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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Centros de Saúde encerram para almoçar

Centros de saúde em Lisboa e Setúbal vão fechar para almoço

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) alertou esta quarta-feira para "o encerramento" de muitos centros de saúde em Lisboa, Setúbal e Santarém à hora de almoço, a partir desta semana, devido à obrigatoriedade de estes profissionais pararem durante uma hora para almoçar, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital. Os Enfermeiros estão contra imposição de pausas de almoço nos centros de saúde e já agendaram uma greve para dia 15 nos três distritos visados pela directriz da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.


Enfermeiros obrigados a parar na hora de almoço 

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) contesta as pausas forçadas para almoço e acusa a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) de impor o fecho dos centros de saúde, a partir desta semana, à hora de almoço.
Até agora, os enfermeiros assumiam a manutenção dos cuidados de saúde sem interrupção, correspondendo aos “muitos utentes que aproveitam a hora de almoço para ir ao centro de saúde”, contando com a disponibilidade total do enfermeiro, explicou à Lusa o dirigente do SEP José Carlos Martins.
Esta alteração prende-se com o fim da jornada contínua, de que os enfermeiros beneficiavam há 22 anos e que permitia que estes profissionais, dispondo de 30 minutos para a sua refeição, permanecessem contudo nos serviços, mantendo a sua disponibilidade para a prestação dos cuidados, "salvaguardando sempre as situações de urgência".
O SEP acusa a ARSLVT de ter decidido "arbitrariamente encerrar serviços" e responsabiliza-a "pelas situações de risco que possam resultar deste encerramento de cuidados de saúde".
Para José Carlos Martins, esta situação não tem sequer a vantagem de garantir mais apoio ao final do dia (visto que os enfermeiros passam a sair mais tarde), pois essa cobertura já estava assegurada com o desfasamento de horários dos enfermeiros, que permitia a cobertura completa do dia.
"Agora, os enfermeiros passam a sair mais tarde, mas o período de almoço fica descoberto. Os enfermeiros interrompem uma hora para almoço, o que significa que, independentemente de as portas do centro de saúde estarem abertas, não há enfermeiros, nem funcionários", acrescentou.

Medida não é para todos
José Carlos Martins especificou contudo que esta medida não é para todos os enfermeiros, apenas para aqueles a quem foram dadas orientações nesse sentido.
Assim, acontece que alguns agrupamentos de centros de saúde (ACES) inteiros ficam encerrados à hora de almoço e há outros casos em que não abrange todo o universo do ACES, encerrando apenas algumas unidades.
A Administração Regional de Saúde já disse que a aprovação dos diversos horários não acarretará "quebra ou diminuição dos cuidados de saúde".
Para o dia 15 estão agendadas greves de enfermeiros nos distritos de Lisboa, Setúbal Santarém contra a "imposição de medidas pelo Governo".

 Agência de Notícias 

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