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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Linha de Cascais pode ser entregue a privados em 2013

Linha do Sado também pode ser entregue a consórcio privado no próximo ano  

O Governo prepara-se para concessionar a linha ferroviária de Cascais a privados no próximo ano. Carlos Carreiras, presidente da Câmara de Cascais, mostra-se favorável a esta solução, face à falta de capacidade de investimento do Governo e da CP. Em entrevista ao jornal Público, José Benoliel, confirma que no pacote de concessões dos transportes suburbanos previstos está feito e inclui a eventual concessão da linha Barreiro – Setúbal a privados. 

Linha de Cascais pode ser gerida por privados já em 2013
“No ano 2013 é possível iniciar-se a concessão ou privatização da própria linha”, afirmou o presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, em declarações à SIC. O modelo ainda não está definido e está dependente de um estudo que o Governo terá de concluir, lembrou o autarca.
Esta semana, o presidente da CP, afirmou em entrevista ao jornal Público, que a linha de Cascais não poderia ser englobada no mesmo pacote de concessão dos suburbanos de Lisboa. “Ao nível da CP Lisboa há situações diferentes. A linha de Cascais é a mais sui generis, mas temos as linhas de Sintra, Azambuja e Barreiro-Setúbal onde não há problemas de obsoletismo do material circulante, nem de infraestrutura, nem de alimentação elétrica. Por isso, quem se candidatar à exploração dos suburbanos, exceto Cascais, poderá fazê-lo sem as necessidades nem as eventuais imposições de investimento que seriam exigidas a uma candidatura para aquela linha”, afirmou José Benoliel.
Na mesma entrevista o presidente da CP sublinhou que “não há dinheiro para comboios novos, e que é necessário prolongar o período de vida dos atuais comboios” mas assumiu que “isso é feito com muitas dificuldades, nomeadamente na linha de Cascais onde o material já está muito velho. A segurança está garantida e as condições mínimas de conforto também. Mas temos um problema de disponibilidade de material porque o período de imobilização em oficina é longo e nós não temos outro material para o substituir. Repare que o material da linha de Cascais é alimentado eletricamente a uma voltagem que o resto da rede ferroviária não tem e, portanto, é o que temos”, afirmou.
A linha de Cascais tem 123 anos de vida e faz a ligação, em cerca de 25 quilómetros, entre a vila de Cascais e o Cais do Sodré.

Câmara de Cascais concorda com proposta
Em resposta à entrevista, o autarca de Cascais lembra que, segundo o memorando da “troika”, as questões ferroviárias têm de estar resolvidas até final de 2013 e, no caso da linha de Cascais, é necessário um grande investimento, sobretudo, na renovação de carruagens.
Questionado se o cenário da privatização ou concessão foi apresentado pelo Governo, o autarca diz saber que “é um dos modelos” em cima da mesa.
“Mas não é preciso discorrer muito para se entender que, não havendo capacidade de investimento por parte do Governo português, não havendo capacidade de financiamento por parte da CP, a única solução que resta é captar investimentos privados e para captar esses investimentos privados um dos modelos é, precisamente, a concessão”, afirma Carlos Carreiras.
O presidente da Câmara de Cascais diz que esta solução não o “choca absolutamente nada” e recorda que “a concessão ou até, eventualmente, uma privatização vem um pouco ao encontro daquilo que foi o nascimento da linha”.
Carlos Carreiras disse ainda à Rádio Renascença que a autarquia tem estado em contacto com Governo para debater este assunto.


Agência de Notícias 

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