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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Almada reconverteu 60% das áreas urbanas de génese ilegal

Câmara promete continuar a reabilitar o concelho 

A vereadora do Urbanismo da Câmara de Almada, Amélia Pardal, afirmou na terça-feira que "58 por cento dos territórios urbanos de génese ilegal da Sobreda da Caparica já foram reconvertidos", mas reconheceu que alguns casos ainda podem demorar anos a resolver. "No concelho de Almada temos 60 por cento dos territórios urbanos de génese ilegal reconvertidos e mais 20 por cento em conversão. Isto significa que nos falta cerca de 10/15 por cento do território inicial de AUGI [Áreas Urbanas de Génese Ilegal]. Não tem sido um processo rápido porque não é possível ser rápido nestes processos, que "exigem a intervenção de várias entidades e alguma dinâmica das comissões e os proprietários", disse Amélia Pardal.
Almada garante estar a reduzir áreas urbanas de génese ilegal 

Amélia Pardal falava à agência Lusa depois de uma sessão pública com cerca de três dezenas de moradores da Sobreda da Caparica, no Solar dos Zagallos, em que os técnicos da autarquia deram a conhecer uma operação de reabilitação urbana que deverá ser aprovada na próxima Assembleia Municipal, e sobre as Áreas Urbanas de Génese Ilegal na Sobreda.
"Esta reunião teve dois objetivos fundamentais: informar as pessoas sobre algumas coisas relativas à reabilitação urbana e dar informação às pessoas da Sobreda sobre os territórios urbanos de génese ilegal", acrescentou a autarca almadense, reconhecendo que a autarquia nem sempre pode dar as respostas imediatas que os munícipes desejariam, até porque este tipo de intervenções não depende apenas da Câmara Municipal.
Confrontada com as reclamações de alguns moradores, que se queixaram da demora em obterem respostas dos serviços camarários e do indeferimento de projetos sem qualquer explicação para a decisão, Amélia Pardal negou que tal tivesse acontecido na Câmara de Almada.
"Há sempre uma razão para indeferir qualquer projeto e essa razão tem de ser explicada e foi explicada", disse, assegurando que, "nos últimos anos, tem havido um esforço de aproximação entre os técnicos municipais e os proprietários".

Autarquia já investiu cerca de 600 mil euros na reabilitação urbana 

Quanto a uma eventual ajuda financeira do município aos proprietários de terrenos de génese ilegal com parcos recursos económicos, Amélia Pardal deu como certo que a autarquia não irá conceder nenhuma ajuda para além das que estão previstas na própria lei.
"No dia em que fosse dado um apoio desse género para a reconversão das AUGI da Sobreda da Caparica, teríamos de fazer o mesmo para todas as outras áreas urbanas de génese ilegal. E isso seria incomportável", justificou
Além da reconversão das AUGIs da Sobreda da Caparica, a atual maioria na Câmara de Almada espera avançar já no próximo ano (se ganhar as próximas eleições autárquicas) com as obras de reabilitação urbana da zona consolidada da localidade, assunto menos polémico para a população local.
De acordo com os dados disponibilizados pela autarquia, a Câmara Municipal de Almada já investiu mais de 600 mil euros na reabilitação urbana de 484 fogos (160 dos quais estavam devolutos), a que corresponde um investimento dos proprietários que ascende a mais de 10 milhões de euros.
Depois das intervenções já efetuadas em Cacilhas, Almada, Pragal, Cova da Piedade, Trafaria, Monte Caparica e Porto Brandão, a próxima operação de reabilitação urbana no concelho de Almada deverá abranger o centro da Sobreda da Caparica.

Agência de Notícias com Lusa

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