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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O concentradíssimo Paulo Futre

Criticas Soltas - by Joana Teófilo Oliveira
O concentradíssimo Paulo Futre

Poucos dos que se desmancharam a rir, há uns meses, com a célebre conferência de imprensa de Paulo Futre em vésperas da eleição no Sporting imaginaram o potencial televisivo que ali estava. Se dentro do campo Futre era um virtuoso, com uma câmara de televisão pela frente Paulo Jorge dos Santos Futre revelou-se um diamante em bruto. Mas é mesmo assim, por lapidar, que ele é especial. Sem adornos nem rodeios e uma imensa espontaneidade, temperada com pontapés na gramática e bofetadas na fonética. E também com um gosto militante pelo próximo, que não é apenas o seu amigo ou conhecido, mas toda a espécie humana.



Futre tem apetite pela vida e pelas pessoas – assim, em geral – e manifesta-o sem qualquer pudor. Está nos antípodas do cínico e por isso deixa-nos perplexos, como dantes deixava os defesas-direitos de rins partidos e rabo no chão. O programa que agora tem na TVI24, terças à noite, é imperdível. Futre, lado a lado com o jornalista Sousa Martins (o “mano Sousa”), é o verdadeiro one man show: disseca as suas fintas e golos, endeusa presidentes, companheiros e adversários, gesticula com firmeza e precisão, ameaça revelações bombásticas, angaria empregos para o povo, limpa a alma com sucessivos actos de contrição, dá um calduço ao filho, mascara-se de Al Capone, busca o tempo perdido e entretém-nos durante hora e meia. Tudo isso em menos de uma hora!
Jean-Luc Godard disse um dia, pela voz de Samuel Fuller, que o cinema é, numa palavra, “emoção”. A boa televisão também o deve ser. Para variar da crise, da troika e dos repetitivos painéis de tudólogos, nada como a alegria viral de Paulo Futre. E  contagia!

Uma breve nota acerca da ponte do Carnaval e feriados: Parece-me incrível que ainda houvesse pessoas convencidas que esta podia/devia existir. Em tempos de crise temos de ser mais proactivos e antecipar os acontecimentos... nunca ficar reféns da decisão de externos.
Já agora porque é que não mudamos completamente a forma de olhar para os feriados? Eliminamos todos e cada cidadão fica com uma bolsa de dias (por exemplo 5) para eventos religiosos e nacionais nos quais queira participar. Assim, judeus e muçulmanos podem celebrar os feriados da mesma maneira que católicos. Assim, cada um celebra os feriados que considera relevantes em vez de lhes serem “impostos” pelo Estado português ou pelo Vaticano. 



Joana Teófilo Oliveira
Estudante de Ciências da Educação
Quinta do Anjo 


(Escreve todas as segundas-feiras na rubrica Criticas Soltas)




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