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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Pais de vítimas do Meco processados por difamação

Procurador processou familiares de jovens que morreram em 2013

Familiares dos seis jovens que morreram na praia do Meco, Sesimbra, em Dezembro de 2013 revelaram que vão ser ouvidos em 25 de Janeiro, no âmbito de um processo por difamação que lhes foi movido pelo Procurador do Ministério Público. "Fui notificada para comparecer no Campus da Justiça, em Lisboa, no próximo dia 25 de janeiro, às 11 horas, para ser ouvida no âmbito de um processo por difamação que nos foi movido pelo senhor Procurador", confirmou à agência Lusa Fernanda Cristóvão, mãe de Ana Catarina, umas das alunas da Universidade Lusófona que perdeu a vida na praia do Meco, a 15 de Dezembro de 2013
.
Pais das vítimas irão ser ouvidas ainda este mês 

"Não me recordo de nada que tenha dito que possa ter difamado o senhor Procurador. O que eu sempre disse foi que não concordava com a forma como decorreu a investigação", acrescentou Fernanda Cristóvão, arguida no processo por difamação.
A mãe da jovem Ana Catarina adiantou que familiares de pelo menos outros dois jovens que morreram na praia do Meco (Pedro Negrão e Tiago), também foram notificados para serem ouvidos pela justiça.
Em 2014, o procurador Joaquim Moreira da Silva, da comarca de Almada, decidiu arquivar o processo relativo às mortes dos seis estudantes da Universidade Lusófona na praia do Meco. A chuva de críticas aconteceu porque os pais não se conformavam com os resultados da investigação ao caso e desde o início não entenderam as mortes dos filhos como um acidente – queriam que fossem imputadas responsabilidades ao ‘dux’, João Gouveia, único sobrevivente. O procurador prometeu na altura processar os familiares das vítimas e cumpriu. Mas os pais, por sua vez, sempre disseram que não tinham medo.Os pais dos seis jovens que morreram na praia do Meco apresentaram uma queixa-crime contra o `dux´ João Gouveia, único sobrevivente, por suspeitarem que não teria contado a verdade sobre as circunstâncias da morte dos seis jovens, mas o processo foi arquivado pelo tribunal de Setúbal, decisão que foi confirmada a 26 de Janeiro
do ano passado pelo Tribunal da Relação de Évora.
De acordo com a versão apresentada por João Gouveia, os seis jovens (quatro raparigas e dois rapazes) - que estavam a passar o fim-de-semana numa casa alugada na localidade de Aiana de Cima, no âmbito das atividades da comissão de praxes da Universidade Lusófona -, terão sido arrastados por uma onda quando se encontravam na praia do Meco, em Sesimbra.
O caso está ainda em análise no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, em Estrasburgo, França.

Agência de Notícias com Lusa 

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