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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Centenas de estudantes marcham contra o orçamento


"Este Governo não tem educação"

Várias centenas de alunos do Ensino Superior partiram, esta quinta-feira, cerca das 15.15 horas do Marquês de Pombal rumo ao parlamento, numa marcha de protesto contra os cortes no setor previstos no Orçamento do Estado que os deputados estão discutir.

Centenas de Estudantes saíram  hoje à rua a protestar contra OE2013

Concentrados desde cerca das 14.30 horas ao fundo do Parque Eduardo VII, os manifestantes vieram de Lisboa, Porto e de outras instituições do país, como a Universidade do Minho, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro ou Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha.
Bruno Pacheco, estudante de arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), disse à agência Lusa que o protesto tem por alvo medidas como os "cortes nas bolsas, os atrasos no seu pagamento e os critérios injustos para a sua atribuição".
Com outros alunos, segura uma faixa dirigida aos deputados, com a inscrição "A FLUP chumba o vosso orçamento".
A seu lado, Cláudia Campos, da Faculdade de Direito da Universidade do Porto, afirmou que este Governo está "mais preocupado em pagar os juros à troika do que com a Educação". E assim, prosseguiu, "o ensino nunca será digno e gratuito como estabelece a Constituição da República Portuguesa".
Questionado sobre a ausência da Federação Académica do Porto e das principais associações académicas nacionais, Bruno Pacheco afirmou: "A FAP mostra sempre esta atitude, retrai-se e esconde-se na toca". "A austeridade não leva a lado nenhum. Os estudantes têm de marcar uma posição na sociedade e porem-se ao lado das pessoas que já estão num ponto de saturação", justificou.

Falta de associações estudantis retira mais força
Joana Baião, aluna de mestrado em psicologia cognitiva e proteção de menores no ISCTE- Instituto Universitário de Lisboa, lamentou "o aumento constante" das propinas, indicando que para os alunos de mestrado este valor já é superior a 3 mil euros, o que impossibilita muitas pessoas de continuar os estudos.
Relativamente à ausência de associações académicas, admitiu que "retira alguma força a este protesto", mas salientou que numa democracia todos têm direito à sua posição.
Da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Miguel Troncão, segurava um cartaz em que se lia "A fusão não é solução", em referência ao projeto de união da Universidade de Lisboa com a Universidade Técnica de Lisboa. "As universidades vão juntar-se, mas isso não vai trazer mais dinheiro. Só vai trazer gastos maiores", disse.
Este aluno de estudos ingleses afirmou que não faltam razões aos estudantes universitários para protestarem, desde o fim dos passes para estudantes, ao aumento das propinas para ajudar os alunos mais carenciados, uma medida da sua faculdade que considera errada porque "esse não é o trabalho dos alunos".
Relativamente à posição das associações académicas, Miguel Troncão afirmou que esperar nesta altura "não vai trazer nada". "Outras lutas se fizeram, e a tanto custo, para ter poucos ou nenhuns direitos. Esperar é o mesmo que estar parado e vir à luta é a única opção", declarou.
No trajeto para a Assembleia da República, os estudantes gritam palavras de ordem como "A propina dói" e "este Governo não tem educação".

Agência de Notícias 

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