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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Violência contra a austeridade chegou a Lisboa


7 arguidos, 15 detidos para identificação e 48 feridos


O balanço da manifestação dá conta de sete manifestantes detidos (já constituídos arguidos) pelo crime de desobediência, que serão presentes hoje em tribunal. As autoridades registaram ainda 48 feridos - 21 elementos da PSP e 27 manifestantes. A polícia deteve também para identificação 15 jovens junto à estação dos comboios do Cais do Sodré, após a segunda carga de ontem sobre os manifestantes, que tinham sido repelidos da praça junto ao Parlamento.

No final da Greve Geral muito jovens provocaram polícia à pedrada 

A PSP esclareceu que, na sequência dos distúrbios quarta-feira em frente ao parlamento, foram detidos sete adultos e identificado um menor por crimes de resistência e coação, desobediência e posse de arma proibida.
O porta-voz do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, subcomissário Jairo Campos, explicou à agência Lusa que o menor identificado só não foi detido porque lhe faltam 14 dias para completar os 16 anos, respondendo, no entanto, no Tribunal de Família e Menores pelos mesmos crimes dos sete adultos detidos.
Os detidos serão conduzidos esta quinta-feira de manhã ao Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa para primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação.
Além destes, a PSP identificou mais 20 pessoas, das quais também um menor de idade, suspeitos de terem participado nos distúrbios em frente à Assembleia da República, em dia de greve geral promovida pela central sindical CGTP, atirando pedras contra o contingente policial ali montado e incendiando caixotes do lixo, o que motivou uma carga policial.
A polícia está a procurar imagens e testemunhos que possam identificar os suspeitos a provocar os distúrbios, para proceder depois à constituição como arguidos.

Retrato de uma cidade despida...
Caixotes do lixo a arder, montras partidas e carros vandalizados 

Horas depois da carga policial e dos confrontos com os manifestantes em frente ao Parlamento, restavam pedras, vidros partidos e caixotes do lixo carbonizados nas imediações de São Bento, onde a polícia se manteve noite dentro.
A escadaria em frente à Assembleia da República ficou pejada de pedras arrancadas à calçada que foram arremessadas contra os agentes do Corpo de Intervenção da PSP durante a manifestação. Muitos vidros de garrafas atiradas contra os polícias ficaram também espalhados pelos degraus, pintados de roxo e cor–de-rosa pelos balões cheios com tinta que também foram arremessados.
Na avenida Dom Carlos I, para onde se espalharam os confrontos entre polícias e manifestantes depois da carga, os Sapadores Bombeiros removiam os restos carbonizados dos muitos caixotes de lixo e vidrões postos no meio da rua e incendiados pelos manifestantes.
Uma moradora questionava-se, incrédula, "como é que eles tiveram força para arrancar [os vidrões] do chão". "Olhe, pode ser que nos ponham aí uns novos, como a gente queria", respondia-lhe um vizinho.
Uma agência da Caixa Geral de Depósitos ficou com as portas e janelas de vidro completamente destruídas pelas pedras atiradas por manifestantes. No fim da avenida D. Carlos I, algumas pedras atingiram também um restaurante de "fast-food", que teve de encerrar.
Ali perto, alguns semáforos e sinais de trânsito foram arrancados do chão e deitados por terra e reclamos luminosos com os vidros estilhaçados.
O cenário de destroços queimados e montras partidas repete-se por algumas transversais e pela avenida 24 de Julho, por onde os manifestantes foram lançando fogo a caixotes à medida que as sucessivas cargas da PSP os iam dispersando.
Junto ao Cais do Sodré, alguns manifestantes recuperavam o fôlego e trocavam relatos sobre os acontecimentos da tarde, numa esplanada.
No largo de Santos, vários agentes do Corpo de Intervenção faziam o mesmo, enquanto fumavam um cigarro, junto às carrinhas que ali permaneciam estacionadas.
De acordo com o balanço provisório da PSP, ambos os lados têm mazelas para mostrar deste dia de protestos.
Regressada a calma à capital, há trabalho de sobra nas imediações de São Bento para pelo menos duas classes profissionais: os cantoneiros de limpeza e os calceteiros que hoje regressam ao trabalho depois da greve geral de ontem.

Agência de Notícias 

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