colocar datas é importante garantir que há coerências dos planos. Quer Portugal quer Espanha tiveram necessidades de rever planos dos governos anteriores, porque esses planos estavam desadequados da realidade económica", disse Sérgio Monteiro.
"Estamos comprometidos em ter um plano que seja executável, viável e que tenha impacto e apoio na economia", insistiu o governante português depois de uma reunião com a ministra do Fomento espanhol, Ana Pastor, em Madrid em que participou também o ministro da Economia, Antonio Pires de Lima.
Será, insistiu, um projecto com "contas, com orçamento e com objectivos", que procurará "ouvir dos empresários o que é importante para a competitividade", com o Governo a "tomar decisões políticas ouvindo a sociedade".
"Os portugueses estão cansados de ouvir o Governo a decidir sem ouvir a economia e depois a economia a dizer que o dinheiro que o Governo gastou não tem nenhum impacto positivo para a competitividade", afirmou Sérgio Monteiro.

Agência de Notícias
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