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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Plataforma do Barreiro pode gerar 1500 empregos

Contentores podem trazer investimento até 12 milhões de euros à região 

A Plataforma Multimodal do Barreiro, que inclui o novo terminal de contentores, prevê a criação de 300 a 500 postos de trabalho diretos na fase de construção e de 1150 postos diretos na fase de exploração da infraestrutura, revelou ontem Lídia Sequeira, presidente da Administração do Porto de Lisboa, num debate que decorreu no auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro. De acordo com esta responsável, estima-se um impacto no PIB – Produto Interno Bruto na Grande Região de Lisboa entre sete e 12 mil milhões de euros. “O projecto do Terminal de Contentores do Barreiro é viável do ponto de vista técnico, de intermodalidade e económico-financeiro”, assegurou Lídia Sequeira.
Terminal de Contentores  trás competitividade para as empresas

Numa fase pós submissão do projeto de Estudo de Impacte Ambiental  – entregue a 13 Janeiro último –, estima-se para junho a conclusão dos estudos e consequente emissão da Declaração de Impacte Ambiental.
Socorrendo-se de uma apresentação, Lídia Sequeira considerou que o projeto da Plataforma Multimodal do Barreiro, “permite a implantação de um terminal com caraterísticas técnicas adequadas para responder de forma faseada à evolução da procura prevista”, e “beneficia da proximidade da rede ferroviária nacional e da rede rodoviária nacional”.
“É uma zona, do ponto de vista da intermodalidade, extremamente bem servida”, disse Lídia Sequeira, acrescentando que esta futura infraestrutura “reúne as condições para se criar uma plataforma logístico-industrial competitiva”, associada aos cerca de 400 hectares do território da Baía do Tejo, o que “permitirá dinamizar a economia da Península de Setúbal, em particular desta região do Barreiro, potenciando as indústrias exportadoras e captando novos investimentos, com a consequente criação de emprego”, sublinhou a presidente da Administração do Porto de Lisboa.
De acordo com a apresentação de Lídia Sequeira, “os estudos realizados apontam para a viabilidade de um modelo de concessão do tipo Build-Operate-Transfer”.
Já segundo o administrador da Administração do Porto de Lisboa, Carlos Correia, “as conclusões do Estudo de Impacte Ambiental são muito favoráveis à prossecução deste projeto”.
Este responsável sublinhou que, na componente mais técnica do estudo prévio, foi definido como navio-tipo, um porta-contentores com capacidade para oito mil TEU (medida-padrão equivalente a contentores com 20 pés de comprimento), com um comprimento de 352 metros.

Câmara quer reflectir com todos 
O presidente da Câmara do Barreiro falou na “visão” de uma “região portuária metropolitana“, sublinhando que o terminal, que considerou uma “importante alavanca para a produção nacional e desenvolvimento da economia”, está projetado para ficar situado num território – Parque Empresarial da Baía do Tejo – “importantíssimo para o desenvolvimento da região”, realçou Carlos Humberto. 
Salientou, ainda, que “as questões do corredor da Terceira Travessia do Tejo devem ser respeitadas, bem como a questão das vistas (que deve afetar o menos possível), e a questão das infraestruturas rodoferroviárias que venham a ser integradas no Concelho”.
No debate, moderado pela vice-presidente da Câmara do Barreiro, Sofia Martins, foram colocadas diversas questões, como, por exemplo, os empresários procuraram saber se o setor empresarial poderá sentir instabilidade com a instalação do Terminal.

Baía do Tejo quer Terminal 
Em resposta, Jacinto Pereira, presidente da Baía do Tejo, garantiu que “o futuro não trará instabilidade”. Adiantou que o Plano de Urbanização da Quimiparque só poderá retomar quando “tivermos uma decisão quanto ao projeto do Terminal de Contentores. A Baía do Tejo não tem esperado pelo Plano e tem avançado. Prevê-se para final de Fevereiro, as obras de requalificação da Rua da União e a demolição da portaria do parque empresarial.
Existem atualmente, 191 empresas na Baía do Tejo, uma realidade que para Jacinto Pereira é sinal que a estratégia para o território da Baía do Tejo está no bom caminho, sendo o Terminal mais uma alavanca de “extrema importância. É o corolário da nossa estratégia”.
O administrador da Baía do Tejo salientou ainda a requalificação ambiental do território, outro dos pilares estratégicos, permitindo a melhoria da qualidade de vida das comunidades e a atração do investimento. “Procede-se, há vários anos, à descontaminação dos solos da Quimiparque, para dar novos usos aos territórios”. E acredita que os passivos ambientais “não serão obstáculo para o desenvolvimento”.

Agência de Notícias com Câmara do Barreiro 

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