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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Moita com seis candidatos à Câmara Municipal

Requalificação urbana e potencialidades do rio Tejo no centro do debate político 

O poder local democrático existe há 41 anos, tantos quanto o tempo que as forças ligadas ao Partido Comunista - agora em coligação com "Os Verdes - estão no poder. Em 2013 conquistou 45,5 por cento dos votos e cinco mandatos que lhe garantiram uma maioria absoluta confortável. O PS veio atrás, com menos quase cinco mil votos, elegeu dois mandatos e o Bloco de Esquerda manteve-se como terceira força política no concelho. Elegeu um mandato. Os partidos de direita [PSD e CDS-PP] que concorreram sozinhos não elegeram qualquer vereador e sobrevivem apenas com dois deputados na Assembleia Municipal. Concorrem à Câmara da Moita: Ruí Garcia (CDU), Luís Chula (PS), Joaquim Raminhos (BE), Luís Nascimento (PSD/CDS-PP/MPT), Leonel Coelho (PCTP-MRPP) e Hélder Silva (PAN).
Câmara da Moita foi sempre liderada pela CDU 

A requalificação urbana do concelho e a necessidade de se aproveitar as potencialidades do rio Tejo para o desenvolvimento económico foram dois aspectos que marcaram o debate entre os candidatos da vários forças política à liderança da Câmara da Moita, que decorreu na biblioteca municipal, numa organização da PopularFM, ADN-Agência de Notícias e Diário da Região.
Em relação ao rio Tejo, Luís Chula, do PS, considera que o Tejo é “uma estrada que pode abrir caminhos”, mas lembrou que existe a limitação de só existir água em determinadas horas do dia. Defendeu a ideia de se apostar mais no turismo em diversas áreas, entre elas a gastronómica.
O candidato do Bloco de Esquerda, Joaquim Raminhos, aponta o Tejo com um pilar central e uma oportunidade que de deve aproveitar, deixando a ideia que se podem apostar em projectos até de nível intermunicipal, com os concelhos vizinhos como parceiros.
Luís Nascimento, que lidera a coligação que une o PSD, CDS-PP e MPT,  também defendeu a aposta no rio e nas potencialidades da zona ribeirinha, considerando imprescindível que se melhore o nível socioeconómico do concelho e defendendo que a Moita “deve deixar de estar nas notícias pelos piores motivos”.
O candidato do PAN, Hélder Silva, defendeu também a aposta no rio Tejo, com a criação de "condições para que o concelho receba mais embarcações". Defendeu também "uma maior aposta na área da restauração temática".
Rui Garcia considera que a Moita é a “grande bandeira do rio Tejo”, lembrando os barcos típicos existentes, e garantiu que a construção do novo ancoradouro vai estar concluída ainda antes das Festas da Moita.

Candidatos prometem requalificação urbana  
Joaquim Raminhos, candidato do BE, abordou, desde logo, as questões relacionadas com a requalificação urbana do concelho, referindo que existem “casas a cair ou emparedadas”. Nesta área, diz o candidato do Bloco, “falta fazer muita coisa. Por exemplo Alhos Vedros tem o núcleo central em escombros. A autarquia lançou um projecto mas as coisas têm estado paradas”, considerou.

Luís Chula, candidato do PS, referiu que a reabilitação urbana é uma ferida grave no concelho, considerando que Alhos Vedros é o seu maior exemplo.
“Metade de Alhos Vedros está a cair e é preciso uma forma mais actuante de resolver os problemas. O gabinete da autarquia não se deve limitar responder, tem que estar no terreno a conversar com as pessoas e a apontar soluções. Mas a autarquia tem que dar o exemplo e começar a reabilitar os seus espaços, existindo mesmo casos que são inexplicáveis”, disse.
A reabilitação urbana dos espaços públicos foi também abordada pelos candidatos, em especial do Vale da Amoreira, que também se debruçaram sobre a necessidade de se apostar no rio Tejo.
Sobre a requalificação dos espaços públicos no Vale da Amoreira, os vários candidatos assumiram que é preciso fazer mais, lembrando a existência de vários espaços degradados. Rui Garcia afirmou que o estado “fez as casas no meio da areia e foi embora”, referindo que a autarquia tem estado a fazer, a pouco a pouco, intervenções no local.
Luís Nascimento, candidato apoiado pelo PSD, CDS-PP e MPT, referiu que é um critico do IMI que se paga no concelho, mas defendeu que para as casas abandonadas, o IMI é baixo demais.
“A reabilitação urbana é um problema grave e a autarquia tem que encontrar soluções. Temos que trazer pessoas e investir nos centros das vilas”, defendeu o candidato, lembrando também a situação do Vale da Amoreira e a necessidade de se reabilitarem diversos espaços públicos.
Hélder Silva, candidato do PAN, defendeu que pretende "conversar com as pessoas para conhecer os seus problemas" e saber o que é "preciso para que as pessoas avancem para a reabilitação urbana" e se" fixem nos centros das vilas do concelho".
Rui Garcia, actual presidente e candidato da CDU, afirmou que a reabilitação urbana é um problema grave em todo o país, rejeitando a ideia que um agravamento do IMI resolvesse o problema.
“Nas casas abandonadas temos casos de pessoas com dificuldades e um agravamento do IMI não me parece justo nem uma solução. Temos áreas de reabilitação urbana definidas, com inventivos fiscais, mas a maioria são privados e não públicos”, sublinhou.
Sobre a requalificação dos espaços públicos no Vale da Amoreira, os vários candidatos assumiram que é preciso fazer mais, lembrando a existência de vários espaços degradados. Rui Garcia afirmou que o estado “fez as casas no meio da areia e foi embora”, referindo que a autarquia tem estado a fazer, a pouco a pouco, intervenções no local.

Tauromaquia é um não assunto na Moita  
O tema da piscina municipal da Moita também esteve sobre a mesa, mas nenhum candidato se comprometeu com a sua construção.
Luís Nascimento e Luís Chula levantaram também o facto de a Moita estar em último lugar nas estatísticas que medem a qualidade de vida dos munícipes, garantindo que é algo que querem alterar.
Joaquim Raminhos defendeu a aposta no património histórico do concelho e da necessidade de lhe dar utilidade pública, enquanto Rui Garcia anunciou candidaturas a fundos comunitários para intervenções essenciais no concelho.
Já Hélder Silva defendeu o fim das actividades relacionadas com a tauromaquia no concelho, numa intenção em que não foi apoiado pelos restantes candidatos, que reconheceram a sua importância histórica no concelho.
A votos vai ainda o PCTP-MRPP [que em 2013 teve 660 votos]. Leonel Coelho, reformado, é o candidato escolhido à Câmara da Moita enquanto Manuel Carvalho, técnico tributário, é o cabeça de lista à Assembleia Municipal da Moita.
"O camarada Leonel Coelho e a sua equipa de Alhos Vedros conquistaram cerca de 80 candidatos para as listas do partido nos municípios da Moita, Barreiro e Montijo", acrescenta o partido, que também vai avançar com um candidato à União das Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira.


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