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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Violência sobre mulheres em Setúbal e Barcelos

Homens atacam a tiro mulheres e filhas


Os casos de violência doméstica continuam a ser notícia de norte a sul de Portugal. Esta semana, em Setúbal, um homem disparou para matar a mulher. Felizmente o tiro falhou e terá sido a filha – também ela ameaçada de morte – a salvar a mãe. A mulher foi hospitalizada e o homem foi detido e preso no hospital prisão de Caxias. Em Barcelos, uma jovem de 20 anos foi atingida a tiro pelo padrasto que queria atirar sobre a mulher com quem vivia. Neste caso, o homem está em fuga.

Semana marcada por duas tentativas de homicídio  sobre mulheres 

A discussão entre Alcides e Rita Tavares começou à hora de jantar, há uma semana, em Setúbal. E já no quarto, o homem de 48 anos pegou numa pistola e atirou à cabeça da mulher, que sobreviveu porque a bala a ter atingido apenas numa orelha. Depois, Alcides ainda ameaçou de morte a enteada. Já na segunda-feira, uma jovem de 20 anos foi mesmo atingida a tiro pelo padrasto em Barcelos.
Neste último caso, Manuel, 60 anos, não aceitou a separação da mulher, que se mudou nesse dia para a casa da filha. O agressor pegou numa arma de fogo e, mal chegou a casa da enteada, disparou um tiro para acertar na mulher, Conceição. Sara, 20 anos, meteu-se à frente para proteger a mãe e foi atingida no ombro. O agressor fugiu.
Já em Setúbal, a bala acertou de raspão em Rita Tavares, de 45 anos, empregada de um café na cidade. A vítima teve de ser transportada para o hospital. Enquanto isso, o agressor, reformado por invalidez, era detido pelos investigadores da Polícia Judiciária. Já está preso, no hospital-prisão de Caxias.
Maria, 28 anos, filha da vítima, escapou sem ferimentos e conseguiu salvar a mãe. "Nós nem sabíamos que ele tinha uma arma em casa. Era uma pessoa pacífica, nunca nos contou que comprara a pistola, e ele e a minha mãe nunca tiveram discussões fora do normal", contou a jovem ao jornal Correio da Manhã. Na PSP não existiam registos de queixas de violência contra Alcides Tavares.
"Quando ouvi o tiro, saí do meu quarto e fui ter com a minha mãe. O meu padrasto estava transtornado e ainda me ameaçou de morte", diz Maria. Alcides trabalhava na construção civil até lhe ser diagnosticada, há cinco anos, uma meningite, que lhe afectou o cérebro e o deixou praticamente surdo. Desenvolveu uma depressão nervosa. 

Agência de Notícias 

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