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terça-feira, 8 de novembro de 2016

Sismo e tsunami testam socorro em Setúbal

O aviso foi a fingir mas deve ser encarado com seriedade porque pode acontecer 

A terra tremeu, na tarde de dia 5, em Setúbal, num simulacro de sismo seguido de um alerta de tsunami que testou os procedimentos de segurança e de evacuação do Parque Urbano de Albarquel, espaço de lazer situado à beira-rio. “Mais do que dar informação, é dar formação às pessoas para que estas saibam reagir adequadamente em situações de perigo, concretamente em caso de sismo e de tsunami”, destaca o coordenador do Serviço Municipal de Proteção Civil e Bombeiros de Setúbal, José Luís Bucho.
Proteção Civil de Setúbal testou resposta a sismo e tsunami 


Às 15h08 as sirenes soam no Parque Urbano de Albarquel. O sinal de perigo alerta para a ocorrência de um sismo de 8,7 na escala de Richter e para a possibilidade de tsunami. O aviso é a fingir mas deve ser encarado com seriedade, até porque o cenário preparado pelo Serviço Municipal de Proteção Civil e Bombeiros de Setúbal pode acontecer.
As primeiras indicações surgem no sistema experimental de alerta de tsumani instalado no Parque Urbano de Albarquel. Pouco depois é a equipa de gestão de emergência a auxiliar a população em situação de perigo iminente, voluntários que na tarde chuvosa de dia 5 participaram no simulacro de proteção civil.
A terra treme. A população é encaminhada par zonas amplas, abertas e sem infraestruturas na envolvência. As pessoas estão agachadas, a proteger a corpo, à espera que o sismo acabe. São dois minutos que mais parecem duas horas. Mas há que ser resiliente, até porque o perigo ainda não passou e o pior está para vir.
Depois do sismo há um alerta de tsunami. É preciso ir para as zonas de segurança do Parque Urbano de Albarquel para evitar o perigo que agora vem do mar. A primeira onda chega cerca de meia hora depois do sismo. Parece haver muito tempo. Mas não há, até porque há feridos e acessos cortados.
Em quatro minutos o parque é evacuado e a população encaminhada para os dois pontos de encontro definidos, zonas de segurança localizadas numa cota superior a dez metros. O caminho, indicado por sinalética de emergência, em fase de teste durante o exercício, é feito em passada larga, mas sem correr.
Já em segurança, nas zonas definidas, a população aguarda duas a três horas, até porque um tsunami tem várias ondas, cada uma mais perigosa que a outra. Não há muito mais a fazer até porque, com estradas e acessos interditos e sem rede móvel, as possibilidades de fazer algo mais são limitadas. Basta esperar por auxílio.
Ao novo sinal sonoro das sirenes a população pode estar tranquila. Já não há perigo iminente. O exercício, enquadrado no Plano Municipal de Emergência de Setúbal e no âmbito do programa de consciencialização do Dia Mundial do Tsunami, assinalado a 5 de Novembro, termina com sucesso.

"Temos, em primeiro lugar, de nos saber proteger"
“Mais do que dar informação, é dar formação às pessoas para que estas saibam reagir adequadamente em situações de perigo, concretamente em caso de sismo e de tsunami”, destaca o coordenador do Serviço Municipal de Proteção Civil e Bombeiros de Setúbal, José Luís Bucho.
Aquele responsável salienta a importância de a população conhecer o território e saber quais os recursos disponíveis para utilizar em situações de emergência. “Temos, em primeiro lugar, de nos saber proteger, para que depois possamos auxiliar outras pessoas em perigo”.
O exercício, que contou com a participação de cerca de duas dezenas de voluntários, entre os quais crianças do grupo de escoteiros em formação Setúbal-Sado, foi dinamizado em parceria com a autarquia, Polícia Marítima, PSP, Cruz Vermelha Portuguesa – Delegação de Setúbal e Hospital de Setúbal.
Ângela Santos, do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa, entidade que também participou na organização do simulacro, partilhou alguns aspetos relacionados com o exercício, elaborado com base no cenário de sismo e tsunami ocorrido a 1 de Novembro de 1755.
Entre outros aspetos, a investigadora adiantou que a onda gerada pelo tsunami terá cerca de um metro de altura. “Parece pouco mas tem uma força devastadora. A primeira onda deverá chegar 30 minutos depois do sismo, a que se seguem outras, de maior perigosidade, e que podem durar várias horas”.
O simulacro pretendeu testar as medidas de prevenção relativas a situações de tsunami, nas quais se incluem o sistema de alerta e aviso à população, assim como ensaiar o sistema de sinalização desenvolvido e validar o comportamento da população presente no parque.

Agência de Notícias
Fonte: Câmara de Setúbal

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