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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Barreirense abandona o jogo


O Palmelense - Barreirense, a contar para a quarta jornada do Campeonato Distrital de Futebol, ficou marcado pelo abandono do campo, por parte dos jogadores do Barreirense, mesmo nos momentos finais da partida. Depois do segundo golo dos palmelenses, o que lhes garantiu a vitória no derby.
Os atletas do Barreirense reclamaram, alegando fora de jogo. Uma discussão que se traduziu em cartões vermelhos para dois deles, gerando uma enorme onda de contestação. É que o Barreirense já jogava, desde a primeira parte, com nove elementos. Troca de palavras nada simpáticas entre as equipas, ameaças à integridade física dos árbitros e lançamento de bolas para dentro do campo originaram uma intervenção mais significativa da GNR, incluindo o Pelotão de Intervenção. António Martins, que chegou a invadir o campo, incentivando os jogadores do Barreirense a abandonar o espaço, explicou ao Novo Impacto o porquê dessa reacção, salientado que em causa não esteve o golo nem a posição dos jogadores. “A decisão de sairmos foi porque sentimos que o árbitro iria continuar a expulsar jogadores, e o Barreirense iria ficar sem jogadores para os próximos jogos”. Segundo o membro da direcção, é inglório “alimentar o futebol”, quando “os jogos nada têm a ver com a verdade desportiva”. Mostrando-se injustiçado, acusando o árbitro de ser tendencioso e lembrou que, para além dos vermelhos, todos “os restantes jogadores foram ‘amarelados’”. Para o mesmo, o melhor caminho a seguir é abandonar todas as provas que são organizadas pela Associação de Futebol de Setúbal e integrar a da região de Lisboa.

Palmelense não entende Barreirense

Já Carlos Ribeiro, treinador do Clube de Palmela, diz não entender a atitude do Barreirense, referindo que já terminou provas com nove jogadores. Afirmou que o golo é legal e, também ele, criticou a arbitragem: “era um derby, acho que merecia uma arbitragem de outro nível, os senhores da Associação também têm de ver isso, não se pode mandar um árbitro qualquer, sem experiência”. Naturalmente contente por a equipa alcançar mais três pontos, Carlos Ribeiro contou que aspira ficar em quarto lugar no campeonato, o que já significaria uma vitória em relação à época anterior, com a quinta posição alcançada.

E o jogo...

De facto, reza a história que a culpa é sempre do árbitro e, neste caso, não houve excepção. Na primeira parte do jogo, em que as equipas igualaram o marcador por uma bola, já os ânimos estavam elevados. Os palmelenses acusavam um dos auxiliares de arbitragem de prejudicar a equipa da casa, apesar de dois jogadores do Barreirense já terem sido expulsos. Na segunda parte, sempre com o Palmelense a pressionar a baliza adversária, a equipa do Barreiro soube defender-se de várias situações de perigo: remates à baliza, pontapés de canto e livres. Alguns deles protagonizados por Ferreira, várias vezes aclamado pelo público. No entanto, foi o Pombo, pouco antes do apito final, que acabou por trazer a alegria aos adeptos de Palmela. “Foi um golo muito limpo, os do Barreirense não têm sentido de desportivismo”, disse um deles.

Helena Correia 

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