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terça-feira, 20 de junho de 2017

82 bombeiros de Setúbal em Pedrógão Grande e Góis

Bombeiros do distrito ajudam a combater "o monstro de fogo" 

Um grupo de 82 bombeiros do distrito de Setúbal estão desde domingo, 18, na zona Centro do país, para combater o gigantesco incêndio florestal que deflagrou no concelho de Pedrógão Grande e que já causou, até ao momento, 64 vítimas mortais. De acordo com o Comando Distrital de Operações de Socorro de Setúbal, os bombeiros da região estão envolvidos nos incêndios de Pedrógão Grande (em Leiria) e Góis (em Coimbra). No terreno estão ainda 26 veículos de 16 corporações do Distrito de Setúbal. Recorde-se que o incêndio deflagrou na tarde de sábado, alegadamente depois de um raio ter atingido uma árvore. O incêndio estendeu-se desde então por mais dois concelhos e continua com diversas frentes ativas.
Bombeiros do distrito em força no grande incêndio de Portugal 

Entre bombeiros no terreno, e operacionais já rendidos, já passaram pelo maior incêndio que há memória no país, desde domingo, 82 bombeiros e 26 veículos de 16 corporações do Distrito de Setúbal, refere o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal.
Para o incêndio que se transformou na maior tragédia de sempre, em termos de registo de vítimas mortais (64 confirmadas até ao momento), em Pedrógão Grande, foram mobilizados no total “48 bombeiros e 15 veículos”, revelou o CDOS de Setúbal.
“Temos meios em duas ocorrências: Pedrógão Grande, Leiria, e Góis, Coimbra. Para Pedrógão Grande foram bombeiros das corporações de Torrão, Pinhal Novo, Palmela, Barreiro, Montijo, Almada, Trafaria, Águas de Moura, Sul & Sueste (Barreiro) e Alcácer do Sal”, disse fonte do CDOS de Setúbal.
Para Góis, no distrito de Coimbra,  foram destacados “34 bombeiros e 11 veículos”. Neste incêndio estão bombeiros das corporações de Montijo, Almada, Moita, Sul & Sueste (Barreiro), Amora, Pinhal Novo, Seixal, Canha, Cacilhas, Trafaria, Barreiro e Setúbal.
O veículo florestal de combate a incêndios dos Bombeiros Mistos do Concelho do Seixal teve de abandonar o teatro de operações de Pedrógão Grande, devido a uma avaria mecânica, e já regressou ao Quartel Sede. “É com uma profunda tristeza que o fazemos, pois a vontade de ajudar por parte dos nossos operacionais continua a ser muita, embora só com um veículo no terreno, mas a falta de veículos impedem uma participação maior e mais ativa”, anunciou no domingo a corporação na sua página oficial no Facebook.

64 mortos é balanço até agora 
47 pessoas morreram  enquanto fugiam do fogo 
É já a pior tragédia em Portugal nas últimas décadas. Um incêndio deflagrou ao princípio da tarde de sábado em Escalos Fundeiros, em Pedrógrão Grande, e desde então não tem parado de destruir vidas, floresta e casas. O balanço ainda provisório indica 64 mortos e o Governo decretou três dias de luto nacional. Há 16 anos, em Entre-os-Rios, morreram 59 pessoas na sequência do colapso da ponte Hintze Ribeiro.
O incêndio de Pedrógão Grande, já considerado o mais violento de sempre no país, provocou até ao momento 64 mortos, dos quais 47 foram encontrados na estrada nacional 236, [agora conhecida por estrada da morte] que faz a ligação com o IC8 e que não estava cortada. Das 64 vítimas mortais, 30 estavam dentro das suas viaturas e 17 fora delas ou à beira da estrada. Ainda há 134 feridos, entre os quais 121 civis, 12 bombeiros e um militar da GNR. Dos 134 feridos, sete estão em estado grave: cinco bombeiros voluntários e dois civis. Há ainda dezenas de deslocados, estando por calcular o número de casas e viaturas destruídas.
Além de Pedrógão Grande, existem quatro grandes fogos a lavrar nos distritos de Leiria, Coimbra e Castelo Branco, mobilizando um total de cerca de 2150 operacionais de todo o país,  654 veículos e 16 meios aéreos de Portugal, Espanha e França.

Marcelo mais otimista 
Fogo "assassino" deflagrou na tarde de sábado 

O Presidente da República afirmou ontem que há sinais de evolução favorável do incêndio que começou no sábado no distrito de Leiria, depois de um dia em que se emocionou em Castanheira de Pera, após se saber da morte de um bombeiro.
"Neste momento, aquilo que encontrámos ultrapassou as expectativas que tínhamos", notou Marcelo Rebelo de Sousa, que falava aos jornalistas no posto de comando em Avelar, concelho de Ansião, sublinhando que há a perceção de uma "evolução favorável".
De acordo com o Presidente da República, as condições atmosféricas "foram melhores do que se previa" e, apesar de haver várias frentes, há "sinais de controlo", esperando que tudo esteja controlado no espaço de "horas ou um dia".
Em declarações aos jornalistas, Marcelo Rebelo de Sousa contou que se emocionou em Castanheira de Pera, vila que esteve cercada durante o incêndio, num momento "muito especial", em que as pessoas "tinham sabido há poucas horas da morte de um bombeiro" da corporação daquele concelho.
"A população estava sob o choque que caracteriza a situação para sobretudo os menos jovens e mais fustigados pelo cansaço e pelo luto e pela dor, com a descoberta, pouco a pouco, da identificação de algumas vítimas mortais", contou.
Na pequena vila, encontrou "um ambiente muito triste", com as pessoas "mobilizadas", mas "com uma tristeza sepulcral".
"Era um silêncio que se olhava para as pessoas e estavam com um olhar tão triste, tão triste. Mas é preciso renascer das cinzas", frisou, considerando que o ponto menos negativo da passagem pela agora conhecida como "estrada da morte" - onde morreram várias pessoas encurraladas pelas chamas entre Castanheira e Figueiró dos Vinhos - foi saber que "a parte mais complicada parece estar ultrapassada".
"No meio daquela tristeza, foi uma compensação", vincou.

Agência de Notícias 

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