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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Seixal vai a votos com seis candidatos à autarquia

Candidatos defendem mais saúde para o concelho 

Mais do que grandes propostas para o futuro do município, o que se quer ver no Seixal, na noite eleitoral, é se a CDU perde pela primeira vez desde as eleições autárquicas de 1976 a presidência da autarquia. Improvável dizem os militantes comunistas e ecologistas que formam a coligação de esquerda. Possível, dizem os opositores a Joaquim Santos que lidera a autarquia à quatro anos. O socialista Eduardo Rodrigues, o social-democrata Manuel Pires, o bloquista Luís Cordeiro, o centrista Humberto Batardo e o representante do Pessoas-Animais-Natureza, André Nunes, são candidatos a "derrotar" o poder instalado. Em 2013, a CDU conseguiu 22 658 votos e elegeu seis mandatos. O PS ficou com três mandatos e PSD e BE com um mandato cada. 
Saúde no centro do debate político 

A PopularFM, a ADN-Agência de Notícias e o Diário da Região juntou os seis candidatos, no Fórum Seixal lotado, e ouviu as suas preocupações e prioridades para o próximo mandato. A “urgente” construção do Hospital do Seixal e a melhoria da rede de cuidados de saúde primários, através da criação dos Centros de Saúde de Corroios, Foros de Amora, Paio Pires e Pinhal de Frades, são as "áreas" prioritárias comuns a todas as candidaturas. 
Eduardo Rodrigues, candidato do PS lembrou que “as responsabilidades pelo sector da saúde são governamentais, mas mesmo assim, os concelhos têm uma palavra a dizer quando o Governo não actua, através da criação de acordos para que as situações se traduzam em realidade”. No que toca ao hospital, o socialista explicou que “o que está previsto para o Seixal é um hospital de alta resolução, isto é, que resolva os problemas do doente do princípio ao fim, mas sempre em paralelo com o Hospital Garcia da Orta”.
Na mesma linha de pensamento, o candidato do PSD, Manuel Pires reiterou que o programa do PSD Seixal inclui a implementação de um programa de saúde mental no concelho e um programa de obesidade infantil. Relativamente à questão das unidades de saúde familiares, afirmou ser “de estranhar que sendo uma prioridade da autarquia do Seixal ainda não ter avançado”.
Já Luís Cordeiro, do Bloco de Esquerda (BE) considerou “fundamental que o hospital do Seixal seja concretizado”, mas enfatizou que “devido à existência do Hospital Garcia da Orta, o centro hospitalar do Seixal não passará de um hospital de rectaguarda, desde que a rede de cuidados esteja a funcionar”.
Humberto Batardo, do CDS-PP esclareceu que se trata de “um hospital com 72 camas para 120 mil habitantes, não sendo um Hospital do Seixal, mas um pólo hospitalar relativamente ao Garcia da Orta”, acrescentando que “o mais premente no concelho seja a falta de centros de saúde”.
André Nunes, candidato do PAN - Pessoas-Animais-Natureza - à Câmara do Seixal, que considerou que “apesar de o PAN não se opor à criação do hospital, mais do que apostar numa saúde reactiva com a construção de hospitais, nós somos defensores de uma saúde preventiva”, apontando a criação de um nutricionista municipal, um plano de rastreios mensais e um passe desportivo municipal como medidas preventivas a ser aplicadas. 
A terminar, Joaquim Santos, actual presidente e candidato à autarquia (CDU) garantiu que “as equipas municipais têm trabalhado na prevenção e mobilização das crianças do 1º ciclo para a promoção de hábitos de vida saudáveis”. Sobre os cuidados de saúde primários, Joaquim Santos assegurou que “já foi protocolada a construção da Unidade de Saúde Familiar de Corroios, que terá comparticipação de fundos comunitários. Sobre o Hospital do Seixal, o caso é mais grave, mas “tenho de dizer que o equipamento resolve 80 por cento dos problemas da população. E então que venha esse equipamento, porque hoje qualquer pessoa que tenha um problema não tem resposta pública”.

Siderurgia Nacional continua a ser um problema no ambiente 
Sobre a monotorização da Siderurgia Nacional, Luís Cordeiro (BE) entende que “é fundamental colocar mais extensões da qualidade do ar e em conjunto com a autarquia”.
Já Humberto Batardo (CDS-PP) afirmou que “o CDS Seixal pediu ao grupo parlamentar para requerer um parecer ao Governo sobre a situação da Siderurgia, pois a situação de lixo visual e poluição tem de ser resolvida”.
Eduardo Rodrigues (PS) enfatizou que a Siderurgia Nacional se tratou da “questão mais abordada, quando o PS esteve na gestão da autarquia e que é importante para o concelho, mas terá que cumprir os requisitos”.
Manuel Pires (PSD) alertou para “os problemas de saúde pública, em virtude do lixo acumulado pela fábrica”. 
André Nunes (PAN) declarou que “a resposta está em ampliar as extensões de medição da qualidade do ar, perceber o impacte real nas pessoas, rectificar o que está mal ou não dar aso a que a Siderurgia continue a funcionar”.
Por fim, para Joaquim Santos, trata-se de uma questão preocupante. “Queremos riqueza e qualidade do ambiente. Já reunimos para colocar técnicos a fazer estudos sobre a qualidade do ar e ruído e nada foi feito”.

Faltam pavilhões desportivos 
Outros temas em debate prenderam-se com a falta de pavilhões desportivos no concelho e a uma situação de emprego precário nas Piscinas de Amora e Pinhal de Frades, o que para os opositores de Joaquim Santos não se coaduna com as bandeiras da CDU.
Luís Cordeiro (BE) considerou “fundamental a construção de mais pavilhões e que os restantes na posse das colectividades sejam postos ao serviço das escolas”.
Humberto Batardo (CDS-PP) insistiu no défice de pavilhões no concelho. “Todas as escolas deviam ter um e na realidade não estão a ser construídos”, culpando a Câmara do Seixal pela falta dos equipamentos.
Manuel Pires (PSD) alinhou pela mesma agulha, acrescentando que “a autarquia deveria investir na construção de mais pavilhões nas escolas”.
André Nunes (PAN) defendeu as colectividades, sugerindo “a criação de um passe desportivo municipal, isto é, um título que permita o acesso a infra-estruturas públicas e privadas com financiamento da autarquia”.
Joaquim Santos (CDU) defendeu-se das acusações, afirmando que “as colectividades assumem o papel de parceiras da Câmara”.

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